domingo, 24 de julho de 2011

Mundo sem Fim


Não conheço a música desse cara.
Não conheço esse cara, mas por acaso ouvi essa musica postada no Facebook pela minha amiga Cora Linna.
O artista se chama A. A. Bondy e a música eh World without end.
Resolvi fazer uma tradução alternativa, copiando meu também amigo Léo Rigotto que faz isso com muita qualidade.
Não sei se a minha ficou tão boa quanto as dele mas tá aí.


World without End (Mundo sem Fim)

Se você voltar a amar
O céu repleto de pombas adormecidas
A suja teia de aranha
Talvez apanhe um fantasma

Uma brisa derrubou as faixas
Do seu cabelo de chuva negra
E os corações pulsando o sangue
Em tempo 3/4

Então não me deixe pra trás
Porque estou perdido aqui entre eles
Você está mal
Talvez estou menos

Um mundo sem fim
Esse mundo sem fim
E onde, minha menina
Você está dormindo essa noite?

sábado, 23 de julho de 2011

Um espaço a se preencher

Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como hoje sentados frente a frente como sempre, curtas conversas algumas dessas que eu não esquecerei jamais.
Há entre os humanos uma curiosidade que tenho percebido, não consigo ainda definir as causas desse tipo de sentimento. Não consigo culpar só o sistema, nem só o próprio ser, nem só a mente, ou o coração, nem todos juntos. A questão que percebi é o vazio, os seres humanos insistem em se sentir assim, como se tivessem pagando o tempo todo por algo que não cometeram ou como uma necessidade físico-psicológica que de alguma forma vai ajudá-lo em algo. Alguns se esvaziam de propósito, outros por falta de opção, tem alguns que nem sabem porquê estão assim e outros que até definham por isso. O vazio é como um parasita migratório, de tempos em tempos ele se encontra em alguém, mas quase nunca deixa de existir. Os maiores sintomas dessa doença é carência, isolamento ( o que não faz sentido, mas é bem assim mesmo que acontece), tristeza sem motivo aparente, variação de humor, falta de inspiração e falta do que falar. A pessoa em estado de vazio quase nunca fala ou fala demais pra suprir o estado de vaziês.
Vejo humanos assim por toda parte, alguns são tão vazios que nem se lembram mais, sendo esse o estado mais crítico.
Queria falar muito mais sobre tudo isso que ando presenciando, mas tenho a sensação que já estou entrando no estado da pessoa que fala demais pra suprir seu buraco, o vazio é tão eficiente que atingiu até a mim que não conhecia esse sentimento. Queria falar muito mais mas também sinto que estou vazio demais para tentar explicar o que é esse sentimento, queria estar em casa, abraçado com o amor e admirando as 19 luas do meu planeta. Queria ficar sozinho, queria meus amigos e queria ver alguma coisa feliz.
Tem coisa que a vida não muda, tem coisa que a gente quer mudar.
Quero que os humanos voltem a ver as fadas, pra que elas preencham os vazios dos seus seres com magia.
Quero que o vazio seja trancado em uma sala cheia de coisas cheias para que ele se preencha e esqueça que um dia foi vazio.
Quero que o crescimento seja mais fácil e que não seja necessário o sofrimento solitário com desejos anbíguos.
Quero que a verdade seja simples, que a vergonha seja usada apenas nas horas de arrependimento.
Quero que o desabafo seja respeitado, ouvido e que receba toda atenção precisada, um desabafo repreendido é um bom motivo para o surgimento de um vazio.
Quero um mundo livre sistemas, mentes, seres e corações frágeis, para que a luta contra o vazio seja mais fácil do que é.
Quero mudar o rumo do texto, mas me esqueço porquê eu quero tanto isso.
Quero me lembrar da felicidade em estado de felicidade, e que não seja preciso provar estar feliz ou triste pra ninguém, que os olhos façam sua parte e que um gesto demonstre entendimento.
Quero um mundo cheio de pessoas cheias de ficarem vazias, e repletas de vida interior.
Quero ainda dizer mais.
Se isso tudo é uma brincadeira, é porque nunca levamos nada a sério.


"Quarta carta da séries de cartas de Oicani para os homens."

