Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como hoje sentados lado a lado sem que eu pudesse te enxergar, algumas poucas conversas e sentimentos que não sei decifrar.
A pressa é inimiga da compreensão e devagar é que se entende a vida. Algumas pessoas sofrem rompimentos, tragédias, traumas que as levam a entender a vida de forma brusca, mais rápida. Outras entendem através do aprendizado dos outros por muito observar. Algumas outras aprendem mesmo devagar e outras por mais que entendam a vida completamente diferente, também aprendem. Afinal, a vida é um aprendizado e por mais que haja suas diferenças é sempre devagar. Estranho pensar que a dor de viver é igual dor de machucado que passa aos poucos e, aos poucos, a gente vai entendendo que com cuidado, nosso ou externo, a gente se cura, a dor passa e abre espaço pra mais aprendizado. Acho que no atual momento começo a compreender o tempo e esse tempo que a vida leva, entendo que é preciso ser paciente e ser cuidadoso com toda pessoas que no atravessa ou pela qual nos atravessamos. Acho que devemos mesmo ser pacientes e ao mesmo tempo que devemos ter paciência devemos nos deixar curar, ser sempre paciente.
Não quero mudar o rumo desse texto e vou deixar assim.
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Dentre isso tudo desejo que seja livre sentir e que o sentir torne livre o falar, sempre o que o seu falar não afetar de maneira hostil o outro.
Desejo que o ouvir seja mais atento e que todos sejam abertos ao sentir sem culpa, sem medo.
Que a dor se cure e que as cicatrizes sejam sensíveis ao amor e ao cuidado.
Que o sentir não seja brincadeira.
Digo mais,
Se isso tudo for brincadeira, é porquê brincamos demais.
"Quinta carta da série de cartas de Oicani para os homens"
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terça-feira, 16 de maio de 2017
sábado, 23 de julho de 2011
Um espaço a se preencher
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como hoje sentados frente a frente como sempre, curtas conversas algumas dessas que eu não esquecerei jamais.
Há entre os humanos uma curiosidade que tenho percebido, não consigo ainda definir as causas desse tipo de sentimento. Não consigo culpar só o sistema, nem só o próprio ser, nem só a mente, ou o coração, nem todos juntos. A questão que percebi é o vazio, os seres humanos insistem em se sentir assim, como se tivessem pagando o tempo todo por algo que não cometeram ou como uma necessidade físico-psicológica que de alguma forma vai ajudá-lo em algo. Alguns se esvaziam de propósito, outros por falta de opção, tem alguns que nem sabem porquê estão assim e outros que até definham por isso. O vazio é como um parasita migratório, de tempos em tempos ele se encontra em alguém, mas quase nunca deixa de existir. Os maiores sintomas dessa doença é carência, isolamento ( o que não faz sentido, mas é bem assim mesmo que acontece), tristeza sem motivo aparente, variação de humor, falta de inspiração e falta do que falar. A pessoa em estado de vazio quase nunca fala ou fala demais pra suprir o estado de vaziês.
Vejo humanos assim por toda parte, alguns são tão vazios que nem se lembram mais, sendo esse o estado mais crítico.
Queria falar muito mais sobre tudo isso que ando presenciando, mas tenho a sensação que já estou entrando no estado da pessoa que fala demais pra suprir seu buraco, o vazio é tão eficiente que atingiu até a mim que não conhecia esse sentimento. Queria falar muito mais mas também sinto que estou vazio demais para tentar explicar o que é esse sentimento, queria estar em casa, abraçado com o amor e admirando as 19 luas do meu planeta. Queria ficar sozinho, queria meus amigos e queria ver alguma coisa feliz.
Tem coisa que a vida não muda, tem coisa que a gente quer mudar.
Quero que os humanos voltem a ver as fadas, pra que elas preencham os vazios dos seus seres com magia.
Quero que o vazio seja trancado em uma sala cheia de coisas cheias para que ele se preencha e esqueça que um dia foi vazio.
Quero que o crescimento seja mais fácil e que não seja necessário o sofrimento solitário com desejos anbíguos.
Quero que a verdade seja simples, que a vergonha seja usada apenas nas horas de arrependimento.
Quero que o desabafo seja respeitado, ouvido e que receba toda atenção precisada, um desabafo repreendido é um bom motivo para o surgimento de um vazio.
Quero um mundo livre sistemas, mentes, seres e corações frágeis, para que a luta contra o vazio seja mais fácil do que é.
Quero mudar o rumo do texto, mas me esqueço porquê eu quero tanto isso.
Quero me lembrar da felicidade em estado de felicidade, e que não seja preciso provar estar feliz ou triste pra ninguém, que os olhos façam sua parte e que um gesto demonstre entendimento.
Quero um mundo cheio de pessoas cheias de ficarem vazias, e repletas de vida interior.
Quero ainda dizer mais.
Se isso tudo é uma brincadeira, é porque nunca levamos nada a sério.
"Quarta carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
Como hoje sentados frente a frente como sempre, curtas conversas algumas dessas que eu não esquecerei jamais.
Há entre os humanos uma curiosidade que tenho percebido, não consigo ainda definir as causas desse tipo de sentimento. Não consigo culpar só o sistema, nem só o próprio ser, nem só a mente, ou o coração, nem todos juntos. A questão que percebi é o vazio, os seres humanos insistem em se sentir assim, como se tivessem pagando o tempo todo por algo que não cometeram ou como uma necessidade físico-psicológica que de alguma forma vai ajudá-lo em algo. Alguns se esvaziam de propósito, outros por falta de opção, tem alguns que nem sabem porquê estão assim e outros que até definham por isso. O vazio é como um parasita migratório, de tempos em tempos ele se encontra em alguém, mas quase nunca deixa de existir. Os maiores sintomas dessa doença é carência, isolamento ( o que não faz sentido, mas é bem assim mesmo que acontece), tristeza sem motivo aparente, variação de humor, falta de inspiração e falta do que falar. A pessoa em estado de vazio quase nunca fala ou fala demais pra suprir o estado de vaziês.
Vejo humanos assim por toda parte, alguns são tão vazios que nem se lembram mais, sendo esse o estado mais crítico.
Queria falar muito mais sobre tudo isso que ando presenciando, mas tenho a sensação que já estou entrando no estado da pessoa que fala demais pra suprir seu buraco, o vazio é tão eficiente que atingiu até a mim que não conhecia esse sentimento. Queria falar muito mais mas também sinto que estou vazio demais para tentar explicar o que é esse sentimento, queria estar em casa, abraçado com o amor e admirando as 19 luas do meu planeta. Queria ficar sozinho, queria meus amigos e queria ver alguma coisa feliz.
Tem coisa que a vida não muda, tem coisa que a gente quer mudar.
Quero que os humanos voltem a ver as fadas, pra que elas preencham os vazios dos seus seres com magia.
Quero que o vazio seja trancado em uma sala cheia de coisas cheias para que ele se preencha e esqueça que um dia foi vazio.
Quero que o crescimento seja mais fácil e que não seja necessário o sofrimento solitário com desejos anbíguos.
Quero que a verdade seja simples, que a vergonha seja usada apenas nas horas de arrependimento.
Quero que o desabafo seja respeitado, ouvido e que receba toda atenção precisada, um desabafo repreendido é um bom motivo para o surgimento de um vazio.
Quero um mundo livre sistemas, mentes, seres e corações frágeis, para que a luta contra o vazio seja mais fácil do que é.
Quero mudar o rumo do texto, mas me esqueço porquê eu quero tanto isso.
Quero me lembrar da felicidade em estado de felicidade, e que não seja preciso provar estar feliz ou triste pra ninguém, que os olhos façam sua parte e que um gesto demonstre entendimento.
Quero um mundo cheio de pessoas cheias de ficarem vazias, e repletas de vida interior.
Quero ainda dizer mais.
Se isso tudo é uma brincadeira, é porque nunca levamos nada a sério.
"Quarta carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O sonho e a maldade
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como há muito tempo deitados frente a frente, algumas conversas que não tivemos e deveria ter sido assim. Dessa vez não aconteceu e mesmo assim não esquecerei jamais.
Hoje antes de acordar, sonhava que eu acordava, no sonho eram 14:15 e eu sentia no estômago uma dor de quem dormiu muito, tentava levantar e não conseguia mexer sequer um músculo. Ainda antes de acordar uma voz me convidara ao dia, uma voz rouca e baixa que sussurrava no pé do meu ouvido um carinhoso "Ei." e tornou-se a repetir, "Ei." e foi então que eu acordei, olhei no relógio e eram 11:00 da manhã, foi um bom horário pra se levantar, pra se dar conta que ainda lhe resta um tempo pra fazer as coisas, o problema é que minha mente ficou na cama, como que pedindo ao corpo pra continuarem juntos ali pra que pudessem sonhar mais um pouco. Sonho essa palavra que eu já conheço a tanto tempo e que ainda não conheci nenhum ser que o dominasse a ponto de conseguir vê-lo em realidade, meu sonho é muito parecido com o dos humanos, se diferencia apenas pelo fato de os humanos chamarem os sonhos ruins de "sonhos ruins" ou "pesadelos" e não apenas de sonho.
