segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mesmo Céu

Hoje pensei em te perguntar quantos anos se passaram desde o primeiro beijo.
Minha memória falha não me permitiu me encontrar anos atrás...
Pensei sobre quantas vezes desde então dormimos na mesma cama.
Pensei em quantas vezes discutimos, em todos os sorrisos e conquistas.
Envelhecemos, nos perdemos e nos encontramos novamente.
Hoje tudo é um pouco mais difícil, ouvir perfeitamente os pássaros cantarem...
Ver o brilho frenético e multicor de cada estrela, caminhar de mãos dadas.
Vi o sol nascer e pensei sobre cada dia escuro, cada noite chuvosa,
A apesar de pensar nisso tudo e lembrar-me de algumas grandes aventuras penso no nosso limite.
Dissemos um dia que "o céu era o limite" e pense bem o limite está bem próximo.
De certa forma toda essa grandeza acaba de me estrangular, o nosso limite é pequeno e limitado.
Porquê tudo isso, tudo isso, não passa de um mesmo sol, uma mesma lua, um mesmo céu que se repete a cada dia.
E nós? Envelhecemos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Me encontra

A simplicidade de tão dominante, lhe torna complexa e indecifrável.
Os olhos de tão completos e brilhantes, te fecham e te protegem do sofrimento.
O sorriso te afasta de mim, simplesmente pelo meu medo de perdê-lo, de roubá-lo.
Seu espírito de tão puro, me faz estremecer.
Eu sei que você já se apaixonou, já sofreu, já amou, reergueu-se, lutou e provou para todos a sua volta que você é forte, chorou e mostrou que a tristeza é uma parte de todos, vibrou pela única e imensa vontade de viver.
E vive, vive por um propósito que talvez nem você saiba, vive e corre atrás da vida, do mesmo modo, que a cada dia ela foge um pouco de você, assim como foge de todos nós.
Mas próximo de você isso tudo parece tão simples, a vontade se foca em um único desejo, que é impossível, talvez alcançável, mas prefiro ficar na minha utopia, no meu platonismo, enquanto você continua a olhar, a sorrir, a viver, e a nos encontrar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Alô Alô!



Galera, vou fugir um pouco aqui das reflexões e agradecer a todos que foram na primeira apresentação da Quinta Lei no encerramento da I Semana de Jornalismo da UFSJ. Agradecer ao Professor Paulo Caetano que emprestou equipamentos, ao Bruno que emprestou o estúdio pra gente poder ensaiar, ao Ronan pelo ótimo acompanhamento na percussão e também a todo pessoal da 5° Cultural que nos deu essa oportunidade.
Que venha a cultura de 5° dia 4/12/10, vamo ta lá no CTAN pra encerrar o período!
É FESTA! xD
Valeu Pedrinho, Léo e João!
QUINTA LEI!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ele abriu os olhos e ela sorriu.

Quando roía a unha fechava os olhos, talvez com o objetivo de sentir melhor onde mordia. Nem ele mesmo na verdade entendia esse ato, mas vivia fazendo-o. Fechava os olhos quando gostava muito de uma música, tanto quando ouvia no rádio ou quando tocava no violão. Fechava os olhos quando beijava e quando sonhava, odiava sonhar de olhos abertos mesmo quando sonhava acordado. Fechava os olhos quando queria sentir seu amor, e a amava, amava muito, chegava ao ponto de ver de olhos fechados suas mãos escorrendo pela pele dela e os dedos deixarem rastros azuis de energia. Fechava os olhos também nessa época por causa da luz forte, não conseguia olhar por muito tempo diretamente, tinha medo de machucar sua pequenez, medo de acabar com sua escuridão. No entanto amava ver de costas pra ela, via sua própria sombra escura e todo o resto que ela iluminava, aprendia ali calado de costas pro pedaço de lua. Quando ela se foi, fechou os olhos pra conseguir andar no escuro, pois assim lembrava e sentia melhor o caminho e os obstáculos. Por algum tempo viveu assim de olhos fechados e quando teve coragem de abrir os olhos viu que ainda havia cor, havia luz mas não tão forte que não pudesse olhar, e viu que podia agora ver o pedaço de lua de longe e diretamente, inteiro e sem sombras. Ficou feliz por poder vê-la e mais feliz de vê-la feliz, porque agora ela também pode vê-lo de olhos abertos e por inteiro. Há pouco tempo seguem assim, de longe, sorrindo e amarelo-coloridos.
E tudo que ele tem vontade de dizer quando a vê lá no alto é:
_ Obrigado Lua.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Olha só tem um baralho.
Com um coringa de face pra baixo ainda.
Ali em cima daquela árvore, dentro da sacola.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

.

"O ar estava saturado de grandes palavras e Fleischman pensava que o amor tem apenas um critério: a morte. No fim o verdadeiro amor existe a morte, e só o amor no fim do qual existe a morte é amor."

Trecho do livro Risíveis Amores de Milan Kundera.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Marie

Ela era jovem e bonita, sempre sorrindo e atraindo as pessoas pra perto.
Ela queria um namorado, queria amar outra vez, sentir outra vez, deitar-se nessa aventura novamente.
Todos sabiam disso, todos viam isso no seu sorriso e no seu olhar, o que ninguém sabia é que ela não gostava da mistura do salgado com o doce.
Ela não comia banana junto com a comida na hora do almoço, não suportava passas no arroz, odiava salpicão e Romeu e Julieta.
Não suportava também os dias mais ou menos, preferia que fossem ruins a mais ou menos.
Ela gostava dos sabores da vida, mas tudo seletivamente.
Gostava da dor, pois podia aprender com ela e saber a diferença dela com a felicidade.
Gostava do dia pelo fato de saber que uma hora conheceria a noite.
Mas odiava as tardes, manhãs e lusco-fusco.
Não gostava de verde pois era ele a mistura de azul com amarelo, mas amava o azul e o amarelo.
Gostava da velocidade e da super lentidão.
Gostava de atenção.
Gostava de ver e ouvir, mas gostava de ouvir no escuro e ver no silêncio.
Só não gostava de não gostar de uma coisa, dos sonhos, queria gostar deles...
Mas ela não suportava mistura de dormir e estar acordado ao mesmo tempo.
Gostava do passado e do futuro, mas odiava o presente, porque odiava saber que nunca iria saber onde ele começa e onde ele termina.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Zac & Tim - Viagem

