terça-feira, 31 de maio de 2011

Frô

Minha flor necessita de cuidados
Tenho que tirar de perto dela os arbustos maus
Tenho que colocá-la na redoma porque o vento frio a incomoda
Minha flor é delicada e só tem três espinhos que mostra com pungência
Minha flor é única pois eu cuido dela
Ela é livre pra ser o que quiser nos seus limites de flor
E é linda, tão linda que me perco em seus olhares
A minha flor já está presente
Me falta agora ser um príncipe
E me ousar a mudar a historia,
Coloco minha flor em um vaso bonito
E a levo comigo pra conhecer o universo.

Queria fazer uma poesia pra você...

Saudade.

Pequena explicação.

Hoje eu pensei em fazer uma poesia que começasse com essa frase:

"Queria fazer uma poesia pra você..."

Mas sabe aquela sensação de que a gente sempre começa escrevendo com essas frases quando a gente não sabe realmente o que falar e acaba que encontra alguma coisa no meio da digitação, tipo isso que esta acontecendo agora.
Acontece que eu tenho tantos momentos assim simples, singelos, pra descrever que se eu ficar tentando por em poesia não vai caber tudo e ainda tem o fato de que não sou bom com poesias.
Você sabe que sou de observar sinais, coisas pequenas que tem um certo valor pra mim, hoje por exemplo desci as escadas do prédio do Di imitando ele e dei risadas sozinho lembrando que você foi a única pessoa que reparou isso comigo aquele dia.
Só hoje senti o cheiro de filtro queimado duas vezes e troquei alguns olhares com algumas nuvens sozinhas no céu.
Não comi uma carne de panela que me ofereceram e lembrei que você não gosta e comi feijão com calabresa que me fez lembrar da feijoada do seu pai que você gosta.
Ontem eu vi as fotos do outro dia, e me deu vontade de fazer um texto pra colocar a foto do beijo na mão, mas lembrei que não tenho cabo pra descarregá-las.
Ontem eu não não pensei em você e hoje eu ainda não não pensei em você o que faz aumentar minha saudade.
Hoje vi uma frase de "luz do olhos" no MSN de alguém e pensei em como essa musica encaixa com esse tipo de momento que vivo, Nando Reis é esperto.
Senti medo da saudade e senti medo da não saudade do outro lado, pensei que fosse ser estranho, mas você sempre me tranquiliza quando vem me dizer, mesmo sem eu te dizer nada, de tudo que você está sentindo e é igual a tudo que eu estou sentindo.

Hoje eu queria escrever uma poesia pra você que começasse com essa frase:

"Queria escrever uma poesia pra você..."

Mas a única palavra que veio na minha cabeça enquanto eu tentava buscar alguma pra rimar com essa frase foi Saudade.
Saudade é uma palavra que combina muito com você, mas infelizmente "você" não rima com "saudade".
Mas eu encontrei uma forma de fazê-la.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

São 21:26 no meu relógio agora que começo escrever esse texto.
Como se fosse uma brincadeira tudo isso.
Como se a vida tivesse colocando algumas pitadinhas de tempero nessa convivência.
São coincidências, e fatos rememoráveis e engraçados sempre.
Mas o que eu queria dizer de verdade,
É que não fazem 20 minutos que você saiu.
E eu como se tivesse o poder queria dizer:

_Ta bom, já chega, já senti, pode voltar agora. Me dá um abraço.

domingo, 29 de maio de 2011

E ele se atordoou
Se perdeu.
Foi estrangulado,
Calado,
Pelo próprio silêncio.

!

Se um dia não me olhasse nos olhos,
Se dia um dia te olhasse nos olhos e eu não me visse.
E se um dia não der risada com cosquinhas,
E não sorrisse.
Se não fosse sim e sim se.
Se não fosse.
Sim.

sábado, 28 de maio de 2011

Para filmes (não) vistos juntos.




A questão é que tenho medo do seu silêncio.
Já me calei por muito tempo,
E você veio agora pra dar luz a minha mente,
Pra trazer todo um novo.
O mais gostoso é saber que não vai ter fim
Como combinado vai ficar pra sempre.
Já tens meus mais sinceros sentimentos,
Da forma mais saudável,
Perceptivelmente madura,
Que um dia tive.
E se um dia eu te perguntar:
_ Você está feliz?
E você me responder:
_Não, não estou.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

_ Hoje poeticamente
Queria fazer poesias com você.
_ Hoje naturalmente
Queria viver poesias...
[Com você.

Eles acham que são e são.