Pegarei o fio da conversa e explicarei depois porque falei de sonhos, mas agora irei ao meu ponto central, a humanidade, dessa vez conheci na humanidade algo que de onde eu venho não se dá mais valor, a maldade, mas não é qualquer maldade que eu to falando, entre os humanos faltam muitas palavras e aqui terei de detalhar melhor minha ideia, existem vários níveis de maldade, mas aqui na terra estão tão acostumados com a presença delas que nem se ocuparam a lhe darem seus devidos nomes, e sim nomeiam o todo mal de maldade. A maldade que eu vivenciei é a pior de todas, é a que no meu mundo foi extinta há milênios pois percebeu-se que não se ganharia nada com ela, essa maldade é a maldade em forma crua, é a feita simples e unicamente pelo motivo de colocar outro ser para baixo, para que o feitor se sinta superior, para que o alvo se rebaixe ao status de "não ser". Essa maldade é um sentimento tão perigoso que já vi seres que a utilizavam definharem na própria moléstia. Ligando tudo isso a tudo aquilo que falei, de onde eu venho a maldade e todos os seus níveis, não existem porquê aprendemos usar os sonhos, aprendemos a fugir de todo o mal dos chamados aqui "sonhos ruins" e passamos a entender muito bem o que não queríamos, a maldade é um monstro que deve ser guardado à onze chaves dentro de si. E com um pouco de "sonho bom" a gente a mantém ali sem dor, pois assim nos preocupamos somente com o que nos faz bem, e não com o desejo de certa forma de se sentir "superior" ou de fazer da outra pessoa um "não ser".
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero que os "sonhos ruins" sejam usados como lição de que a dor não vale a pena, principalmente a causada nos outros.
Quero que os "sonhos bons" preencham a vida da humanidade para que se possa acreditar na esperança, no amor, na vida e não na realidade.
Quero que a maldade seja extinta e aprisionada no interior de cada um, que cada um preocupe-se em cuidar da sua, para que não se perca tempo tendo que se preocupar com a maldade alheia, ou com a que nos causam.
Quero aqui falar de novo sobre a "loucura" humana que tanto me fascina, quero ainda que a loucura seja posto como estado interminável de sonho e que o respeito a essas pessoas sejam dados como se dá a um de seus deuses, pois são dos loucos a posse eterna do sonho, seja "bom" ou "ruim".
Não quero mudar o rumo deste texto e isso eu percebi que posso fazer sempre.
Quero acreditar que não nos machucaremos mais com a maldade vinda de fora, que a dor sentimental se extinga junto com a a maldade, quero que o sentimento de injustiça seja uma coisa compartilhada e não individual, para que a maldade não tenha espaço para um luta frente a frente.
Quero acreditar no amanhã sem a necessidade de fazer que o outro sinta a dor que sinto agora e que a dor seja aceita como estagio de aprendizado pessoal e não como uma bomba de estilhaços que devemos ferir a qualquer um que se aproxima.
Quero acreditar na humanidade, no sonho e na maldade como personagens de um grande filme maniqueísta em que o sonho vença a maldade e no final reine eternamente sobre os homens.
Quero dizer ainda mais.
Se isso tudo é sério, é porquê nunca foi uma brincadeira.
"Terceira carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
Como há muito tempo deitados frente a frente, algumas conversas que não tivemos e deveria ter sido assim. Dessa vez não aconteceu e mesmo assim não esquecerei jamais.
Hoje antes de acordar, sonhava que eu acordava, no sonho eram 14:15 e eu sentia no estômago uma dor de quem dormiu muito, tentava levantar e não conseguia mexer sequer um músculo. Ainda antes de acordar uma voz me convidara ao dia, uma voz rouca e baixa que sussurrava no pé do meu ouvido um carinhoso "Ei." e tornou-se a repetir, "Ei." e foi então que eu acordei, olhei no relógio e eram 11:00 da manhã, foi um bom horário pra se levantar, pra se dar conta que ainda lhe resta um tempo pra fazer as coisas, o problema é que minha mente ficou na cama, como que pedindo ao corpo pra continuarem juntos ali pra que pudessem sonhar mais um pouco. Sonho essa palavra que eu já conheço a tanto tempo e que ainda não conheci nenhum ser que o dominasse a ponto de conseguir vê-lo em realidade, meu sonho é muito parecido com o dos humanos, se diferencia apenas pelo fato de os humanos chamarem os sonhos ruins de "sonhos ruins" ou "pesadelos" e não apenas de sonho.
Pegarei o fio da conversa e explicarei depois porque falei de sonhos, mas agora irei ao meu ponto central, a humanidade, dessa vez conheci na humanidade algo que de onde eu venho não se dá mais valor, a maldade, mas não é qualquer maldade que eu to falando, entre os humanos faltam muitas palavras e aqui terei de detalhar melhor minha ideia, existem vários níveis de maldade, mas aqui na terra estão tão acostumados com a presença delas que nem se ocuparam a lhe darem seus devidos nomes, e sim nomeiam o todo mal de maldade. A maldade que eu vivenciei é a pior de todas, é a que no meu mundo foi extinta há milênios pois percebeu-se que não se ganharia nada com ela, essa maldade é a maldade em forma crua, é a feita simples e unicamente pelo motivo de colocar outro ser para baixo, para que o feitor se sinta superior, para que o alvo se rebaixe ao status de "não ser". Essa maldade é um sentimento tão perigoso que já vi seres que a utilizavam definharem na própria moléstia. Ligando tudo isso a tudo aquilo que falei, de onde eu venho a maldade e todos os seus níveis, não existem porquê aprendemos usar os sonhos, aprendemos a fugir de todo o mal dos chamados aqui "sonhos ruins" e passamos a entender muito bem o que não queríamos, a maldade é um monstro que deve ser guardado à onze chaves dentro de si. E com um pouco de "sonho bom" a gente a mantém ali sem dor, pois assim nos preocupamos somente com o que nos faz bem, e não com o desejo de certa forma de se sentir "superior" ou de fazer da outra pessoa um "não ser".
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero que os "sonhos ruins" sejam usados como lição de que a dor não vale a pena, principalmente a causada nos outros.
Quero que os "sonhos bons" preencham a vida da humanidade para que se possa acreditar na esperança, no amor, na vida e não na realidade.
Quero que a maldade seja extinta e aprisionada no interior de cada um, que cada um preocupe-se em cuidar da sua, para que não se perca tempo tendo que se preocupar com a maldade alheia, ou com a que nos causam.
Quero aqui falar de novo sobre a "loucura" humana que tanto me fascina, quero ainda que a loucura seja posto como estado interminável de sonho e que o respeito a essas pessoas sejam dados como se dá a um de seus deuses, pois são dos loucos a posse eterna do sonho, seja "bom" ou "ruim".
Não quero mudar o rumo deste texto e isso eu percebi que posso fazer sempre.
Quero acreditar que não nos machucaremos mais com a maldade vinda de fora, que a dor sentimental se extinga junto com a a maldade, quero que o sentimento de injustiça seja uma coisa compartilhada e não individual, para que a maldade não tenha espaço para um luta frente a frente.
Quero acreditar no amanhã sem a necessidade de fazer que o outro sinta a dor que sinto agora e que a dor seja aceita como estagio de aprendizado pessoal e não como uma bomba de estilhaços que devemos ferir a qualquer um que se aproxima.
Quero acreditar na humanidade, no sonho e na maldade como personagens de um grande filme maniqueísta em que o sonho vença a maldade e no final reine eternamente sobre os homens.
Quero dizer ainda mais.
Se isso tudo é sério, é porquê nunca foi uma brincadeira.
"Terceira carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
terça-feira, 28 de junho de 2011
O Amor e a Quietude, ela e ele, respectivamente.
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como hoje deitados frente a frente como sempre, algumas longas conversas e outras que eu não esquecerei jamais.
Há alguns dias que a humanidade do abraço vem me confortar, que eu posso sentir a pele na ponta dos meus dedos, que eu posso me rever como homem e que sinto tudo mais próximo.
Sinto uma coisa chamada amor, um sentimento que ainda não decifrei, sinto e tento entender tanta intensidade. Há alguns dias que nesse mundo reina um mundo de paz, uns mais calados, outros mais falantes, outros a procura de amizade. De onde eu venho amizade não se procura, amizade é lei entre os seres.
Nesse mesmo tempo que passara tento entender alguns sentimentos que de onde eu venho não tem nome e aqui também não. São tipos de sentimentos que os humanos não explicam, algo misturado com tristeza e solidão mesmo estando feliz e com várias pessoas por perto, algo que varia entre ansiedade e paz e que causa calafrios, apertos no estômago e aprisionamento cardíaco.
Sinto que esse sentimento não passa só por mim, mas também por um grande humano que conheci nessa jornada, grande porte e grande coração, sei disso somente por sentir pois é ele talvez o humano mais calado que conheço. Não se preocupa muito com o falar, mas tira nota dez no quesito carinho, presença e amizade. Sinto que esconde alguns sentimentos através do seu riso fácil e contagiante, mas ao mesmo tempo sinto que não precise comentar com ninguém o que sente, e que o essencial se percebe sem que se diga nada. Que fique bem claro a esse humano que, em pouco tempo, se tornou um dos motivos pra eu acreditar nesse sentimento humano, o amor e que me ensinou que o essencial é invisível aos ouvidos.
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero que a loucura seja posta como estado de supra sabedoria e que não seja necessário ser normal para entender esse mundo em que a normalidade parece muito louca aos meus olhos.
Quero que que as promessas sejam feitas apenas com o intuito de cumpri-las e que os humanos sejam atenciosos na fabricação de uma, para que erros não sejam cometidos.
Quero que nenhum humano precise provar nada e que a confiança e a honestidade se cumpram em uma troca de olhares, em um abraço ou na palavra.
Quero que os momentos felizes sejam imortalizados para que os momentos de aflição não tomem espaço.