Me dê sua mão, vamos sair do barulho.

nós frente a frente


com o
nada

e não precisava

mais
nada

é uma pena,

mas
tudo

é tão confuso.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A culpa não me cabe
A dor não me cabe
Só de pensar na dor que te espera
A vergonha não me cabe
A desculpa não me cabe
Esse sou eu
Tão pequenino e sem espaço
Que nem os sentimento de menor importância
Me cabem
Nesse
Cinza
Abraço
Suas Palavras são Água ou Poeira
Vezes sei que sou Bacia
Vezes sonho em ser Peneira

Pense o que quiser

Vi a noite virar dia
Dentro do Banheiro

sábado, 16 de julho de 2011

A fonte

Pegou as ultimas palavras que encontrou no labirinto, agarrou-as debaixo do braço direito, com a mão esquerda ainda segurava o barbante. No escuro e sem lua não conseguia ver pra onde ela voara. Meio cabisbaixo se pôs a tatear o barbante, sabia que se voltasse da posição onde estava uns vinte passos voltaria para a fonte.
Fonte essa que, quando havia abundância de palavras no labirinto, criava os mais belos contos, poemas, textos. Era muito simples, bastava jogar as palavras que tinha em mãos e sentir alguma coisa, a água da fonte misturava tudo com muita delicadeza para sua criação.
Quando chegou na fonte percebera que a água havia secado, então entendera porquê não podia mais vê-la voando. Colocou-se a rodear a fonte e ali num cantinho encontrou o ultimo vestígio de água. Pegou aquela preciosidade com suas duas mãos juntas, jogou sobre as palavras que estavam agrupadas em um buraco na estrada de pedras do labirinto. Olhou as palavras se moverem, tomando cada uma seu lugar e decorou com muito carinho o texto.
Mais tarde sairia do labirinto, com um certo sentimento muito complicado de se explicar, dor misturada com felicidade de saber que nunca a perderia, triste e aliviado de saber que ela não mais sofreria.
Guardou o texto pra si e este ninguém nunca vai ler, talvez não leiam nada mais do que este aqui.
[Ou não.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ansiedade

Entrou mais uma vez naquele ônibus e rezou para que ele fosse o mais rápido possível, sem imprevistos. Comprou água, bebeu a água, em toda parada desceu pra fumar um cigarro, tentou se distrair com a paisagem, tentou se distrair com os bebês ali, tentou ler alguma coisa e descobriu que a água que bebia era levemente radioativa, teve medo de morrer antes de chegar, comeu as unhas da mão esquerda, tirou a blusa, vestiu a blusa, mexeu no cabelo, arrumou o cabelo, o tempo não passou e acabou que ele dormiu.
Sonhou com o encontro e que veria ela assim que chegasse, sonhou que ela estava também tão ansiosa quanto ele, sonhou com tudo diferente, o mundo tinha cores diferentes, tentou sair do sonho e não conseguiu, teve medo de ser um pesadelo, mas como não conseguia acordar se deixou levar, seu corpo deu um grande baque, acordou assustado e quando abriu os olhos viu as vendas de artesanato e a sequência de lombadas, havia chegado.
Saiu da rodoviária correndo com duas malas enormes, um de seus cadarços desamarrou, parou amarrou o cadarço e voltou a correr, agora era sua calça que entrava de baixo do tênis, parou dobrou a calça, voltou a correr, umas das malas virou e caiu, pegou a mala e voltou a correr, quando estava atravessando o semáforo o outro cadarço desamarrou, parou e amarrou, voltou a correr, no morro não dava, quase chorou, estava cansado, mas não desistiu.
Chegou em casa pegou a chave na vizinha e entrou, finalmente estava em casa, ia poder falar com ela, logo! Ligou o computador, mas ele nunca ajuda, abriu a casa, entrou na Internet, viu ela online, quando foi falar com ela, ela estava no banho.
Espere.

O resto eu ainda não sei, é sério.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tríplice

E acabou que descobri no silêncio palavras que me confortaram
Que me colocaram os pés no chão e que me deram luz
Foi você que trouxe hoje a calma que aos poucos encontro
Tenho certeza agora da pessoa que eu sempre soube que você é
Mas que se escondia involuntariamente
Tenho certeza agora do pra sempre e da confiança
Certeza também da incapacidade de gratificá-lo
Tenho agora mais um pilar de apoio e que eu espero nunca derrubar
Tenho o carinho e o cuidado como que com uma única flor
Também tenho certeza que cumpriremos a promessa
E que a tríplice união, mostra de sentimentos de cada um
Não se repartirá, nem afastará
E que o pra sempre agora é algo muito próximo e alcançável
Com a força que eu sinto agora
Dessa união inexorável
Saudade é um sentimento sem fim
Que não acaba quando se está vivo
E que aumenta quando se vai