Eles saem no frio de madrugada pra matar saudade.
Eles se encontram no meio de uma tarde tumultuada pra contar suas frustrações.
Eles combinam coisas, fazem poesias e se acham escritores.
Ele e ela combinam até o que vão comer, quando voltam paras suas cidades.
Combinam até os pais, que combinam coisas combinadas pra eles.
Eles ensaiam cenas na porta de casa, e riem das próprias bobeiras.
Tem alguns detalhes importantes.
Eles são uma menina e um menino.
Eles não são nunca a mesma pessoa.
Eles fazem parte de um grupo.
Eles sonham muito e procuram agir na mesma proporção.
Eles são odiados por alguns.
E eles odeiam alguns.
Eles se significam.
Eles são o Kickass e HitGirl
Pêssego e Pelé
Esquilo e Tadã
Carneirinho e Coisinha.
São coisas desse tipo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Divã.




Se estou confuso,
Sanidade.
Se estou introvertido,
Tempo.
Se a tristeza me abraçou,
Tempo.
Se alguém me faz falta,
Abraço.
Se a solidão estiver ao lado,
Conversa.
Se preciso de alguma coisa,
Quarto.

De preferência quando você vem de relance correndo,
Para à alguns centímetros da porta,
Dá um pulo.
Se coloca em minha frente encurvada com o rosto próximo ao meu
Querendo atenção, me puxando do computador.
Te abraço e jogo no divã.
Nosso Divã.
Onde a psicodelia aflora,
Onde momentos emocionam,
Onde a Conversa nunca acaba.
Onde o abraço faz falta,
Onde a tristeza não reina,
Onde o tempo...

O tempo que a gente não vê passar,
Quando olhamos pra janela,
Já é dia.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Nós 2 + x = assim.

Percebi que quem fala demais não tem muito a ser dito.

Prefiro agora quem costura,
Quem escreve,
Procura.
Prefiro quem canta na rua,
Quem abraça,
Voa.
Prefiro quem assiste,
Quem cozinha,
Amassa.
Prefiro quem toca,
Quem canta,
Pensa.

Prefiro sair no frio,
Andar uma hora,
Cigarros.
Prefiro ver pra crer,
Te conhecer,
Beijar.

Acima de tudo nos prefiro,
Na nossa casa, no sonho,
Na Kombi.

E acima de tudo que prefiro
Prefiro assim.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Significantes: Todos aqueles que me conhecem e que fazem parte da minha vida do jeito mais prazeroso, sabem como eu sou e reagem através disso.
Quero vocês por perto, amo de verdade, com todos os clichês e novidades do mundo, todos vocês.

Insignificantes: Se chupem.

domingo, 22 de maio de 2011

Quatro da manhã.

Ela se virou e ele se calou sem saber o que dizer
Ele ouviu um suspiro, algo que nunca seria confundido com outra coisa sem ser uma respiração normal,
Mas quando apertou dela, as costas, contra seu peito sentiu algo tão profundo, tão intenso que não se conteve.
Por um motivo improvável, tal como uma faísca numa poça de gasolina a dor desencadeou o silêncio mais barulhento do mundo.
O choro foi inevitável, inebriante, confortante, e aliviador.
Por um motivo que nunca vai saber chorou todos seus problemas de aproximadamente dois anos em alguns quatro minutos.
Chorara diferente dela, que chorava tão em silêncio que nenhuma pessoa conseguiria perceber,
Choro de quem acostumou-se a sofrer sozinha, de quem já tinha uma certa intimidade com o escuro, com não deixar os outros perceberem sua dor.
Choro de quem não gosta de fazer os outros sofrerem por sua dor.
Choro diferente do dele que era soluçado alto e desengonçado, já não sabia mais como era chorar.
Se abraçaram e mais uma vez no silêncio conversaram, intensamente.
Alguns estranhos riam de coisas alheias, outros ameaçavam com cara de assassinos de pesadelos, e eles trancados no abraço só conseguiam se preocupar um com o outro.
Se despediram e ele ficou sentindo a energia daquela conversa, do abraço, por mais uma hora.
Dizia pra si mesmo enquanto fumava um cigarro, enquanto seu estômago doía:
_Obrigado.
Uma hora de arrepios e êxtase sem explicação.