Quero ser quem eu sou neste momento, a humanidade me cai bem em dias frios com sol.
Quero não ter a necessidade de ser um bom ser humano e que as pessoas que me amam me bastem.
Quero que o sorriso seja tombado pelo patrimônio universal e que as crianças sejam fiscais e cumpram seu dever na arte de fiscalizar o sorriso.
Não quero mudar o rumo desse texto e isso eu posso fazer.
Quero acreditar no amanhã e acreditar que ele será como ontem, com noite de sono mal dormida, mas com o maior sentimento da humanidade vivo na pele, na alma.
Quero te dizer mais uma coisa,
Se isso tudo é uma brincadeira, é porquê levamos muito a sério.
"Segunda carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
Como hoje deitados frente a frente como sempre, algumas longas conversas e outras que eu não esquecerei jamais.
Há alguns dias que a humanidade do abraço vem me confortar, que eu posso sentir a pele na ponta dos meus dedos, que eu posso me rever como homem e que sinto tudo mais próximo.
Sinto uma coisa chamada amor, um sentimento que ainda não decifrei, sinto e tento entender tanta intensidade. Há alguns dias que nesse mundo reina um mundo de paz, uns mais calados, outros mais falantes, outros a procura de amizade. De onde eu venho amizade não se procura, amizade é lei entre os seres.
Nesse mesmo tempo que passara tento entender alguns sentimentos que de onde eu venho não tem nome e aqui também não. São tipos de sentimentos que os humanos não explicam, algo misturado com tristeza e solidão mesmo estando feliz e com várias pessoas por perto, algo que varia entre ansiedade e paz e que causa calafrios, apertos no estômago e aprisionamento cardíaco.
Sinto que esse sentimento não passa só por mim, mas também por um grande humano que conheci nessa jornada, grande porte e grande coração, sei disso somente por sentir pois é ele talvez o humano mais calado que conheço. Não se preocupa muito com o falar, mas tira nota dez no quesito carinho, presença e amizade. Sinto que esconde alguns sentimentos através do seu riso fácil e contagiante, mas ao mesmo tempo sinto que não precise comentar com ninguém o que sente, e que o essencial se percebe sem que se diga nada. Que fique bem claro a esse humano que, em pouco tempo, se tornou um dos motivos pra eu acreditar nesse sentimento humano, o amor e que me ensinou que o essencial é invisível aos ouvidos.
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero que a loucura seja posta como estado de supra sabedoria e que não seja necessário ser normal para entender esse mundo em que a normalidade parece muito louca aos meus olhos.
Quero que que as promessas sejam feitas apenas com o intuito de cumpri-las e que os humanos sejam atenciosos na fabricação de uma, para que erros não sejam cometidos.
Quero que nenhum humano precise provar nada e que a confiança e a honestidade se cumpram em uma troca de olhares, em um abraço ou na palavra.
Quero que os momentos felizes sejam imortalizados para que os momentos de aflição não tomem espaço.
Quero ser quem eu sou neste momento, a humanidade me cai bem em dias frios com sol.
Quero não ter a necessidade de ser um bom ser humano e que as pessoas que me amam me bastem.
Quero que o sorriso seja tombado pelo patrimônio universal e que as crianças sejam fiscais e cumpram seu dever na arte de fiscalizar o sorriso.
Não quero mudar o rumo desse texto e isso eu posso fazer.
Quero acreditar no amanhã e acreditar que ele será como ontem, com noite de sono mal dormida, mas com o maior sentimento da humanidade vivo na pele, na alma.
Quero te dizer mais uma coisa,
Se isso tudo é uma brincadeira, é porquê levamos muito a sério.
"Segunda carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
domingo, 26 de junho de 2011
Sete e meia da manhã
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como hoje deitados frente a frente como sempre, alguns flashes de conversas e outras coisas que ainda não entendi.
Não é fácil falar de ninguém, crio meus personagens pra suprir alguma coisa que não crio em mim, ou que não vejo nos outros, ou um detalhe que vi e acabo transformando uma vida inteira a partir dele.
Então imaginem, se não é fácil falar de ninguém, falar de mim é muito pior.
Mais cedo tive uma explosão de palavras e queria escrever tudo, não escrevi, deixei pra mais tarde, e agora esqueço tudo, não que isso seja um mal sinal, não é, o que não foi escrito não deveria ser escrito.
Penso todos os dias antes de dormir em quem eu fui durante o dia, penso e penso se naquele dia eu poderei dormir um homem melhor ou pior, agora são 7:30 e eu ainda estou procurando um motivo pra acreditar que eu dormirei um homem melhor, não vou. Não vou pois não sou homem hoje, não sou o que acreditam ser e não serei. Hoje talvez vocês viram a face de alguém fraco, de alguém que se mostra a cada dia um pouco mais para vocês. Hoje eu desisti de ser eu, hoje eu queria ser luz e tudo que consegui foi um lugar numa cama nesse buraco escuro e quente que os humanos chamam de quarto. Hoje com certeza eu não vou encontrar razões pra ser um homem melhor porque eu não fui nunca, um homem melhor, nenhum dia. Pensei sobre os dias que dormi acreditando ser um homem melhor e descobri que nenhum desses dias eu fui verdadeiro. O pior, eu fui o pior porquê não fui verdadeiro comigo, porquê eu sempre minto e porquê ninguém deve ouvir o que eu digo.
Quero mesmo pedir desculpas a quem eu machuquei, quero curar feridas que causei em quem eu não queria por causa desse jeito de ser eu, que não é ser humano.
Quero que fique claro pra todos que eu sou sim um fraco, um louco, que desistiu das tolices humanas pra ser exatamente tudo aquilo que todos odeiam.
Quero ao mesmo tempo um abraço, um abraço que me acalme e me esquente que cubra de humanidade e me mostre um cado de realidade.
Quero que as brincadeiras sejam soltas, jovens, e vivas para que ninguém no mundo seja triste e pra que ninguém seja velho o bastante pra se lembrar.
Quero ser velho ao mesmo tempo, pra poder ter a tranquilidade de pensar que as dores do sentimento agora já são todas vividas e que o que me preocupa é somente a doença, a velhice, a morte.
Tem coisas que a gente não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero mudar o tempo, a vida redonda que roda contra a minha vontade.
Quero mudar o passado para no presente não me arrepender das coisas que já fiz.
Quero mudar minha vida e deixar de existir, como diz Telmo, quero ser um barril pra não saber que o sou.
Quero mudar a morte para que a vida reine sempre.
Quero mudar o fim para que o meio seja infinito e o início dure o tanto que a gente quiser.
Quero me mudar e deixar de ser quem eu sou.
Quero mudar o rumo do texto, e isso eu posso fazer.
Quero acreditar no amanhã e acreditar que ele não irá me machucar.
E quero te dizer mais,
Se isso tudo foi sério, é porquê tudo é uma brincadeira.
"Primeira carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
Como hoje deitados frente a frente como sempre, alguns flashes de conversas e outras coisas que ainda não entendi.
Não é fácil falar de ninguém, crio meus personagens pra suprir alguma coisa que não crio em mim, ou que não vejo nos outros, ou um detalhe que vi e acabo transformando uma vida inteira a partir dele.
Então imaginem, se não é fácil falar de ninguém, falar de mim é muito pior.
Mais cedo tive uma explosão de palavras e queria escrever tudo, não escrevi, deixei pra mais tarde, e agora esqueço tudo, não que isso seja um mal sinal, não é, o que não foi escrito não deveria ser escrito.
Penso todos os dias antes de dormir em quem eu fui durante o dia, penso e penso se naquele dia eu poderei dormir um homem melhor ou pior, agora são 7:30 e eu ainda estou procurando um motivo pra acreditar que eu dormirei um homem melhor, não vou. Não vou pois não sou homem hoje, não sou o que acreditam ser e não serei. Hoje talvez vocês viram a face de alguém fraco, de alguém que se mostra a cada dia um pouco mais para vocês. Hoje eu desisti de ser eu, hoje eu queria ser luz e tudo que consegui foi um lugar numa cama nesse buraco escuro e quente que os humanos chamam de quarto. Hoje com certeza eu não vou encontrar razões pra ser um homem melhor porque eu não fui nunca, um homem melhor, nenhum dia. Pensei sobre os dias que dormi acreditando ser um homem melhor e descobri que nenhum desses dias eu fui verdadeiro. O pior, eu fui o pior porquê não fui verdadeiro comigo, porquê eu sempre minto e porquê ninguém deve ouvir o que eu digo.
Quero mesmo pedir desculpas a quem eu machuquei, quero curar feridas que causei em quem eu não queria por causa desse jeito de ser eu, que não é ser humano.
Quero que fique claro pra todos que eu sou sim um fraco, um louco, que desistiu das tolices humanas pra ser exatamente tudo aquilo que todos odeiam.
Quero ao mesmo tempo um abraço, um abraço que me acalme e me esquente que cubra de humanidade e me mostre um cado de realidade.
Quero que as brincadeiras sejam soltas, jovens, e vivas para que ninguém no mundo seja triste e pra que ninguém seja velho o bastante pra se lembrar.
Quero ser velho ao mesmo tempo, pra poder ter a tranquilidade de pensar que as dores do sentimento agora já são todas vividas e que o que me preocupa é somente a doença, a velhice, a morte.
Tem coisas que a gente não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero mudar o tempo, a vida redonda que roda contra a minha vontade.
Quero mudar o passado para no presente não me arrepender das coisas que já fiz.
Quero mudar minha vida e deixar de existir, como diz Telmo, quero ser um barril pra não saber que o sou.