Pensava

Chega um ponto na vida quando se completa uma certa idade, que você pensa que nada mais vai te atingir, ou que você não passará por uma ou outra coisa que viveu há muitos anos atrás e na época você disse "Isso não acontece de novo comigo!" e de repente você está vivendo uma situação igual aquela.
Eu já me propus isso várias vezes, de não repetir certas situações na minha vida, já fiquei sozinho, já cai e levantei, mas pela primeira vez na vida tive certeza de que se tudo isso acontecesse valeria a pena. Mesmo sabendo de todos os riscos eu segui em frente e pode acreditar foi a melhor coisa que me aconteceu.
Aprendi com isso tudo que o medo realmente não nos leva a a nada, e que a dor é inevitável de uma forma ou de outra, independente de quanto ela ainda vai durar. Não importa, o que vale realmente na vida é não sentir a dor de não ter tentando.
Sou mais feliz hoje, talvez um pouco mais triste também, mas essa felicidade, diferente dessa tristeza, é permanente e não há nada que tire isso de mim.
A satisfação de ter mesmo tomado uma decisão certa no início sem me preocupar com o fim, foi o que me fez sentir que a vida é doce nos riscos e amarga na espera.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Hoje tudo que eu quis foi não querer
Não querer estar como estou
E estou como não queria
E não queria querer tanto
Uma palavra sua pra explicar
Me explicar, nos explicar
Explicar e arrancar essa dor
Dor que não sai daqui de dentro
E que você sabia muito bem como tirar
Pega suas palavras, faz uma poção
Me dê pra tomar
Pra ver se assim eu sumo um pouco
Da realidade

Pra ser sincero

"Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo que eu quis
Confesso a minha dor...
E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal...
E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu voe...
E o que passou, calou
E o que virá, que dirá
E só ao seu lado
Seu telhado
Me faz feliz de novo...
O tempo vai passar
E tudo vai entrar
No jeito certo
De nós dois...
As coisas são assim
E se será, que será
Pra ser sincero
Meu remédio é
Te amar, te amar...
Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo
O que eu sinto
Longe de você"

Composição: Carlinhos Brown/ Marisa Monte


Se for assim, também morri.

O sonho e a maldade

Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como há muito tempo deitados frente a frente, algumas conversas que não tivemos e deveria ter sido assim. Dessa vez não aconteceu e mesmo assim não esquecerei jamais.
Hoje antes de acordar, sonhava que eu acordava, no sonho eram 14:15 e eu sentia no estômago uma dor de quem dormiu muito, tentava levantar e não conseguia mexer sequer um músculo. Ainda antes de acordar uma voz me convidara ao dia, uma voz rouca e baixa que sussurrava no pé do meu ouvido um carinhoso "Ei." e tornou-se a repetir, "Ei." e foi então que eu acordei, olhei no relógio e eram 11:00 da manhã, foi um bom horário pra se levantar, pra se dar conta que ainda lhe resta um tempo pra fazer as coisas, o problema é que minha mente ficou na cama, como que pedindo ao corpo pra continuarem juntos ali pra que pudessem sonhar mais um pouco. Sonho essa palavra que eu já conheço a tanto tempo e que ainda não conheci nenhum ser que o dominasse a ponto de conseguir vê-lo em realidade, meu sonho é muito parecido com o dos humanos, se diferencia apenas pelo fato de os humanos chamarem os sonhos ruins de "sonhos ruins" ou "pesadelos" e não apenas de sonho.
Pegarei o fio da conversa e explicarei depois porque falei de sonhos, mas agora irei ao meu ponto central, a humanidade, dessa vez conheci na humanidade algo que de onde eu venho não se dá mais valor, a maldade, mas não é qualquer maldade que eu to falando, entre os humanos faltam muitas palavras e aqui terei de detalhar melhor minha ideia, existem vários níveis de maldade, mas aqui na terra estão tão acostumados com a presença delas que nem se ocuparam a lhe darem seus devidos nomes, e sim nomeiam o todo mal de maldade. A maldade que eu vivenciei é a pior de todas, é a que no meu mundo foi extinta há milênios pois percebeu-se que não se ganharia nada com ela, essa maldade é a maldade em forma crua, é a feita simples e unicamente pelo motivo de colocar outro ser para baixo, para que o feitor se sinta superior, para que o alvo se rebaixe ao status de "não ser". Essa maldade é um sentimento tão perigoso que já vi seres que a utilizavam definharem na própria moléstia. Ligando tudo isso a tudo aquilo que falei, de onde eu venho a maldade e todos os seus níveis, não existem porquê aprendemos usar os sonhos, aprendemos a fugir de todo o mal dos chamados aqui "sonhos ruins" e passamos a entender muito bem o que não queríamos, a maldade é um monstro que deve ser guardado à onze chaves dentro de si. E com um pouco de "sonho bom" a gente a mantém ali sem dor, pois assim nos preocupamos somente com o que nos faz bem, e não com o desejo de certa forma de se sentir "superior" ou de fazer da outra pessoa um "não ser".
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero que os "sonhos ruins" sejam usados como lição de que a dor não vale a pena, principalmente a causada nos outros.
Quero que os "sonhos bons" preencham a vida da humanidade para que se possa acreditar na esperança, no amor, na vida e não na realidade.
Quero que a maldade seja extinta e aprisionada no interior de cada um, que cada um preocupe-se em cuidar da sua, para que não se perca tempo tendo que se preocupar com a maldade alheia, ou com a que nos causam.
Quero aqui falar de novo sobre a "loucura" humana que tanto me fascina, quero ainda que a loucura seja posto como estado interminável de sonho e que o respeito a essas pessoas sejam dados como se dá a um de seus deuses, pois são dos loucos a posse eterna do sonho, seja "bom" ou "ruim".
Não quero mudar o rumo deste texto e isso eu percebi que posso fazer sempre.
Quero acreditar que não nos machucaremos mais com a maldade vinda de fora, que a dor sentimental se extinga junto com a a maldade, quero que o sentimento de injustiça seja uma coisa compartilhada e não individual, para que a maldade não tenha espaço para um luta frente a frente.
Quero acreditar no amanhã sem a necessidade de fazer que o outro sinta a dor que sinto agora e que a dor seja aceita como estagio de aprendizado pessoal e não como uma bomba de estilhaços que devemos ferir a qualquer um que se aproxima.
Quero acreditar na humanidade, no sonho e na maldade como personagens de um grande filme maniqueísta em que o sonho vença a maldade e no final reine eternamente sobre os homens.
Quero dizer ainda mais.
Se isso tudo é sério, é porquê nunca foi uma brincadeira.




