quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Conseguiria me dar a certeza de um amor sem tenência?
Quero o tempo todo te dizer coisas que quase me engasgam
Quero usar de tudo que eu sei pra te conquistar
Tento as vezes abrir alguma brecha nessa sua Grande Muralha
Mas seus sofrimentos só me faz enganar
Quero pegar sua mão e te amar, amar de verdade
Quero ter coragem pra ser seu
Viver ao seu lado, palpitar seu sapato, dizer não
Me mostra seu caminho?
Abaixa esses espinhos e me abraça, sem medo
Eu espero sem pressa
O momento em que
Pegaremos nossas asas de cera
E por mais que seja ilusão
Voaremos juntos por um tempo que não sabemos
Não nos cabe saber
Quanto tempo ficaremos mais próximos ao sol
Só me prometa se algum dia for certeza
Não tenha medo de dizer
Só me avize
E vem.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Diálogo #1

Sonhos, valores, verdade. Rá, mas era exatamente nesse dia que nada, nada, nada disso valia.
Ficou se perguntando:

- Por que tanta hostilidade? Porque não responde mais às minhas perguntas? Porquê não aceita meus singelos carinhos?

Ah, mas a menina já não era a mesma, não ia acreditar nas suas delicadas palavras. Não ia cair nessa falsa fragilidade somente para ter vontade de cuidar. Ela agora era ouriça e entendia todas as artimanhas.

- Não se procure mais comigo querido.
Somente se aceitar-me logo de uma vez como amiga.

E o quieto e sofrido másculo coração só teve força para duas palavras:

- Isso Nunca!
Tudo que ele a estimulou a fazer, foi tudo que ele sempre sonhou e nunca conseguiu.
Viu que os erros cometidos por ela agora, eram seus.
Tentou fazer com que ela corrigisse a tempo.
Só pra que ela não passasse pelo que passou.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os seres humanos seguem tecendo sua teia, tal como aranhas.
Me espanta a semelhança da minha espécie com a da minha Caranguejeira no aquário.
Criamos nossos animais e plantas no quintal só pra poder comer sentado, sem esforço em frente a TV.
Querido mundo simples.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tereza

Ah! Mas foi exatamente quando o Morto Agradecido veio falar ao meu ouvido.
Foram sábias palavras.
Fiquei mudo enquanto observava o que não via há tanto tempo
Enquanto isso o som uníssono de três vozes me agradava muito como trilha
Lembrei que 6 é o número do apartamento do meu amado Thomas
E lembrei por quanto tempo eu quis ficar ali, parada, calada,
Querendo ser pra sempre a Tereza só dele.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Uma Semana de Cada Vez

Certo tipo de sentimento,
Quando corre, corre, corre e já não tem mais fôlego
Nem estômago, nem pulmão (semi-literalmente)
Olhei de perto lábios lindos, senti o suor e carinho
Abraçei, fui abraçado, ganhei ombro, dei ombro
Ouvi e fiz ouvirem, rodaram, cansei, cheguei,
Comi (muito), cansei, digito (agora).
Irei deitar, pensar...
Dormir e não lembrar.