Quero mudar a morte para que a vida reine sempre.
Quero mudar o fim para que o meio seja infinito e o início dure o tanto que a gente quiser.
Quero me mudar e deixar de ser quem eu sou.
Quero mudar o rumo do texto, e isso eu posso fazer.
Quero acreditar no amanhã e acreditar que ele não irá me machucar.
E quero te dizer mais,
Se isso tudo foi sério, é porquê tudo é uma brincadeira.
"Primeira carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
sábado, 21 de maio de 2011
Zac, Cris & Tim - Espelho
Hoje Zac percebeu que a dor dela dói nele,
Percebeu que ela faz parte dele da forma mais bonita.
Olha em seus olhos e acha que sente o que ela sente
Se abraçam e sem nenhuma palavra conversam intensamente.
Hoje ele chorou ao ler sobre sua tristeza,
Sentiu saudade das pessoa importantes pra ele
Lembrou dos momentos lindos perto de algumas pessoas importantes
Ficou feliz e chorou no mesmo dia.
Hoje Zac está intenso.
Vive uma duplicidade de sentimentos
Que ao mesmo tempo é mútua
E que ao mesmo tempo é espelho.
Hoje Tim não deu as caras.
A intensidade do Zac o afastou
Zac não quer mais pensar
Ele não "acha" mais nada
Hoje Zac sente.
Percebeu que ela faz parte dele da forma mais bonita.
Olha em seus olhos e acha que sente o que ela sente
Se abraçam e sem nenhuma palavra conversam intensamente.
Hoje ele chorou ao ler sobre sua tristeza,
Sentiu saudade das pessoa importantes pra ele
Lembrou dos momentos lindos perto de algumas pessoas importantes
Ficou feliz e chorou no mesmo dia.
Hoje Zac está intenso.
Vive uma duplicidade de sentimentos
Que ao mesmo tempo é mútua
E que ao mesmo tempo é espelho.
Hoje Tim não deu as caras.
A intensidade do Zac o afastou
Zac não quer mais pensar
Ele não "acha" mais nada
Hoje Zac sente.
sábado, 14 de maio de 2011
Zac, Cris & Tim - Palavras
Zac resolveu ler alguns de seus textos
E logo no início percebeu o quanto era uma pessoa repetitiva
Tim sabia que não, o problema é que Zac sempre escreve o que vive
Zac quase nunca lembrava do que tinha escrito, diferente de Tim, por causa do impulso.
Tim como um bom amigo leitor lembrava muito bem das histórias
Crises, amores, contos avulsos, cada um como se fosse da própria vida.
Nessa noite Tim estava tão curto como o texto da curtisse.
Cris se ocupava com suas obrigações,
Dispensava certo tempo para que pudesse se confortar mais tarde
Organizava suas coisas, lavava sua roupa, ordenava os livros
De forma que fosse mais fácil achar o preferido da semana.
Sentava-se no computador e sempre produzia algo
O dia era curto demais para ela perder tempo.
Dispensava o mesmo tempo ao sono, esse era um dos luxos.
As repetições de Zac se perderam junto a presença das multi formas de Cris e Tim
Zac se inspirou e logo escreveu:
"Como quem pensa
Coloquei-me a pensar.
Simplesmente cerrei meus olhos
E pensei tanto
Que pra não pensar,
Hoje não consegui parar de pensar
Em você.
Cris que pensa tanto quanto faz
Me faz tirar de ti esse pensamento
Porquê hoje não consegui evitar
Que estou sim apaixonado
Que eu quero que você fique
Pra me mostrar
Tanto quanto quero te ver
Mais cedo."
Tim se arriscou e leu,
Nas ultimas palavras a gastrite incomodou um pouco mais
E ele se sentiu tão intenso como podia ser
O que evitou por tanto tempo.
Aquilo, com que se conformara
E que agora por um segundo que seja
Se mostrou, de novo, verdade.
E logo no início percebeu o quanto era uma pessoa repetitiva
Tim sabia que não, o problema é que Zac sempre escreve o que vive
Zac quase nunca lembrava do que tinha escrito, diferente de Tim, por causa do impulso.
Tim como um bom amigo leitor lembrava muito bem das histórias
Crises, amores, contos avulsos, cada um como se fosse da própria vida.
Nessa noite Tim estava tão curto como o texto da curtisse.
Cris se ocupava com suas obrigações,
Dispensava certo tempo para que pudesse se confortar mais tarde
Organizava suas coisas, lavava sua roupa, ordenava os livros
De forma que fosse mais fácil achar o preferido da semana.
Sentava-se no computador e sempre produzia algo
O dia era curto demais para ela perder tempo.
Dispensava o mesmo tempo ao sono, esse era um dos luxos.
As repetições de Zac se perderam junto a presença das multi formas de Cris e Tim
Zac se inspirou e logo escreveu:
"Como quem pensa
Coloquei-me a pensar.
Simplesmente cerrei meus olhos
E pensei tanto
Que pra não pensar,
Hoje não consegui parar de pensar
Em você.
Cris que pensa tanto quanto faz
Me faz tirar de ti esse pensamento
Porquê hoje não consegui evitar
Que estou sim apaixonado
Que eu quero que você fique
Pra me mostrar
Tanto quanto quero te ver
Mais cedo."
Tim se arriscou e leu,
Nas ultimas palavras a gastrite incomodou um pouco mais
E ele se sentiu tão intenso como podia ser
O que evitou por tanto tempo.
Aquilo, com que se conformara
E que agora por um segundo que seja
Se mostrou, de novo, verdade.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Zac & Tim - Estações
Era outono quase inverno, o frio dava suas caras, mas não com tanta força.
Zac estava a cantarolar algumas músicas que reparara recentemente,
Seu coração andava tranquilo, e ao mesmo tempo apertado.
Não que alguma coisa o incomodasse mas é que a vida andava ansiosa.
Tim por outro lado andava preocupado, mas mais seguro que Zac.
Ele não gostava de criar expectativa sobre as coisas.
Diferente de Zac que vivia a sonhar com tudo.
_ " Abre essa janela a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota"
_ Zac me desculpe, mas não faça da sua trilha sonora a minha.
_ Por que? Por que não deixar a primavera entrar?
_ Pelo simples fato de que temo o inverno solitário.
_ E pelo medo de sofrer deixa de viver?
_ Não deixo de viver, e ando tão apaixonado quanto você.
_ Qual então seria sua trilha?
_ Não tenho de uma trilha
_ Claro que tem, vai canta alguma cosia que simbolizaria seu dia.
_ Não.
_ Vai cara, anda logo
_ Tá bom! Seria:
"Você viu só que amor, nunca vi coisa assim
E passou, nem parou, mas olhou só pra mim
Se voltar, vou atrás, vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor foi feitinho pra dar.
Olha,é como o verão, quente o coração,
salta de repente para ver a menina que vem."
_ Não gosto do verão, mas é uma boa música.
Cantaram juntos mais algumas canções e estações.
Zac pensava em tudo que podia acontecer,
Tim pensava em alguém com carinho.
Zac queria que a hora chegasse logo,
Tim acreditava nas coisas dando certo, sempre com o pé no chão.
Zac voava em pensamentos,
Tim também.
Tim voltou para casa, acendeu um cigarro, e pegou um livro pra ler,
Zac pegou um caderno e começou a escrever.
Viviam o mesmo momento e estação de jeito diferentes,
E isso de certa forma ajudava,
Um é pro outro o que nunca seriam sozinhos.
Zac estava a cantarolar algumas músicas que reparara recentemente,
Seu coração andava tranquilo, e ao mesmo tempo apertado.
Não que alguma coisa o incomodasse mas é que a vida andava ansiosa.
Tim por outro lado andava preocupado, mas mais seguro que Zac.
Ele não gostava de criar expectativa sobre as coisas.
Diferente de Zac que vivia a sonhar com tudo.
_ " Abre essa janela a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota"
_ Zac me desculpe, mas não faça da sua trilha sonora a minha.
_ Por que? Por que não deixar a primavera entrar?
_ Pelo simples fato de que temo o inverno solitário.
_ E pelo medo de sofrer deixa de viver?
_ Não deixo de viver, e ando tão apaixonado quanto você.
_ Qual então seria sua trilha?
_ Não tenho de uma trilha
_ Claro que tem, vai canta alguma cosia que simbolizaria seu dia.
_ Não.
_ Vai cara, anda logo
_ Tá bom! Seria:
"Você viu só que amor, nunca vi coisa assim
E passou, nem parou, mas olhou só pra mim
Se voltar, vou atrás, vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor foi feitinho pra dar.
Olha,é como o verão, quente o coração,
salta de repente para ver a menina que vem."
_ Não gosto do verão, mas é uma boa música.
Cantaram juntos mais algumas canções e estações.
Zac pensava em tudo que podia acontecer,
Tim pensava em alguém com carinho.
Zac queria que a hora chegasse logo,
Tim acreditava nas coisas dando certo, sempre com o pé no chão.
Zac voava em pensamentos,
Tim também.
Tim voltou para casa, acendeu um cigarro, e pegou um livro pra ler,
Zac pegou um caderno e começou a escrever.
Viviam o mesmo momento e estação de jeito diferentes,
E isso de certa forma ajudava,
Um é pro outro o que nunca seriam sozinhos.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Zac & Tim - Zac & Cris
Zac chegou em casa cansado,
Tomou um banho e saboreou cada sabor de uma salada de frutas.
Pensava em alguém, pensava no dia, no sol, na cachoeira, na dor nos pés.
Mas seu pensamento mais ativo era alguém.