"Terceira carta da séries de cartas de Oicani para os homens."

sábado, 9 de julho de 2011

Talvez um dia meu silêncio te cale
E por isso talvez você se afaste
Talvez por algum motivo lá atrás
Não sei
Talvez seja falta de um quarto conjunto
Mais bagunçado que a nossa vida
Serão cicatrizes logo a frente
Essas marcas da realidade passada
Que ainda vivem, mas se curam
Pouco a pouco
Talvez seja o sentimento que eu tenho
Por um não poeta, que um dia me disse
Que não se importava com o destino
Que destino
Seria um movimento talvez
Que tiraria todos nós da lama
Ou um caminho traçado por duas vida
Talvez que caminham no mesmo trilho
Seria tudo, ou nada
Não importa, o que ta feito ta feito
Mesmo toda essa bobeira de poesia
Sentida, cravada, vivida, e que poderia
Ser dita por qualquer um deles
Talvez realmente não importe
E nós, que de risadas, acordes e experiências
Ainda sim contamos com a sorte
Mas amigo
Quem seria capaz de olhar na nossa cara
E dizer que não?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A porta

Quando você sai
Deixa a porta aberta
E por isso aqui
Fico na presença
Entra a saudade
E o tempo que não passa
Me abraça a solidão
Não importa o que eu faça
Pela porta o frio
Pouco a pouco se alastra
Me resta o cobertor
E seu cheiro que me lembra
Que na noite anterior
Eu rezei pra você ficar

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Saúdo como quem quer por perto um grande inimigo
Abraço como quem quer tirar aquela dor irremediável no peito
Uma a uma escondo minhas faces para evitar parecer fraco
Dedico aos que amo esse sentimento nobre
Amigável ela entra e fica à vontade, como se a casa fosse dela
Demasiada ela é e vem com força quando penso no sorriso à beira do Rio Paraíba
Espero ansioso a hora de poder sufocá-la com muito carinho dentro do peito.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Beleza que corre longe longe longe

Posso ser um tanto
repetitivo
Alguns podem até me considerar
dramático, meloso,
doce demais da conta
Posso até escrever muitas
baboseiras
Mas digo em alto e bom tom
estão todos muito acostumados a ler a própria dor
e a feiura em estado de feiura mesmo
Não escrevo coisas bonitas
mas gosto da beleza
Da beleza do sofrer
e rir disso
Da beleza do errado
e se apaixonar por isso
Da beleza do meu amor
e ela sabe disso
ah! Ela sim, ela é bonita pra todos os olhos
não só pros meus
e por isso
a inveja afronta
e afronta muito as vidas insignificantes
pobre deles que nunca saberão o que é amar
e o que é ser belo
Gosto da beleza de dentro
da inocência
da beleza de tudo que não se mostra
Gosto do feio porquê é bonito
o feio que os outros acham feio é bonito
não a feiura que todo mundo ta acostumado a ver e ler e é feia mesmo
Gosto da beleza das palavras
e gosto de gostar
porquê no fundo sei muito bem
que a "beleza" passa muito longe de mim
e o resto da beleza sem ""
está voltando pra casa
Você está (fisicamente) tão próxima
Eu estou (espiritualmente) destriudo
Você está (em todos os sentidos) tão linda
Eu estou (em todos os sentidos) ainda tão apaixonado