"Não poderia ter sido melhor ao lado de outra pessoa."

sábado, 21 de maio de 2011

Zac, Cris & Tim - Espelho

Hoje Zac percebeu que a dor dela dói nele,
Percebeu que ela faz parte dele da forma mais bonita.
Olha em seus olhos e acha que sente o que ela sente
Se abraçam e sem nenhuma palavra conversam intensamente.
Hoje ele chorou ao ler sobre sua tristeza,
Sentiu saudade das pessoa importantes pra ele
Lembrou dos momentos lindos perto de algumas pessoas importantes
Ficou feliz e chorou no mesmo dia.
Hoje Zac está intenso.
Vive uma duplicidade de sentimentos
Que ao mesmo tempo é mútua
E que ao mesmo tempo é espelho.
Hoje Tim não deu as caras.
A intensidade do Zac o afastou
Zac não quer mais pensar
Ele não "acha" mais nada
Hoje Zac sente.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Coisinha

Deixa eu matar a saudade que eu vou sentir esse fim de semana?

Para os novos, para os bons.

Eu saio para rua
Assovio na janela
Mas de longe quase ninguém vê

Que dou passos bem curtos
Pulo padrões de calçadas
É porque eu encontrei você

E essa noite todos juntos
Rindo pela madrugada
O vizinho já entendeu

Que a noite vai ser longa
A conversa ta bacana
A cerveja demora mas vem

E o tempo passa
Quase ninguém vê

Eu digo que tá tudo bem
O céu tá tão bonito
O frio que demora pra chegar

Os braços parecem um só
Papos na porta de casa
Eu acho que é hora de tentar.
Porquê a rosinha tem chifrinho?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Passos no Passado

Se conseguires olhar por trás destas janelas com hastes de madeira
Ou essas paredes dessas casinhas se aquecendo, todas juntinhas
Com tijolos de barro datados de antes da nossa ideia.
Se puderes relembrar das fotografias plásticas de sujeira urbana
Das torres antigas meio a varais, nuvens e tinta.
Das pessoas que cumprem suas peregrinações matinais,
Em uma sala de ouro e que talvez nem façam ideia do que se passou.
Se um dia conseguires lembrar-se das pedras delicadamente colocadas para as estradas
Ou mesmo das calçadas de dois degraus.
Um dia, em que olhares aquela rua estreita continuar estreita e comprida
E as janelas continuarem a ensinar música às crianças.
Já se passaram vinte anos e nem mesmo nós não conseguiríamos explicar tais sentimentos
Nosso tempo não vai passar de mais uma cicatriz no tempo da cidade
Mas a nossa cicatriz no tempo da cidade é uma tatuagem eterna na alma do todo.
Passaram-se quarenta anos e o vácuo na minha memória não consegue se esquecer
Nem dos Tijolos, nem das Torres, da Cidade, das Janelas, do Som, nem de Você.
O cheiro da manhã misturado com o aroma de café de vó
Um cachorro a sondar um casal sentado na porta daquela casa.
Se um dia conseguires olhar, lembrar-se de tudo isso,
Lembre que tudo isto está imortalizado na alma da cidade assim como Ela está em nós.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Fin Heureuse

Seu silêncio me inebria em ponto crítico.
Seus olhos quase sempre me escapam a revisão,
Tal como criança quando não quer obedecer.
Seus toques e manias se repousaram em minha mente,
Decantaram o prazer do cheiro de filtro de cigarro queimado,
O toque bom da sua mão de pele fina,
O jeito suave de memorizar os seus detalhes.
Sua voz me prende ao longe em uma atenção que vale a pena,
E que na maioria das vezes
Me arranca do fundo do peito
O sorriso mais sincero.
Sua presença me anestesia
Me cala ligeiramente
Me intimida em maturidade
E me expande o carinho
A cada dia,
Mais.

terça-feira, 17 de maio de 2011

...

Para de monopolizar minhas palavras!
Para de sintetizar meu pensamento.
Para de ser assim!
Hoje eu queria escrever um texto sobre....

Sobre...

Sapatos!
Isso Sapatos!
Mas a única coisa que penso sobre objetos
É que eles não conseguem monopolizar minhas palavras
Não conseguem sintetizar meus pensamentos.

Então vou falar sobre o Céu!
Mas tem tanta coisa sobre o Céu por aí,
Tem tanto texto sobre céu já aqui.

Então vou falar sobre Sentimento!
Hum! Sentimento é uma cosia legal.
Droga, voltei à estaca zero.

Vou pegar um copo de água
Fumar o cigarro (que você me deu)
E ver se meus sapatos param de me incomodar.

Percebeu? Até o cigarro!