Alguém que andava a mexer com a suas prioridades nos pensamentos.
Pensou que ela chegaria em casa de mochila, com algum incerto sorriso de ansiedade.
Que ligaria o computador, que leria o seu texto.
Pensou que iria achar bonito, pensou que ela pensaria nele.
Ela chegou em casa de mochila, mas sem nenhum sorriso incerto de ansiedade.
Ligou o computador, começou a ler o texto,
Ela não quis achar bonito, não tinha necessidade de achar,
Sabia que por mais que o texto fosse realmente bonito,
Zac estaria em algum lugar esperando que ela achasse mesmo bonito.
Resolveu não ler por inteiro.
Ficou com raiva de prevê-lo, ficou com raiva de ele ser tão previsível.
E certamente será surpreendida,
Pois ela não leu a mensagem no fim do texto:
"Cris a beleza do texto não tem nenhuma importância
Chego amanhã pra gente conversar,
Só isso importa agora."
Tomou um banho e saboreou cada sabor de uma salada de frutas.
Pensava em alguém, pensava no dia, no sol, na cachoeira, na dor nos pés.
Mas seu pensamento mais ativo era alguém.
Alguém que andava a mexer com a suas prioridades nos pensamentos.
Pensou que ela chegaria em casa de mochila, com algum incerto sorriso de ansiedade.
Que ligaria o computador, que leria o seu texto.
Pensou que iria achar bonito, pensou que ela pensaria nele.
Ela chegou em casa de mochila, mas sem nenhum sorriso incerto de ansiedade.
Ligou o computador, começou a ler o texto,
Ela não quis achar bonito, não tinha necessidade de achar,
Sabia que por mais que o texto fosse realmente bonito,
Zac estaria em algum lugar esperando que ela achasse mesmo bonito.
Resolveu não ler por inteiro.
Ficou com raiva de prevê-lo, ficou com raiva de ele ser tão previsível.
E certamente será surpreendida,
Pois ela não leu a mensagem no fim do texto:
"Cris a beleza do texto não tem nenhuma importância
Chego amanhã pra gente conversar,
Só isso importa agora."
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Zac & Tim - Homunculus
Zac estava de olhos fechados há alguns minutos.
O sol das 15 que entrava pela janela do quarto incomodava um pouco.
Zac crio um personagem dentro de si, de uma pessoa que conheceu.
Pra explicar melhor, ele havia conhecido esta pessoa, mas não sabia nada sobre ela...
Depois deste dia não se encontraram mais.
E Zac pensando em como poderia ser essa pessoa, criou um personagem que ela não era, tudo na sua cabeça.
Só que entre este cria e descria do personagem, Zac se apaixonou pela criação.
Apaixonou-se, tão capaz de criar pra ela uma canção.
"Eu sei que até pode achar estranho
Ainda não disse nada pra você
Não são coisas que a gente pode perceber
Como pode haver um sentimento
Se foi ontem que eu te conheci
Mas não passa o tempo
Eu não sinto o vento mais
Sei que o seu balão partiu
Que nós dois somos muito diferentes
É o que todos dizem por ai
E pensando nisso pensei
Que eu penso em encontrar
Alguém que possa pensar
Que pensa
E pra quê me esconder
Se o que eu tenho é pensar
Quero ouvir você dizer
Que pensa"
Leu, releu, achou brega,
Achou bonito, achou justo,
Pensou que era cedo, pensou em não pensar
Pensou em deletar, apagar, esquecer
Sonhou de novo, percebeu que se apaixonara.
Resolveu mais uma vez não ter nada a perder - não tinha -
Arriscou-se.
Contou tudo pra Tim, que ria logo quando dizia que Zac apaixonou-se
Pela própria Frank Stein.
Zac riu junto com o amigo, sabendo o que vivia.
Resolveu deixar, como disse antes, não tinha nada a perder,
Resolveu simplesmente pensar.
O sol das 15 que entrava pela janela do quarto incomodava um pouco.
Zac crio um personagem dentro de si, de uma pessoa que conheceu.
Pra explicar melhor, ele havia conhecido esta pessoa, mas não sabia nada sobre ela...
Depois deste dia não se encontraram mais.
E Zac pensando em como poderia ser essa pessoa, criou um personagem que ela não era, tudo na sua cabeça.
Só que entre este cria e descria do personagem, Zac se apaixonou pela criação.
Apaixonou-se, tão capaz de criar pra ela uma canção.
"Eu sei que até pode achar estranho
Ainda não disse nada pra você
Não são coisas que a gente pode perceber
Como pode haver um sentimento
Se foi ontem que eu te conheci
Mas não passa o tempo
Eu não sinto o vento mais
Sei que o seu balão partiu
Que nós dois somos muito diferentes
É o que todos dizem por ai
E pensando nisso pensei
Que eu penso em encontrar
Alguém que possa pensar
Que pensa
E pra quê me esconder
Se o que eu tenho é pensar
Quero ouvir você dizer
Que pensa"
Leu, releu, achou brega,
Achou bonito, achou justo,
Pensou que era cedo, pensou em não pensar
Pensou em deletar, apagar, esquecer
Sonhou de novo, percebeu que se apaixonara.
Resolveu mais uma vez não ter nada a perder - não tinha -
Arriscou-se.
Contou tudo pra Tim, que ria logo quando dizia que Zac apaixonou-se
Pela própria Frank Stein.
Zac riu junto com o amigo, sabendo o que vivia.
Resolveu deixar, como disse antes, não tinha nada a perder,
Resolveu simplesmente pensar.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Zac & Tim - Viagem
Estava sentado no ônibus lendo seu livro. Tinha resolvido viajar para o interior para procurar algo que não sabia, o ônibus estava passando por ruas escuras de alguma cidade pequenina dali.
Avistou o pequenino terminal rodoviário daquele lugar, tão pequenino que havia somente duas vagas pra ônibus e mais ou menos meia dúzia de cadeiras enfileiradas para os passageiros. Havia várias garotas ali, eram um pouco novas, mas bem bonitas, o grupo era grande e havia também alguns meninos com elas, pareciam voltar de alguma festa e esperavam o ônibus que Zac estava para poder seguir para a próxima cidade. Ele inclinou um pouco sua poltrona e deixou o livro à vista de qualquer um na intenção de atrair alguma das garotas que interessasse pelo livro, pensou em encontrar alguma Teresa pra si.
As garotas e os meninos foram se ajeitando cada um em seu lugar, Zac torcia para que nenhum daqueles meninos sentasse ao seu lado, para que assim sobrasse espaço para sua Teresa, todos se sentaram, a poltrona ao lado dele continuou vazia e o ônibus seguiu viagem. Como a tentativa falhou voltou a ler seu livro agora sem pensar na possibilidade de encontrar sua Teresa, olhou o céu e viu a lua crescente parecendo um sorriso amarelo próximo ao horizonte, foi nesse momento que uma das garotas sentou ao seu lado, diversos pensamentos vieram e ao fundo o som de "Eletro-Funk" dos MP4 Player sem fone daqueles meninos o irritava.
A garota era linda, cabelos negros muito lisos, pele clara, olhos brilhantes e um pequenino piercing no nariz, resolveu partir para ofensiva:
_ Qual cidade essa que acabamos de deixar? - perguntou ele.
Ela respondeu alguma coisa que ele não entendeu e perguntou.
_ De onde você é?
Pensou em várias cidades, mas a única que lhe veio à mente foi: _ São Tomás.
A menina olhou com uma cara de interrogação por não conhecer a cidade e logo depois olhou o óculos preso a gola da camisa dele. E quando ele tentou explicar algo, ela deu um grande suspiro como aqueles de quando lembramos de algo que esquecemos em casa e voltou-se para uma outra garota no banco de trás dizendo:
_ Frávia perdi o "Ráibam" do Bruno.
_ Como assim perdeu? - a garota perguntou.
E a menina de olhos brilhantes respondeu.
_ Num sei, acho que foi na hora que comecei a correr na bicicreta dele, deve ter caído.
_ Pode ser. - disse a outra.
_ Vou ter que comprar outro.
_ É.
Quando a garota voltou Zac tentou pensar em alguma coisa pra dizer, mas não conseguiu, e como ela também não insistiu na conversa o diálogo terminou ali mesmo. Zac pensou em todo o comum uso da indústria cultural sobre essas garotas e meninos, pensou também por quanto tempo eles suportariam todas suas compras, até quando existiria o "Eletro-Funk" em Mp4's sem fone, até quando elas viveriam para homens de cabelo e barba feita com suas orelhas de abano.
Pensou e constatou que de alguma forma sentia que sua Teresa estava por perto, sentada em algum lugar tranqüilo, sob a sombra de uma árvore, lendo um livro qualquer, desacompanhada e em silêncio.
Avistou o pequenino terminal rodoviário daquele lugar, tão pequenino que havia somente duas vagas pra ônibus e mais ou menos meia dúzia de cadeiras enfileiradas para os passageiros. Havia várias garotas ali, eram um pouco novas, mas bem bonitas, o grupo era grande e havia também alguns meninos com elas, pareciam voltar de alguma festa e esperavam o ônibus que Zac estava para poder seguir para a próxima cidade. Ele inclinou um pouco sua poltrona e deixou o livro à vista de qualquer um na intenção de atrair alguma das garotas que interessasse pelo livro, pensou em encontrar alguma Teresa pra si.