Você me da as costas sem esperar que eu vá atrás.
Devo ir?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Obrigado.

Eu sei o que estou sentindo, estou sentindo exatamente o que eu não queria.
A culpa é minha, a dor de cabeça é minha e o coração é meu. É muito gostoso sentir a resposta generosa das pessoas, é muito bom sentir e ler as coisas que te decifram, de quem está por perto ou não. É bom saber que me colocam nesse grupo mas eu não estou.
Não me encontro em grupo algum e sei muito bem que não vou me encontrar, agradeço de coração a todos que participaram desses momentos agradáveis durante os últimos meses, o do baixo, o quieto, o das refeições, a dançarina, o boleiro, a menina, o batuqueiro e a coisinha. Agradeço a todos vocês por tudo que passou e por tudo que há de vir. Peço desculpas pelas discussões e teimosias, pela estranheza, bravezas, chatices, velhices, imaturidades e falta de coragem. Quero ainda pedir que não se afastem e deixar bem claro que amo a todos como a mim mesmo e não sei dizer se é muito, mas é verdadeiro.
E por pura incompetência e talvez seja melhor assim, sim é uma decisão, dos nove o do cabelo é o primeiro a sair, sem tristezas sem mágoas, gosto de cada um, amo cada um, mas não faço parte do todo.

Eu

Tem gente que se mata lentamente
E do tipo que escolhe o jeito mais rápido
Tem gente que se ferra sozinho
Tem outros que se ferram com ajuda e sem pedir
Tem do tipo que é feliz onde está
E outros não são, mas fingem pra si próprios ser
Tem gente sozinha e gente acompanhada
Tem gente querida e gente mal amada
Tem uns que se acham e outros nunca se encontraram
Tem do tipo que ama e é amado
Do tipo que não ama e não precisa
E tem os que amam e não precisam
Tem gente do tipo da gente
E tem gente que não
Que não fala, que não ouve
Que não come, que não bebe
Que não fuma, que não reza
Que não peca, que não acerta
Não tem gente por perto ou tem gente demais
As vezes todos prestam, tem vez que ninguém
Tem gente que se respeita e tem os que não respeitam nem a si
Tem os que tem amigos e os que pensam que tem
Os bonzinhos, os malvados, os inteligentes, os abobados
Os malucos, os caretas, tem Deus e tem capeta
E longe disso tudo tem eu e nada.
Tire o "canto"
No lugar coloque "palavras"

...

"E as palavras feito faca vieram cortar a minha carne."

Doce dor, proveniente de um sentimento de VERDADE.
Sim!
Ainda sou humano.
Precisou de um tempo pra desentender
Do Campus a casa foi um pulo, com o coração preso na garganta
Seu semblante sereno, nervoso, aflito, querendo desentender mais ainda
Apoio seu caminho, entendo seus passos, mas ainda sim, ele precisou.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Z.C.E.F

A escrita me tem fugido ultimamente
Não me culpo, nem a você, nem a vida, nem a ninguém
Ela apenas me fugiu, até a escrita quer ficar um tempo sozinha.
Pensei demais, fiz demais essa semana
Vou pluralizar, pensamos demais, fizemos demais
E ainda tem essas férias de 4 dias e lá vamos nós outra vez.
O mais engraçado é que a felicidade veio me encontrar esses dias
E falou que resolveu ficar lá em casa por um tempo
Claro que eu como um bom anfitrião a recebi
E hoje venho aqui falar-te felicidade
Vai embora não, fica por aqui mesmo que tá bom.
E tenta ver se fica mais tempo com a escrita
Porquê ela sente muitas saudades suas.
Daí fica bom assim
Nós quatro aqui nesse quarto.
Brin car comas palavras
Ésa ber que não
Pre cis amossaber
Ex-atamente
Com o elassão.
A vida está tão
Cheia
Grande
Exagerada
Que a pequenisse das coisas pequenas
Não cabem na minha
VASTIDÃO.