A poeira e os pelos continuam ali parados no canto da parede
A bruma cinza que entra junto com o vento pela porta do quintal
Luz do sol que quase já não conhece esses olhos
Embriaga na tentativa de ver um pouco de cor
No que era pra ser bonito, histórico, vê-se lixo, preto, cinza de todas as cores
Antes não fosse lixo e fosse nada, antes nada a ser pior
O tempo é cinza e frio, talvez o inferno fosse mais plástico, inspirador
Os abraços andam breves e obrigatórios
As falas, os carinhos, os sorrisos, tudo isso ta camuflado
Parece que tudo espera seu momento de insensatez
Penso e chego a conclusão que cada um deve ficar um tempo só
Talvez tenhamos esquecidos de como viver com o normal
Sabemos muito bem como lidar com a crise e o ápice
E o medíocre que era pra ser a melhor solução agora é só medíocre
Até a professora nova é cinza, as linhas do caderno são cinza
A cinza do cinzeiro é cinza e pó
E pó é a única coisa que anda restando dos dias atrás
Será que andei dando passos longos demais e pisei em alguns calos?
Meu pé antes machucado pela falha no fundo do meu sapato agora se cansou
Está tão cinza quanto o pó, o tempo, os abraços, o cinzeiros, a mediocridade
Meus cabelos sempre tiveram um tom acinzentado
Minha barba é um pouco mais escura
Mas o tempo faz isso tudo ficar cinza
E quando tudo for cinza, não teremos mais histórias pra colorir
Fecho(e) agora esses olhos sujos, antes que arda.
Quero te dar um abraço... :D
ResponderExcluirCARALHO!!
ResponderExcluirFiz um monte de texto com elementos que tão nesse aqui, e eu só fui ler esse AGORA.
E o pior é que nem foi cagada, são só verdades.
A GENTE PRECISA PINTAR A PAREDE DA SALA DE VÁRIAS CORES!