As garotas e os meninos foram se ajeitando cada um em seu lugar, Zac torcia para que nenhum daqueles meninos sentasse ao seu lado, para que assim sobrasse espaço para sua Teresa, todos se sentaram, a poltrona ao lado dele continuou vazia e o ônibus seguiu viagem. Como a tentativa falhou voltou a ler seu livro agora sem pensar na possibilidade de encontrar sua Teresa, olhou o céu e viu a lua crescente parecendo um sorriso amarelo próximo ao horizonte, foi nesse momento que uma das garotas sentou ao seu lado, diversos pensamentos vieram e ao fundo o som de "Eletro-Funk" dos MP4 Player sem fone daqueles meninos o irritava.
A garota era linda, cabelos negros muito lisos, pele clara, olhos brilhantes e um pequenino piercing no nariz, resolveu partir para ofensiva:
_ Qual cidade essa que acabamos de deixar? - perguntou ele.
Ela respondeu alguma coisa que ele não entendeu e perguntou.
_ De onde você é?
Pensou em várias cidades, mas a única que lhe veio à mente foi: _ São Tomás.
A menina olhou com uma cara de interrogação por não conhecer a cidade e logo depois olhou o óculos preso a gola da camisa dele. E quando ele tentou explicar algo, ela deu um grande suspiro como aqueles de quando lembramos de algo que esquecemos em casa e voltou-se para uma outra garota no banco de trás dizendo:
_ Frávia perdi o "Ráibam" do Bruno.
_ Como assim perdeu? - a garota perguntou.
E a menina de olhos brilhantes respondeu.
_ Num sei, acho que foi na hora que comecei a correr na bicicreta dele, deve ter caído.
_ Pode ser. - disse a outra.
_ Vou ter que comprar outro.
_ É.
Quando a garota voltou Zac tentou pensar em alguma coisa pra dizer, mas não conseguiu, e como ela também não insistiu na conversa o diálogo terminou ali mesmo. Zac pensou em todo o comum uso da indústria cultural sobre essas garotas e meninos, pensou também por quanto tempo eles suportariam todas suas compras, até quando existiria o "Eletro-Funk" em Mp4's sem fone, até quando elas viveriam para homens de cabelo e barba feita com suas orelhas de abano.
Pensou e constatou que de alguma forma sentia que sua Teresa estava por perto, sentada em algum lugar tranqüilo, sob a sombra de uma árvore, lendo um livro qualquer, desacompanhada e em silêncio.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Zac & Tim - Na Rua
Pegou a câmera antiga, viu alguns negativos antigos, colocou contra luz e viu pequenos vultos do passado. Pensou em revelá-los, mas não tinha mais os produtos e seu laboratório já não era o mesmo, deu preguiça.
Colocou os negativos no bolso e resolveu se aventurar pelas ruas do centro. Tinha muitas pessoas na calçada e ao mesmo tempo parecia não ter ninguém, todos aqueles movimentos automáticos, alguns pares de garotas andando juntas, algumas até bonitas, mas nenhuma lhe despertava verdadeiro interesse. Mulheres gordas com sacolas enormes digladiavam um espaço nas lojas em liquidação. Caminhões carregados de frutas e verduras e homens com grandes sacas aos ombors atrapalhavam o fluxo da calçada. Um senhor com lepra pedia moedas sentado ali mesmo no chão. Uma mulher amamentava sentada num banco da praçinha ali do outro lado da rua. Os cachorros dividiam espaço com tudo isso. Se sentiu em perigo e ao mesmo tempo sadicamente feliz por se achar diferente. Olhou para o lado e leu em um cartaz "Revela-se fotos, digitais e negativos." levou a mão ao bolso, pegou os negativos, escolheu um, pegou o dinheiro e contou, tinha alguns trocados além da quantia para a revelação, pensou em um sorvete e foi o que resolveu fazer.
_ Fica pronto em uma hora - disse a atendente.
Agradeceu, comprou uma casquinha de baunilha e sentou-se na pracinha.
Observou por algum momento os mesmos movimentos incondicionais, ouviu o barulho do trem, deu vontade de viajar, olhou para cima a fim de ver o céu, viu um ipê bem no meio e entrelaçado à duas palmeiras imperiais e ficou ali por um tempo.
Voltou a loja de fotografia e pegou as fotos, as antigas novas fotos, meio amareladas meio esverdeadas, pensou no passado que estava imortalizado ali, as almas ali presas, viu Zac e uma menina, viu outras coisas, só não viu pessoas com movimentos automáticos.
Não viu, mas lembrou que esse dia um velhinho jogava água na frente da casa com uma mangueira de borracha na tentativa de tirar as folhas do outono e dar alguma cor viva para as roseiras.
Voltou-se ao seu mundo e percebeu que o velhinho agora aguara sua vida, viu frutas e verduras tão coloridas nas sacas, viu mulheres gordas felizes, viu pares de garotas lindas, viu um ipê duas palmeiras e um céu.
_ Queria voltar ao passado e agora parece que por um momento vejo tudo meio amarelado meio esverdeado, lindo.
Tim voltou pra casa, pegou os outros negativos no bolso e guardou-os pra se entorpecer outro dia.
Colocou os negativos no bolso e resolveu se aventurar pelas ruas do centro. Tinha muitas pessoas na calçada e ao mesmo tempo parecia não ter ninguém, todos aqueles movimentos automáticos, alguns pares de garotas andando juntas, algumas até bonitas, mas nenhuma lhe despertava verdadeiro interesse. Mulheres gordas com sacolas enormes digladiavam um espaço nas lojas em liquidação. Caminhões carregados de frutas e verduras e homens com grandes sacas aos ombors atrapalhavam o fluxo da calçada. Um senhor com lepra pedia moedas sentado ali mesmo no chão. Uma mulher amamentava sentada num banco da praçinha ali do outro lado da rua. Os cachorros dividiam espaço com tudo isso. Se sentiu em perigo e ao mesmo tempo sadicamente feliz por se achar diferente. Olhou para o lado e leu em um cartaz "Revela-se fotos, digitais e negativos." levou a mão ao bolso, pegou os negativos, escolheu um, pegou o dinheiro e contou, tinha alguns trocados além da quantia para a revelação, pensou em um sorvete e foi o que resolveu fazer.
_ Fica pronto em uma hora - disse a atendente.
Agradeceu, comprou uma casquinha de baunilha e sentou-se na pracinha.
Observou por algum momento os mesmos movimentos incondicionais, ouviu o barulho do trem, deu vontade de viajar, olhou para cima a fim de ver o céu, viu um ipê bem no meio e entrelaçado à duas palmeiras imperiais e ficou ali por um tempo.
Voltou a loja de fotografia e pegou as fotos, as antigas novas fotos, meio amareladas meio esverdeadas, pensou no passado que estava imortalizado ali, as almas ali presas, viu Zac e uma menina, viu outras coisas, só não viu pessoas com movimentos automáticos.
Não viu, mas lembrou que esse dia um velhinho jogava água na frente da casa com uma mangueira de borracha na tentativa de tirar as folhas do outono e dar alguma cor viva para as roseiras.
Voltou-se ao seu mundo e percebeu que o velhinho agora aguara sua vida, viu frutas e verduras tão coloridas nas sacas, viu mulheres gordas felizes, viu pares de garotas lindas, viu um ipê duas palmeiras e um céu.
_ Queria voltar ao passado e agora parece que por um momento vejo tudo meio amarelado meio esverdeado, lindo.
Tim voltou pra casa, pegou os outros negativos no bolso e guardou-os pra se entorpecer outro dia.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Zac & Tim - Volta, vem viver outra vez ao meu lado.
_ Não queria assumir que estou com saudade... Você sabe muito bem que por muito tempo meu orgulho me seguraria sem falar nada, mas depois de tudo que aconteceu nos últimos meses prometi pra mim que seria diferente.
To com saudade do abraço, com saudade de ver o telefone tocar e ser ela, to com saudade de ajudá-la, apesar de saber que era eu a maior fonte dos problemas, saudade de andar de mãos dadas, de pegar na cintura dela, com saudade da amiga e da amante que vivem nela, saudade do perfume, do cabelo, das pintas e dos defeitos.
_ Mas você parece tão feliz, pra quê mexer naquilo que você já enterrou?
_ Enterrei no quintal, tão próximo, parece que é pra entender que eu queria mesmo mexer.
_ E você tinha se convencido que assim seria melhor.
_ Eu não! Ela se convenceu! Muito fácil conseguir ser feliz quando percebe-se que na hora não se pode fazer nada, quando se desiste, e o outro?
_ É preciso de um tempo pra percebe onde se errou Zac, ainda mais nesse caso que você nunca vai conseguir controlá-la e outra, ela precisa te perdoar.
_ É... talvez seja Tim. Mas já faz tanto tempo, cansei desta prisão, cansei do violão, da água e do queijo. VIDA VOLTA PRA MIM!!!
_ Calma, calma cara. Ela ta por perto.
To com saudade do abraço, com saudade de ver o telefone tocar e ser ela, to com saudade de ajudá-la, apesar de saber que era eu a maior fonte dos problemas, saudade de andar de mãos dadas, de pegar na cintura dela, com saudade da amiga e da amante que vivem nela, saudade do perfume, do cabelo, das pintas e dos defeitos.
_ Mas você parece tão feliz, pra quê mexer naquilo que você já enterrou?
_ Enterrei no quintal, tão próximo, parece que é pra entender que eu queria mesmo mexer.
_ E você tinha se convencido que assim seria melhor.
_ Eu não! Ela se convenceu! Muito fácil conseguir ser feliz quando percebe-se que na hora não se pode fazer nada, quando se desiste, e o outro?
