As nuvens choraram sua partida
O sol acariciou-as as costas tentando consolar
A terra recolheu as lágrimas e as deu para um rio
O rio levou a água pra onde a vida queria viver
E por onde havia vida a vida aumentou
O verde, as cores, os corações e o rio te seguiram
Onde eu chorava o chão era quente
As lágrimas-vapor enchiam o céu
Tocavam as nuvens, que sensíveis choravam
E derramavam a vida sob seus pés
domingo, 23 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Aprumar
Assim que o sol resolver aparecer antecipadamente
E os ventos calmos e agradáveis, sem agressão invadam minha casa
Sairemos por aí e conheceremos o mundo
Não quero me prender nessa anti-liberdade psicológica
Sejamos livres outra vez, e vamos dominar a vida
E sorrir de conhecer o novo a cada passo, a cada dia
Aí quando já estivermos cavalgando a passos lentos na lombar do viver
Pararemos e saberemos que é a hora certa
Pra descansar e (vi)ver o sol nascer
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Querida
Eu não tenho um puto no bolso
Mas ainda tenho a inspiração
Amanhã talvez eu nem almoce
Mas ainda tenho a televisão
A minha casa está sem água
Mas ainda resta a internet
Eu estou sujo, doente, sem dignidade
Mas ainda me resta a internet
Hoje não existe nada de mim
Me joguei fora, esqueci, ignorei
Hoje eu fico em casa
Não vejo a rua e ninguém me vê
Hoje meu abraço é o nada
O meu amor é o tudo
Ta tudo quebrado, imundo
O sol entra e eu nem queria
O ar parado, e o vento que eu convidei
Nem veio, nem vem, toda espera é inútil
O que ainda tem ta no fim
E o que tem de sobra nem está aqui também
A vida tira da gente, a gente tira da vida
E nesse jogo de azar ninguém ganha
Ilusão pensar que vai, que foi
Nada, nem nós, somos algo além do vazio
Tudo inclusive nós somos o vazio
O tudo que inclui nós é nada
E o restinho que tinha do resto que me restou
Acabei de deixar aqui na internet
Que é nada e não mata minha sede
Nem minha fome, nem me limpa
Nem me espiritualisa, nem me ama
Nem nada
Mas ainda tenho a inspiração
Amanhã talvez eu nem almoce
Mas ainda tenho a televisão
A minha casa está sem água
Mas ainda resta a internet
Eu estou sujo, doente, sem dignidade
Mas ainda me resta a internet
Hoje não existe nada de mim
Me joguei fora, esqueci, ignorei
Hoje eu fico em casa
Não vejo a rua e ninguém me vê
Hoje meu abraço é o nada
O meu amor é o tudo
Ta tudo quebrado, imundo
O sol entra e eu nem queria
O ar parado, e o vento que eu convidei
Nem veio, nem vem, toda espera é inútil
O que ainda tem ta no fim
E o que tem de sobra nem está aqui também
A vida tira da gente, a gente tira da vida
E nesse jogo de azar ninguém ganha
Ilusão pensar que vai, que foi
Nada, nem nós, somos algo além do vazio
Tudo inclusive nós somos o vazio
O tudo que inclui nós é nada
E o restinho que tinha do resto que me restou
Acabei de deixar aqui na internet
Que é nada e não mata minha sede
Nem minha fome, nem me limpa
Nem me espiritualisa, nem me ama
Nem nada
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
De mãos atadas
Realmente abriram portas que não conheciam
Pisaram em terrenos sombrios e desconhecidos
Talvez ultrapassaram o limite do permitido desconhecido a olho nu
Os quatro foram atingidos por um sorrateira surpresa
Ele, Ela, a Confiança e a Sinceridade
Agora andam de mãos atadas
Ele além da visão não ouve mais
Ela que guiava o caminho não fala mais
As outras duas se perderam no escuro
Por não se encontrarem na própria identidade
Ele mesmo cego, surdo e de mãos atadas
Segue-a no nada seguindo seu cheiro
Ela diz que vê uma luz
Ele não faz ideia
Ela sabe que vai até ela
Ele sente que vai até ela e continua assim
Seguindo seu cheiro
Confiando que a Confiança vem logo atrás
E que logo passarão pela porta
Onde as maldições caem por terra.
Pisaram em terrenos sombrios e desconhecidos
Talvez ultrapassaram o limite do permitido desconhecido a olho nu
Os quatro foram atingidos por um sorrateira surpresa
Ele, Ela, a Confiança e a Sinceridade
Agora andam de mãos atadas
Ele além da visão não ouve mais
Ela que guiava o caminho não fala mais
As outras duas se perderam no escuro
Por não se encontrarem na própria identidade
Ele mesmo cego, surdo e de mãos atadas
Segue-a no nada seguindo seu cheiro
Ela diz que vê uma luz
Ele não faz ideia
Ela sabe que vai até ela
Ele sente que vai até ela e continua assim
Seguindo seu cheiro
Confiando que a Confiança vem logo atrás
E que logo passarão pela porta
Onde as maldições caem por terra.
