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domingo, 18 de janeiro de 2015

Dores de figueira

_ Onde vais?
_ Vou visitar alguns planetas...

Rosa sabia que poderia não ter volta,
Mesmo assim se calou diante daquela frase cheia de súplicas e incertezas.

Príncipe guardou o coração dentro de uma meia, depois no baú
Tomou a poção verde-sol, que lhe transformara em uma árvore
Mais precisamente um ent, dado que se movia
No planeta dos baobás foi acometido por uma semente de figueira
Sentia que aquelas pequenas raízes sugavam sua força, mas nada podia fazer
Sabia que em alguma noite qualquer
Aquelas raízes iriam prendê-lo em algum lugar
De alguma forma ou outra, iriam lhe matar
Príncipe ainda viaja com cheiro de Rosa nas folhas
Gosto de Rosa na boca
Sonha com o dia em que seu orvalho toque aquelas pétalas vermelhas
Que teve que apertar na redoma já pequena.
Sonha com o abraço e com espinhos
Que cravados em si, passam a fazer parte,
Transformam árvore e flor em um só.

Curam dores de figueira.

sábado, 31 de maio de 2014

A Bailarina e o Verme (e) Eu

E eis que hei de usar o momento
Por quê não o usaria?
Pois se é agora que a bailarina dos pensamentos
Ousou vestir suas sapatilhas
E correr no submundo escuro e abandonado
Que aos cacos vem guardado em um outro subespaço em mim

Mas de fato fui flechado
E o que era adrenalina, agora é dor
O que era um filme bom, agora é crédito
E a doença que me come não tem remédio
Nem mesmo sei se lhe dou razão
Pois me foge a certeza
Se dói no estômago
Ou no coração

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Passagem de Ida

De um jeito até normal, se comparado ao que eu sinto
Me incomoda essa não compatibilidade presencial
E o melhor é que não sinto como dependência
Sinto com intensa liberdade de sentir
Sentir de tudo livre, sem se abandonar
Ao passo que me sinto estranho à essa ausência na rotina
A esse fazer sozinho, não ter o sorriso da volta
Ou o até logo da partida
Isso tudo que eu sinto, não é de um jeito opressor
Ou mesmo carente-dependente
Daqueles que acorrenta, que não confia, que foge
É de um jeito interno com fragrância de eternidade
De um jeito objetivo, entendedor
Que procura, que se move, auto-desafiador
Isso tudo que eu sinto, me da uma força
Uma garra, uma esperança, uma solução
Me dá asas, me dá mente, me dá atenção
Que faz eu ter certeza que algum dia, em breve
Sem justificativas, nem poréns
Eu terei o poder de dizer

- Eu vou também.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Presente do futuro

A sua distância é tão real quanto metafórica
É real na falta do seu cheiro ou da sua voz
Desgostosa à falar desse meu mal jeito mineiro
Mas essa distância não vale nada, é conto de fadas
Se for falar do que eu sinto por você ou vindo de
Você é tão real e à você não agrego o que não é
Pois você só é e pode ser ao mesmo tempo a verdade
Ou as verdades, as que surgem, as que acontecem, as que eu vejo
Antigamente eu tinha mania de andar de olhos fechados
Vagava à imaginar como era o mundo que não podia ver, nem tocar
Mas agora tudo é tão claro, iluminado, concreto
Dessa luz que você sabe que irradia dos seus ensinamentos
Hora ou outra me sinto uma criança, aconchegado nesse carinho
Nesse colo, alento, conforto caloroso tão metafórico quanto real
Acaba que nesses passos todos, enxergo a realidade
E fantasio o que eu quiser. Assim na verdade é muito mais fácil
Mais feliz, mais calmo, mas sensato
Só uma coisa me incomoda muito...
O fato dessa distância por enquanto ser tão real quanto metafórica
Mas enquanto eu poder sonhar com ela apenas na metáfora
Vou criando e montando os personagens dessa distância
Que logo nem existirão mais, nem real, nem não real
Porquê depois, vai ser tudo perto, tudo junto,
Tudo lindo, assim como você é, linda, luz.
Eu, amor. Você, amor. Realidade, sonho.
Tudo isso, na mesma caixa.
Um presente, do futuro.

domingo, 6 de novembro de 2011

Re -(s)- posta sobre a mesa

Se você pensar muito
Pesquisar bastante
Pouco a pouco encontrar as respostas
Logo verá que a vida não tem sentido...
nada.
Sentido...
algum.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sentado

O tolo é aquele que espera
Espera a resposta, a volta
Espera a conquista, a desculpa
É o que não vê os erros nos próprios atos
Não vê a vida que lhe dá as costas
E continua esperando, a coragem, o sopro
O conselho, o abraço, a vida
E espera, a espera que espera a espera
Que espera, espera, esperam
Esperas, esperamos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

_ Por quê não escreveu mais nada?
_ A inspiração foi embora.
_ E por quê não foi atrás dela?
_ Porquê está tão frio lá fora.

sábado, 13 de agosto de 2011

um

Suga da janela o brilho que entraria
Pára na cortina o calor que aqueceria
Fica preso no quarto o pó que sairia
Esta foi só uma mera tentativa

[de poesia.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pois o meu é um vírus
Silencioso
Corrosivo
Sem cura nem previsão
E certamente
Morrerá comigo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Daí olham pra você e dizem:
_ Que preguiça!
A preguiça é de você.
E seu drama?
Até ele se esqueceu de levantar
Já não tem mais importância.

sábado, 23 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Saudade é um sentimento sem fim
Que não acaba quando se está vivo
E que aumenta quando se vai

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Você está (fisicamente) tão próxima
Eu estou (espiritualmente) destriudo
Você está (em todos os sentidos) tão linda
Eu estou (em todos os sentidos) ainda tão apaixonado

Você me da as costas sem esperar que eu vá atrás.
Devo ir?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tire o "canto"
No lugar coloque "palavras"

...

"E as palavras feito faca vieram cortar a minha carne."

Doce dor, proveniente de um sentimento de VERDADE.
Sim!
Ainda sou humano.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Brin car comas palavras
Ésa ber que não
Pre cis amossaber
Ex-atamente
Com o elassão.
A vida está tão
Cheia
Grande
Exagerada
Que a pequenisse das coisas pequenas
Não cabem na minha
VASTIDÃO.