_ É preciso de um tempo pra percebe onde se errou Zac, ainda mais nesse caso que você nunca vai conseguir controlá-la e outra, ela precisa te perdoar.
_ É... talvez seja Tim. Mas já faz tanto tempo, cansei desta prisão, cansei do violão, da água e do queijo. VIDA VOLTA PRA MIM!!!
_ Calma, calma cara. Ela ta por perto.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Se fosse
Quem foi que te disse meu bem
Que está tudo correto
Se por todo esse tempo
O errado era secreto
Quem foi que te disse meu bem
Pra estar onde ele for
E que ficar sempre sorrindo
É o melhor jeito de lidar com a dor
Quem foi que te disse meu bem
Que o bonito sempre é belo
Já que seu conceito de feio
Pode ser belo pra alguém
Quem foi que te disse meu bem
Que a derrota está perdida
Se a vitória toda hora
Só nos serve pra cegar a vida
Se tudo fosse perfeito
Quem iria mudar?
Se tudo fosse do seu jeito
Pra que então completar?
Meu bem me dê sua resposta
Quem esteve o tempo todo à sua volta?
Meu bem eu quero entender
Qual é o sentido disso tudo pra você?
Que está tudo correto
Se por todo esse tempo
O errado era secreto
Quem foi que te disse meu bem
Pra estar onde ele for
E que ficar sempre sorrindo
É o melhor jeito de lidar com a dor
Quem foi que te disse meu bem
Que o bonito sempre é belo
Já que seu conceito de feio
Pode ser belo pra alguém
Quem foi que te disse meu bem
Que a derrota está perdida
Se a vitória toda hora
Só nos serve pra cegar a vida
Se tudo fosse perfeito
Quem iria mudar?
Se tudo fosse do seu jeito
Pra que então completar?
Meu bem me dê sua resposta
Quem esteve o tempo todo à sua volta?
Meu bem eu quero entender
Qual é o sentido disso tudo pra você?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Zac & Tim - Dia Tim.
AH!
Deu vontade de não ser nada do que pensam que ele é.
Deu vontade de escrever.
Deu vontade de tirar a casca e gritar pra todo mundo:
"EU NÃO SOU ESSE CARA! EU NÃO SOU FORTE! EU NÃO ESTOU BEM!"
É, mas realmente não ia adiantar de nada.
Não percebem, não prestam atenção.
A campainha toca e Tim se assusta ao voltar de seus pensamentos, abriu a porta e era Zac.
- Oi Tim, que tá acontecendo cara? Você tá bem?
- Ah, tudo tranquilo. Na mesma.
- Hoje vai ter Choconhaque na casa do Joe, você vai né?
- Vou sim.
Mesmo quando alguém percebia não valia a pena falar.
Já não tinha coragem, por mais que precisasse era mais fácil assim.
Ninguém precisa se importar, ninguém precisa saber.
Deu vontade de não ser nada do que pensam que ele é.
Deu vontade de escrever.
Deu vontade de tirar a casca e gritar pra todo mundo:
"EU NÃO SOU ESSE CARA! EU NÃO SOU FORTE! EU NÃO ESTOU BEM!"
É, mas realmente não ia adiantar de nada.
Não percebem, não prestam atenção.
A campainha toca e Tim se assusta ao voltar de seus pensamentos, abriu a porta e era Zac.
- Oi Tim, que tá acontecendo cara? Você tá bem?
- Ah, tudo tranquilo. Na mesma.
- Hoje vai ter Choconhaque na casa do Joe, você vai né?
- Vou sim.
Mesmo quando alguém percebia não valia a pena falar.
Já não tinha coragem, por mais que precisasse era mais fácil assim.
Ninguém precisa se importar, ninguém precisa saber.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Zac & Tim - Dia Zero
Tava tudo normal, nada de mais, nada de mal.
Não sabia o motivo, nem ao menos quando começou isso tudo, já fazia algumas semanas que Zac tinha perdido o controle, seus pensamentos voltaram a atingir seu coração e o pior de tudo é que não sabia ao certo se era sua mente que atormentava seu coração ou se era algum sinal do seu coração fazendo a mente pensar, não podia explicar por que realmente não sabia quando isso tudo começara.
Desde essa data esquecida Zac vinha se lembrando, sentindo-se desconfortável e perdendo o sono, não parava de lembrar-se do sorriso nem do motivo maior da sua felicidade, sua única verdade.
Hoje ele não quis sair, não quis se iludiur - como era de costume - e recusou o convite do Tim pra tomar o confortante e sociável Gim com Tônica.
Pegou um livro pra ler e não conseguiu - o livro lhe remetia muito a realidade e já estava tudo muito real, não precisava se lembrar disso -, tentou ouvir música mas nada lhe agradava.
O telefone tocou, era Tim, atendeu com preguiça e começou a ouvir os discursos do amigo sobre uma entrevista que estava passando na TV, enquanto ele falava começou a observar suas mãos, o cigarro entre os dedos, a fumaça que subia.
Totalmente distraído arregaçou as mangas da blusa e continuou a observar, fitou a estranha marca de nascença no seu antebraço, lembrou de quando pensou ser uma marca de outra vida, uma marca onde entrara uma flecha em alguma época distante, lembrou também quando encontrou uma marca igual perto do coração de outra pessoa.
Lembrou de tudo e voltou a esquecer porque isso tudo começara, quando voltou-se ao discurso de Tim no telefone conseguiu se concentrar em uma única frase:
- Cara, de verdade tem alguma coisa muito errada, muito errada.
- Também acho. - respondeu -
Tim apressou-se em falar que tinha acabado o intervalo comercial e desligou o telefone.
Hoje Zac não saiu, não ouviu, não assistiu, não leu e até mesmo enquanto pensava se esqueceu de quando isso tudo começara.
Não sabia o motivo, nem ao menos quando começou isso tudo, já fazia algumas semanas que Zac tinha perdido o controle, seus pensamentos voltaram a atingir seu coração e o pior de tudo é que não sabia ao certo se era sua mente que atormentava seu coração ou se era algum sinal do seu coração fazendo a mente pensar, não podia explicar por que realmente não sabia quando isso tudo começara.
Desde essa data esquecida Zac vinha se lembrando, sentindo-se desconfortável e perdendo o sono, não parava de lembrar-se do sorriso nem do motivo maior da sua felicidade, sua única verdade.
Hoje ele não quis sair, não quis se iludiur - como era de costume - e recusou o convite do Tim pra tomar o confortante e sociável Gim com Tônica.
Pegou um livro pra ler e não conseguiu - o livro lhe remetia muito a realidade e já estava tudo muito real, não precisava se lembrar disso -, tentou ouvir música mas nada lhe agradava.
O telefone tocou, era Tim, atendeu com preguiça e começou a ouvir os discursos do amigo sobre uma entrevista que estava passando na TV, enquanto ele falava começou a observar suas mãos, o cigarro entre os dedos, a fumaça que subia.
Totalmente distraído arregaçou as mangas da blusa e continuou a observar, fitou a estranha marca de nascença no seu antebraço, lembrou de quando pensou ser uma marca de outra vida, uma marca onde entrara uma flecha em alguma época distante, lembrou também quando encontrou uma marca igual perto do coração de outra pessoa.
Lembrou de tudo e voltou a esquecer porque isso tudo começara, quando voltou-se ao discurso de Tim no telefone conseguiu se concentrar em uma única frase:
- Cara, de verdade tem alguma coisa muito errada, muito errada.
- Também acho. - respondeu -
Tim apressou-se em falar que tinha acabado o intervalo comercial e desligou o telefone.
Hoje Zac não saiu, não ouviu, não assistiu, não leu e até mesmo enquanto pensava se esqueceu de quando isso tudo começara.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Zac & Tim - ...
Ah! Como é bom acordar - Pensou Zac ao abrir os olhos - não sabia ele o dia que lhe esperava.
Como sempre já passava da hora do almoço quando se levantara, e como sempre ia direto pra geladeira ou para o fogão, felizmente sempre havia algo preparado ou gelado para comer.
Logo que passou o prazer de se alimentar esqueceu-se de como era bom acordar, nem sempre é bom acordar, sentiu-se sozinho mesmo rodeado de gente, entediou-se mesmo havendo milhares de coisas pra fazer, se encheu de cada pessoa que ama, e ainda por cima tentou sorrir por varias vezes e por vários motivos que na hora até pareceram valer a pena. Pensou "puta cretinice! mas se eu sou cretino tem gente pior" por um momento acreditou mesmo naquilo, mas hoje toda felicidade de Zac era como uma dose instantânea de morfina, aliviava, mas COMO SEMPRE durava pouquíssimos minutos, a culpa não era dele, seus pensamentos eram atropelados por outros pensamentos que por sua vez também seriam atropelados, como numa fúria sem fim dentro de si ele mesmo destruia pensando tudo que pensava.
Olhou a sua volta e por um instante se sentiu um máximo, lembrou de algumas coisas que um par de grandes olhos verdes lhe falara um dia e sorriu tímido sozinho e imperceptível, não durou muito tempo, tentou não pensar mais no par de olhos verdes, lembrara que andava tão sem coragem de tentar, lembrou que andara vazio e que não entendia quase nunca o que os outros sentiam, tentou por um momento entender o que ele sentia, mas não conseguiu.
Hoje Zac cansou de sentir-se sozinho, hoje Zac queria só fechar os olhos e lembrar amanhã de como é bom acordar e não esquecer-se disso.
Como sempre já passava da hora do almoço quando se levantara, e como sempre ia direto pra geladeira ou para o fogão, felizmente sempre havia algo preparado ou gelado para comer.