Acendeu o cigarro e ficou a cantarolar:


"Acaba que o que importa mesmo
É a vida devagar.
Eu tento não demorar pra chegar
E rezo pra vida demorar muito
Muito mesmo pra passar.
Tá bom assim."

Cinco da manhã.

Nessa hora os dois se encontravam
Sentados um em frente ao outro
De pernas cruzadas igual índio
Olhando olho no olho, no escuro
O sono ainda era mais fraco que a vontade.
Regressando um pouco no tempo
Conseguiriam ver vários curtas
Conversariam horas sem parar
Ririam de coisas bestas engraçadas
Se conheceriam um pouco mais.
Se entrarmos ainda um pouco no pensamento dele
Encontraríamos alguns sorrisos numa barraquinha de edredom
Dois sufocados em baixo de um travesseiro pesado.
E voltando o tempo onde a gente começou,
Os olhos dele
Cheios de mimo, carinho, proteção
Diziam mas não podiam dizer,
Sei somente que ela ouvia
E aceitava singela o convite,
Dos olhos,
Que diziam silenciosamente:

_ Fica aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Hoje as palavras fugiram de mim
Acho que gastei as poucas que eu tinha numa canção
Hoje fiz do dia quase um dia bom
Hoje vou sentar no chão
Vou jogar conversa fora
Ficar pertinho e fugir do frio
E com certeza hoje,
Não vai dar tempo pra pensar no fim.
Seguro sua mão e sou correspondido,
Sinto carinho,
Sinto e sinto que sentes também
Isso é muito importante.
A vontade de conhecer eh tanta que,
Nem em baixo de chuva a gente se rende a entrar

_ Fica mais um pouco, a gente se espreme aqui nessa coberturinha.

Conversar na rua de madrugada.
Abraçar, e sentir a emoção no assunto.
Parece que depois de muito tempo
Me sinto levemente em
Equilíbrio.

domingo, 15 de maio de 2011

Hoje quando acordar,
Antes que a incerteza bata em sua porta
Quero que algumas palavras te abracem
Te protejam.
Hoje quando acordei tinha em mente
A nossa conversa
E ainda tinha a essência do seu abraço
Clara e nítida, cravada no primeiro dia
Que te senti mais próxima.
Hoje se acaso eu te veja
Quero tocar o seu rosto
Encostar sua cabeça em meu ombro
Abraçar, e quero que você sinta
Tão bem como estou me sentindo agora.

sábado, 14 de maio de 2011

Zac, Cris & Tim - Palavras

Zac resolveu ler alguns de seus textos
E logo no início percebeu o quanto era uma pessoa repetitiva
Tim sabia que não, o problema é que Zac sempre escreve o que vive
Zac quase nunca lembrava do que tinha escrito, diferente de Tim, por causa do impulso.
Tim como um bom amigo leitor lembrava muito bem das histórias
Crises, amores, contos avulsos, cada um como se fosse da própria vida.
Nessa noite Tim estava tão curto como o texto da curtisse.
Cris se ocupava com suas obrigações,
Dispensava certo tempo para que pudesse se confortar mais tarde
Organizava suas coisas, lavava sua roupa, ordenava os livros
De forma que fosse mais fácil achar o preferido da semana.
Sentava-se no computador e sempre produzia algo
O dia era curto demais para ela perder tempo.
Dispensava o mesmo tempo ao sono, esse era um dos luxos.
As repetições de Zac se perderam junto a presença das multi formas de Cris e Tim
Zac se inspirou e logo escreveu:

"Como quem pensa
Coloquei-me a pensar.
Simplesmente cerrei meus olhos
E pensei tanto
Que pra não pensar,
Hoje não consegui parar de pensar
Em você.
Cris que pensa tanto quanto faz
Me faz tirar de ti esse pensamento
Porquê hoje não consegui evitar
Que estou sim apaixonado
Que eu quero que você fique
Pra me mostrar
Tanto quanto quero te ver
Mais cedo."

