domingo, 6 de novembro de 2011

Re -(s)- posta sobre a mesa

Se você pensar muito
Pesquisar bastante
Pouco a pouco encontrar as respostas
Logo verá que a vida não tem sentido...
nada.
Sentido...
algum.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Restos!?

Não sinto fome, nem sede
Segue ao contrário dessa regra o sono
Sinto muito sono o tempo todo
Faço cálculos inúteis, sobre coisas inúteis
E minha cabeça anda funcionando assim
Sem fome, nem sede, com sono e pensamentos vis
Fico pensando onde foi que tudo acabou
Se a culpa foi nossa de tudo isso
Será que não soubemos lidar?
Tem dia que a hora voa e eu agradeço
Outros ela se arrasta como uma lesma
Somente pra me torturar
Em pensamento pego uma arma e frito meu cérebro
Que não me da sossego, nem paz
Resolveria fácil não fosse o tremendo egoísmo
Deixaria tudo no não, simetricamente pra mim
Não comeria, nem beberia, nem pensaria, nem dormiria
Nem sofreria, nem saberia, nem erraria, nem nada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O que o meu pai quer ser quando eu crescer

Hoje eu acordei vaqueiro, montanheiro, lenhador,
Quis morar na roça, só eu e a moça
Lá não teria carro, nem barulho, nem dor
E teria uma porção de galinhas, fogão a lenha
Pato, cachorro, vaca, cavalo, passarinho de tudo quanto é cor
Lá eu plantaria e comeria, teria leite fresco, água e vento
Não precisaria de nada dessas coisas, dinheiro, rancor

E as minhas preocupações seriam preocupações de caipira
A enxada desafiada, o barracão que precisa de conserto
A lenha que tem pra cortar, os animais, a porteira que não vira

No fim de semana barriga pra cima, cigarro de palha
Violão, fogueira, gente, comida, truco, preguiça
E sair pra apanhar fruta, laranja ou manga, e descascar na navalha

Hoje eu quis ser o que o meu pai quer ser o tempo todo
Tudo que eu sonhei era eu e ele no pé de uma montanha
Talvez ele me falaria mais sobre árvores
Animais, frutas, causos, plantas medicinais
Talvez ele nem falasse nada...


Mas nem precisava.