Logo que passou o prazer de se alimentar esqueceu-se de como era bom acordar, nem sempre é bom acordar, sentiu-se sozinho mesmo rodeado de gente, entediou-se mesmo havendo milhares de coisas pra fazer, se encheu de cada pessoa que ama, e ainda por cima tentou sorrir por varias vezes e por vários motivos que na hora até pareceram valer a pena. Pensou "puta cretinice! mas se eu sou cretino tem gente pior" por um momento acreditou mesmo naquilo, mas hoje toda felicidade de Zac era como uma dose instantânea de morfina, aliviava, mas COMO SEMPRE durava pouquíssimos minutos, a culpa não era dele, seus pensamentos eram atropelados por outros pensamentos que por sua vez também seriam atropelados, como numa fúria sem fim dentro de si ele mesmo destruia pensando tudo que pensava.
Olhou a sua volta e por um instante se sentiu um máximo, lembrou de algumas coisas que um par de grandes olhos verdes lhe falara um dia e sorriu tímido sozinho e imperceptível, não durou muito tempo, tentou não pensar mais no par de olhos verdes, lembrara que andava tão sem coragem de tentar, lembrou que andara vazio e que não entendia quase nunca o que os outros sentiam, tentou por um momento entender o que ele sentia, mas não conseguiu.
Hoje Zac cansou de sentir-se sozinho, hoje Zac queria só fechar os olhos e lembrar amanhã de como é bom acordar e não esquecer-se disso.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Zac & Tim - Regras do Sentir
- Construímos sempre regras para o que sentimos, a vida faz isso com a gente.
Construímos um jeito certo de lavar o cabelo, de dormir, de como cozinhar. Tudo isso vem do que sentimos, se achar que o cabelo fica melhor deixando o shampoo agindo por alguns minutos - mesmo que isso não seja o aconselhável - sempre deixará o shampoo agir por alguns minutos, o fato de sentir o cabelo melhor fez com que criasse uma regra de como lavá-lo.
O problema é que sempre tentaremos aplicar nossas regras a outras pessoas, e outras pessoas tentaram aplicar suas regras a nós Tim.
- Devemos sempre controlar essas regras que vem de outras pessoas então?
- Não necessariamente, alguma regra de outras pessoas pode ainda não ter sido criada por você, se aquilo te adéqua não há por que não aceitá-la. Outra coisa comum é quando você e outra pessoa compartilham a mesma regra - algo que vocês sentiram juntos e criaram pra vocês - o problema é que essas regras só servem pra vocês dois em conjunto, é um erro querer viver a mesma regra com outra pessoa, primeiro porque isso não vai ser igual nunca e segundo porque aquilo pode ser estranho para outra pessoa.
- Eu entendo como algumas regras são muito únicas entre duas pessoas, é como segredos que só se compartihla com uma pessoa e que mais ninguém no mundo inteiro precisa saber, só vocês. Zac é estranho como uma coisa tão simples que eu senti e que é fato pra mim pode ser tão diferente pra outra pessoa né? Penso que talvez seja aí que está o belo das relações humanas. Eu odeio que o vento seque meu cabelo, ele parece sujo quando isso acontece e ao mesmo tempo isso é tão comum pra tantas outras pessoas. Tantas outras regras mudam também não é Zac?
- Certamente, sempre mudam Tim, mas esses dias no banho pensei em algumas regras minhas que acabei desistindo na minha vida por causa de regras de outras pessoas que de certa forma fui "condicionado" a aceitar pelo fato de conviver com elas. Isso pode não ser um erro mas de certa forma me descaracteriza, deixei uma coisa que era minha e que eu senti pra viver uma coisa de outra pessoa, que ela sentiu.
- O apego e a convivência nos mudam Zac.
- Mas tudo isso é escolha Tim. Tudo isso é escolha de cada um.
Zac olhou pro céu enquanto Tim o observava.
Tim volta os olhos pro céu e por alguns instantes pensa nas suas escolhas.
Zac continuava olhando para as folhas daquela árvore balançando e no fundo o céu azul.
- A vida é mesmo irônica Tim.
- Como assim irônica?
- Como agora. - Esse momento foi uma boa escolha. - Pensou ele.
Construímos um jeito certo de lavar o cabelo, de dormir, de como cozinhar. Tudo isso vem do que sentimos, se achar que o cabelo fica melhor deixando o shampoo agindo por alguns minutos - mesmo que isso não seja o aconselhável - sempre deixará o shampoo agir por alguns minutos, o fato de sentir o cabelo melhor fez com que criasse uma regra de como lavá-lo.
O problema é que sempre tentaremos aplicar nossas regras a outras pessoas, e outras pessoas tentaram aplicar suas regras a nós Tim.
- Devemos sempre controlar essas regras que vem de outras pessoas então?
- Não necessariamente, alguma regra de outras pessoas pode ainda não ter sido criada por você, se aquilo te adéqua não há por que não aceitá-la. Outra coisa comum é quando você e outra pessoa compartilham a mesma regra - algo que vocês sentiram juntos e criaram pra vocês - o problema é que essas regras só servem pra vocês dois em conjunto, é um erro querer viver a mesma regra com outra pessoa, primeiro porque isso não vai ser igual nunca e segundo porque aquilo pode ser estranho para outra pessoa.
- Eu entendo como algumas regras são muito únicas entre duas pessoas, é como segredos que só se compartihla com uma pessoa e que mais ninguém no mundo inteiro precisa saber, só vocês. Zac é estranho como uma coisa tão simples que eu senti e que é fato pra mim pode ser tão diferente pra outra pessoa né? Penso que talvez seja aí que está o belo das relações humanas. Eu odeio que o vento seque meu cabelo, ele parece sujo quando isso acontece e ao mesmo tempo isso é tão comum pra tantas outras pessoas. Tantas outras regras mudam também não é Zac?
- Certamente, sempre mudam Tim, mas esses dias no banho pensei em algumas regras minhas que acabei desistindo na minha vida por causa de regras de outras pessoas que de certa forma fui "condicionado" a aceitar pelo fato de conviver com elas. Isso pode não ser um erro mas de certa forma me descaracteriza, deixei uma coisa que era minha e que eu senti pra viver uma coisa de outra pessoa, que ela sentiu.
- O apego e a convivência nos mudam Zac.
- Mas tudo isso é escolha Tim. Tudo isso é escolha de cada um.
Zac olhou pro céu enquanto Tim o observava.
Tim volta os olhos pro céu e por alguns instantes pensa nas suas escolhas.
Zac continuava olhando para as folhas daquela árvore balançando e no fundo o céu azul.
- A vida é mesmo irônica Tim.
- Como assim irônica?
- Como agora. - Esse momento foi uma boa escolha. - Pensou ele.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Zac & Tim - Teorias
- Esta manhã pensando num fato ocorrido, me deparei mais uma vez com a teoria da atração, Tim é realmente incrível como as coisas insistem em acontecer em uma ordem.
- Da pra explicar melhor? Você me incomoda bastante com esse seu jeito indireto Zac.
-Calma, calma! Já vou explicar. Diga-me, qual a possibilidade de um maço de cigarros de palha artesanal vir com todos os 20 cigarros perfeitos? Palha fina, fumo leve e saboroso, acabamento perfeito, sem estar muito frouxo ou muito apertado, possibilitando assim uma tragada perfeita.
- Pensando pelo fato de ser artesanal a possibilidade é remota.
- Pois isso aconteceu Tim, a cada cigarro que pegávamos vinha a expectativa de ser um bom ou um ruim, e nesse maço estava todos bons. A sensação de sentir que era outro dos bons era incrível e ainda admirando aquele céu de fim de tarde era realmente único.
-Hmm, tá tá mas e a teoria da atração?
- Não entendeu? Tim isso se deve unicamente pelo momento que eu vivia, pelo que eu era e sentia, tudo de bom que me vinha a cada dia me atraia mais e mais coisas boas e raras, a teoria da atração é mesmo incrível.
- E ao mesmo tempo me da medo Zac.
- Por quê?
- Já pensou que por motivos assim, isso nunca voltará a acontecer? Você sabe, isso não voltou a acontecer e certamente não voltará nunca, do jeito que foi, não.
- Hmm. É, mas ainda sim é realmente incrível.
- Da pra explicar melhor? Você me incomoda bastante com esse seu jeito indireto Zac.
-Calma, calma! Já vou explicar. Diga-me, qual a possibilidade de um maço de cigarros de palha artesanal vir com todos os 20 cigarros perfeitos? Palha fina, fumo leve e saboroso, acabamento perfeito, sem estar muito frouxo ou muito apertado, possibilitando assim uma tragada perfeita.
- Pensando pelo fato de ser artesanal a possibilidade é remota.
- Pois isso aconteceu Tim, a cada cigarro que pegávamos vinha a expectativa de ser um bom ou um ruim, e nesse maço estava todos bons. A sensação de sentir que era outro dos bons era incrível e ainda admirando aquele céu de fim de tarde era realmente único.
-Hmm, tá tá mas e a teoria da atração?
- Não entendeu? Tim isso se deve unicamente pelo momento que eu vivia, pelo que eu era e sentia, tudo de bom que me vinha a cada dia me atraia mais e mais coisas boas e raras, a teoria da atração é mesmo incrível.
- E ao mesmo tempo me da medo Zac.
- Por quê?
- Já pensou que por motivos assim, isso nunca voltará a acontecer? Você sabe, isso não voltou a acontecer e certamente não voltará nunca, do jeito que foi, não.
- Hmm. É, mas ainda sim é realmente incrível.
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