Tim se arriscou e leu,
Nas ultimas palavras a gastrite incomodou um pouco mais
E ele se sentiu tão intenso como podia ser
O que evitou por tanto tempo.
Aquilo, com que se conformara
E que agora por um segundo que seja
Se mostrou, de novo, verdade.
Querido subentendido
Me bate a porta na cara
Me queima inteiro por dentro
Transforma meu coração em uva passa
Desfaz o entendido que eu ja tinha colocado ponto final
Me tranca em casa no quarto
E além de tudo
Deixa vida assim
Escura.
Tenho algo pra te dizer: não chore.
O momento não é oportuno, e a vida está em mudança
Sei que você é sensível o suficiente pra perceber que palavras quase não vão dizer nada agora,
E que estou mudando tanto quanto você.
Sobre os créditos, não deposito quase nada em mim,
Ele é todo seu, você está crescendo, você está mudando.
Quero que saiba que toda essa casca que está saindo é porque estava na hora,
Se ajudei foi com um abraço.
Concordo também que o amor é incondicional e acrescento que ele é mutável,
Tal como as borboletas, vai crescer e vai mudar e assim como nossas vidas estão mudando agora. (espero que pra melhor)
Eu que sempre tive uma certa facilidade com as palavras agora procuro algo pra te dizer
É que na verdade não tem muito a ser dito,
Mas como gosto das certezas saiba que te amo
Cresça e troque de pele várias vezes, mesmo sob críticas.
Colha as cosias boas e jogue o resto fora,
Fale um pouco com a solidão , mas nem sempre
Volte sempre suas angustias pra sua arte, (quero ver algo logo)
E seja você a ponto de não mudar por ninguém.
Porque ser você, é o que faz as pessoas que valem a pena te amar.
Caso precise de um abraço ou de um almoço,
Você sabe onde me encontrar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Zac & Tim - Estações

Era outono quase inverno, o frio dava suas caras, mas não com tanta força.
Zac estava a cantarolar algumas músicas que reparara recentemente,
Seu coração andava tranquilo, e ao mesmo tempo apertado.
Não que alguma coisa o incomodasse mas é que a vida andava ansiosa.
Tim por outro lado andava preocupado, mas mais seguro que Zac.
Ele não gostava de criar expectativa sobre as coisas.
Diferente de Zac que vivia a sonhar com tudo.


_ " Abre essa janela a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota"

_ Zac me desculpe, mas não faça da sua trilha sonora a minha.

_ Por que? Por que não deixar a primavera entrar?

_ Pelo simples fato de que temo o inverno solitário.

_ E pelo medo de sofrer deixa de viver?

_ Não deixo de viver, e ando tão apaixonado quanto você.

_ Qual então seria sua trilha?

_ Não tenho de uma trilha

_ Claro que tem, vai canta alguma cosia que simbolizaria seu dia.

_ Não.

_ Vai cara, anda logo

_ Tá bom! Seria:

"Você viu só que amor, nunca vi coisa assim
E passou, nem parou, mas olhou só pra mim
Se voltar, vou atrás, vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor foi feitinho pra dar.
Olha,é como o verão, quente o coração,
salta de repente para ver a menina que vem."

_ Não gosto do verão, mas é uma boa música.



Cantaram juntos mais algumas canções e estações.
Zac pensava em tudo que podia acontecer,
Tim pensava em alguém com carinho.
Zac queria que a hora chegasse logo,
Tim acreditava nas coisas dando certo, sempre com o pé no chão.
Zac voava em pensamentos,
Tim também.
Tim voltou para casa, acendeu um cigarro, e pegou um livro pra ler,
Zac pegou um caderno e começou a escrever.
Viviam o mesmo momento e estação de jeito diferentes,
E isso de certa forma ajudava,
Um é pro outro o que nunca seriam sozinhos.
Percebi que prefiro as conversas à duas bocas.
As conversas em grupo me calam,
Não no sentido de quietar-me
Porque não falo menos.
As conversas em grupo
Me fazem dizer o que não precisa ser dito.

Prefiro dizer olhando em teu olho
Sem aprovação de terceiros
Prefiro te ver (ouvir) falando
E que me vejas ouvindo.

Prefiro o toque e o sorriso singelo
O abraço e conversa em silêncio
A aprovação e negação direta.
Os olhos e ouvidos, mãos, corpos
meus, seus.

Não que eu não goste dos risos em grupos
Nem de todos falando ao mesmo tempo
Mas é que prefiro,
E volto a repetir que é apenas
preferência.

Duas da manhã.