Sentado
O tolo é aquele que espera
Espera a resposta, a volta
Espera a conquista, a desculpa
É o que não vê os erros nos próprios atos
Não vê a vida que lhe dá as costas
E continua esperando, a coragem, o sopro
O conselho, o abraço, a vida
E espera, a espera que espera a espera
Que espera, espera, esperam
Esperas, esperamos.
Espera a resposta, a volta
Espera a conquista, a desculpa
É o que não vê os erros nos próprios atos
Não vê a vida que lhe dá as costas
E continua esperando, a coragem, o sopro
O conselho, o abraço, a vida
E espera, a espera que espera a espera
Que espera, espera, esperam
Esperas, esperamos.
É e não é, e realmente pode ser e não ser, depende de quem vê.
Há um tempo que vejo flashes do que era
Você
Um peso, uma pedra, meteoro que caiu
E o estrago
Que era pequeno, foi desespero, virou esperança
Consumada
E assim como no cume da vida
Se desce
Ou pensando, ou falando, ou lendo
As coisas
Que aparecem e não mostram
Entendem
Sozinhas e não se preocupam
Com o que deixamos de ser.
Eu mostro e você não vê
Você faz e eu não vejo
A vida brinca com a vontade, com a força
Brinca com a mente com o destino
Você sabe do meu destino
Do seu, do nosso.
E por momentos de erros, sei!
De incompreensão, sei!
Por isso, por toda essa lei
Será mesmo que é a hora
De fugir da luta?
Você
Um peso, uma pedra, meteoro que caiu
E o estrago
Que era pequeno, foi desespero, virou esperança
Consumada
E assim como no cume da vida
Se desce
Ou pensando, ou falando, ou lendo
As coisas
Que aparecem e não mostram
Entendem
Sozinhas e não se preocupam
Com o que deixamos de ser.
Eu mostro e você não vê
Você faz e eu não vejo
A vida brinca com a vontade, com a força
Brinca com a mente com o destino
Você sabe do meu destino
Do seu, do nosso.
E por momentos de erros, sei!
De incompreensão, sei!
Por isso, por toda essa lei
Será mesmo que é a hora
De fugir da luta?
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Visita
De repente alguém bate na porta, ele que raramente tinha algum momento de sossego ou coisas normais acontecendo em sua vida, simplesmente abriu.
_ Ei, resolvi fazer um visita surpresa e convidei algumas pessoas.
_ Logo hoje Tristeza? Já tivemos algumas conversas sobre suas visitas e pelo rumo que a conversa levou pensei que não voltaria tão cedo.
_ Pois é, mas é que bateu uma saudade repentina de você, mesmo ficando ofendida com o que você disse da outra vez e toda aquela bajulação que você fez pra aquela metida da Felicidade eu senti sua falta. Foi isso.
_ Mas é que eu estava tão bem do jeito que estava. Você não quer mesmo desistir dessa visita?
_ Não querido, como já te disse tomei a permissão e me senti no direito de fazer alguns convites, viemos de longe e precisamos de um lugar pra ficar.
_ E pra quem foram esses convites?
_ Pra Confusão, pra Agonia e pro Tempo.
_ Justo eles Tristeza? Não se encontrou com a Inspiração? Vocês costumavam andar tão juntinhas. E a Ilusão? Não a viu em nenhum boteco por aí? Talvez a Fuga, queria tanto conhece-la Tristeza, mas você me coloca em cada uma!
_ Querido, não me veja mal assim, eu e a Inspiração tivemos uma discussão e tem tempos que não a vejo. Ouvi dizer que a Ilusão se perdeu ou está se tratando em algum lugar. E a Fuga meu querido, eu e ela também nunca nos conhecemos ela tem é um bom vínculo com sua amiguinha Felicidade. Voltando ao assunto eles devem estar por chegar. A Confusão e a Agonia devem ficar por aqui, já o tempo disse que viria só de passagem e que passaria rápido.
_ Ótimas intenções do Tempo. Pena que em nada vai me ajudar. Torço pra que todos sejam assassinados antes de chegar nesse bairro violento.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O que posso dizer é que estou com você
Não tenho muito mais a dizer ou fazer
O que tenho que te pedir é que tenha força
Se preciso roube-a de mim, não me importo
Não me importaria de não ter mais nada
Somente pra te ver forte e feliz
Estivemos, estamos e estaremos juntos
Nessa e em outras milhões de boas por ai
Não tenho muito mais a dizer ou fazer
O que tenho que te pedir é que tenha força
Se preciso roube-a de mim, não me importo
Não me importaria de não ter mais nada
Somente pra te ver forte e feliz
Estivemos, estamos e estaremos juntos
Nessa e em outras milhões de boas por ai
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