Ela sorri, ele se ilumina
São pequenos símbolos, pequenos signos
Que fazem como que ele simplesmente fique ali
Olhando.
Ela dança, escapa, ignora, abraça, e sai correndo de novo
Eles correm juntos, ele cansa, ela continua
Olha pra trás e faz cara de que não vai esperar.
Se encontram, riem, param, quase se olham
Dão as mãos e começam a pular padrões de calçadas,
Pulam sombras, ou qualquer obstáculo no caminho.
Vivem
Ainda sem entender o que é ou o que acontece.
Ela se retrai e anda na frente,
Olha pra trás e pede pra que ele não a siga.
Ele corre um pouco e para na frente dela,
Abre os braços e diz:

_ Fica aqui.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pensava ainda em como agir,
Tudo continua sendo muito novo
Os cheiros, o toque, o olhar (difuso)
Pensou ainda em como se sentia
Talvez livre, mas com certeza...
Bem, como não se sentia a muito tempo.
Acordou e pensar foi inevitável
A presença física e mental era descarada,
Linda e confusamente muito agradável.
Pensou na noite como passado,
Pensou no dia como agora
E por fim
Resolveu deixá-la.
Deixá-la livre pra viver o que bem quer
Pra conversar com quem interessa
Pra ser linda e cantar como gosta
Resolveu deixá-la pelo simples fato de amar observá-la voando
Resolveu permitir que ela seja livre pra se apaixonar
Se apaixonar simples e puramente, livre e sem condições aparentes
E com tanta novidade, estranheza e atração
Não a deixou e nem vai, até segunda ordem.
Simplesmente abre os braços pra quando ela vem
E sabe que assim não precisa fugir
Nem ele nem ela
E por isso nunca vão se perder.
Não importa se irão se encontrar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Zac & Tim - Zac & Cris

Zac chegou em casa cansado,
Tomou um banho e saboreou cada sabor de uma salada de frutas.
Pensava em alguém, pensava no dia, no sol, na cachoeira, na dor nos pés.
Mas seu pensamento mais ativo era alguém.
Alguém que andava a mexer com a suas prioridades nos pensamentos.
Pensou que ela chegaria em casa de mochila, com algum incerto sorriso de ansiedade.
Que ligaria o computador, que leria o seu texto.
Pensou que iria achar bonito, pensou que ela pensaria nele.

Ela chegou em casa de mochila, mas sem nenhum sorriso incerto de ansiedade.
Ligou o computador, começou a ler o texto,
Ela não quis achar bonito, não tinha necessidade de achar,
Sabia que por mais que o texto fosse realmente bonito,
Zac estaria em algum lugar esperando que ela achasse mesmo bonito.
Resolveu não ler por inteiro.
Ficou com raiva de prevê-lo, ficou com raiva de ele ser tão previsível.
E certamente será surpreendida,
Pois ela não leu a mensagem no fim do texto:


"Cris a beleza do texto não tem nenhuma importância
Chego amanhã pra gente conversar,
Só isso importa agora."

domingo, 8 de maio de 2011

Te mostro o novo
Te abro as portas
Te aguço a inspiração
Te prendo em meus braços por pura proteção
Te vejo pensar todo perdido
Te jogo asas e te dou o direito de voar
Você pega as asas e nem pra me convidar?
Me ensina a voar...
Me arranca essas paredes e me leva com você.

Quero estar presente
Pra falar baixinho de olhos fechados...
Querido subentendido
Me abre seus caminhos
Me tranca em seus labirintos
Me perco procurando uma saída
Encosto, fumo um cigarro e penso sobre o que fazer
E enquanto o cigarro acaba
Me doa uma par de asas de cera
Abre o céu e me convida pra voar

E se eu for
O que você fará?
As coisas começam a fazer sentido
Os momentos se definem.
A minha mente parece começar a se entender com meu coração,
A vida fumaça agora tem forma gelatinosa
Ainda não posso pegar
Mas já posso sentir.
Será um furta-momento
Se eu te disser que seu sorriso é lindo?
Será que posso te olhar nos olhos
Sem te maltratar?
Quero ter mil motivos
Pra fazer seus olhos se apertarem
E darem espaço prum sorriso bem gostos.
Quero não ser personagens
Quero quase morrer de rir em corredores estranhos.
E depois quem sabe, lembrar ou não lembrar de conversas complicadas.
Acaba que o que importa mesmo
É a vida devagar.
Eu tento não demorar pra chegar
E rezo pra vida demorar muito
Muito mesmo pra passar.
Tá bom assim.

quarta-feira, 4 de maio de 2011


Foto de Lens Annie

Se gostei não posso dizer
Talvez seja cedo
Não se sabe nunca se as ideias se cruzam
E momentos não se definem.
Os sonhos e os personagens crescem
Mas você sabe
Sou ansioso.
Rosa de Pedra, fria na pele
Me mostre sua mais tímida
Intimidade.
Me crie na mente como te crio,
Dançarina
Linda, sorriso e olhos
Como musa de Bossa Nova.
Lenta e corrosiva
Que na minha mente
Quando pensamentos
Nunca vira ar, ou,
Distração.