Estava sentado no ônibus lendo seu livro. Tinha resolvido viajar para o interior para procurar algo que não sabia, o ônibus estava passando por ruas escuras de alguma cidade pequenina dali.
Avistou o pequenino terminal rodoviário daquele lugar, tão pequenino que havia somente duas vagas pra ônibus e mais ou menos meia dúzia de cadeiras enfileiradas para os passageiros. Havia várias garotas ali, eram um pouco novas, mas bem bonitas, o grupo era grande e havia também alguns meninos com elas, pareciam voltar de alguma festa e esperavam o ônibus que Zac estava para poder seguir para a próxima cidade. Ele inclinou um pouco sua poltrona e deixou o livro à vista de qualquer um na intenção de atrair alguma das garotas que interessasse pelo livro, pensou em encontrar alguma Teresa pra si.
As garotas e os meninos foram se ajeitando cada um em seu lugar, Zac torcia para que nenhum daqueles meninos sentasse ao seu lado, para que assim sobrasse espaço para sua Teresa, todos se sentaram, a poltrona ao lado dele continuou vazia e o ônibus seguiu viagem. Como a tentativa falhou voltou a ler seu livro agora sem pensar na possibilidade de encontrar sua Teresa, olhou o céu e viu a lua crescente parecendo um sorriso amarelo próximo ao horizonte, foi nesse momento que uma das garotas sentou ao seu lado, diversos pensamentos vieram e ao fundo o som de "Eletro-Funk" dos MP4 Player sem fone daqueles meninos o irritava.
A garota era linda, cabelos negros muito lisos, pele clara, olhos brilhantes e um pequenino piercing no nariz, resolveu partir para ofensiva:
_ Qual cidade essa que acabamos de deixar? - perguntou ele.
Ela respondeu alguma coisa que ele não entendeu e perguntou.
_ De onde você é?
Pensou em várias cidades, mas a única que lhe veio à mente foi: _ São Tomás.
A menina olhou com uma cara de interrogação por não conhecer a cidade e logo depois olhou o óculos preso a gola da camisa dele. E quando ele tentou explicar algo, ela deu um grande suspiro como aqueles de quando lembramos de algo que esquecemos em casa e voltou-se para uma outra garota no banco de trás dizendo:
_ Frávia perdi o "Ráibam" do Bruno.
_
Como assim perdeu? - a garota perguntou.
E a menina de olhos brilhantes respondeu.
_ Num sei, acho que foi na hora que comecei a correr na bicicreta dele, deve ter caído.
_ Pode ser. - disse a outra.
_ Vou ter que comprar outro.
_ É.
Quando a garota voltou Zac tentou pensar em alguma coisa pra dizer, mas não conseguiu, e como ela também não insistiu na conversa o diálogo terminou ali mesmo. Zac pensou em todo o comum uso da indústria cultural sobre essas garotas e meninos, pensou também por quanto tempo eles suportariam todas suas compras, até quando existiria o "Eletro-Funk" em Mp4's sem fone, até quando elas viveriam para homens de cabelo e barba feita com suas orelhas de abano.
Pensou e constatou que de alguma forma sentia que sua Teresa estava por perto, sentada em algum lugar tranqüilo, sob a sombra de uma árvore, lendo um livro qualquer, desacompanhada e em silêncio.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Zac & Tim - Na Rua

Pegou a câmera antiga, viu alguns negativos antigos, colocou contra luz e viu pequenos vultos do passado. Pensou em revelá-los, mas não tinha mais os produtos e seu laboratório já não era o mesmo, deu preguiça.
Colocou os negativos no bolso e resolveu se aventurar pelas ruas do centro. Tinha muitas pessoas na calçada e ao mesmo tempo parecia não ter ninguém, todos aqueles movimentos automáticos, alguns pares de garotas andando juntas, algumas até bonitas, mas nenhuma lhe despertava verdadeiro interesse. Mulheres gordas com sacolas enormes digladiavam um espaço nas lojas em liquidação. Caminhões carregados de frutas e verduras e homens com grandes sacas aos ombors atrapalhavam o fluxo da calçada. Um senhor com lepra pedia moedas sentado ali mesmo no chão. Uma mulher amamentava sentada num banco da praçinha ali do outro lado da rua. Os cachorros dividiam espaço com tudo isso. Se sentiu em perigo e ao mesmo tempo sadicamente feliz por se achar diferente. Olhou para o lado e leu em um cartaz "Revela-se fotos, digitais e negativos." levou a mão ao bolso, pegou os negativos, escolheu um, pegou o dinheiro e contou, tinha alguns trocados além da quantia para a revelação, pensou em um sorvete e foi o que resolveu fazer.
_ Fica pronto em uma hora - disse a atendente.
Agradeceu, comprou uma casquinha de baunilha e sentou-se na pracinha.
Observou por algum momento os mesmos movimentos incondicionais, ouviu o barulho do trem, deu vontade de viajar, olhou para cima a fim de ver o céu, viu um ipê bem no meio e entrelaçado à duas palmeiras imperiais e ficou ali por um tempo.
Voltou a loja de fotografia e pegou as fotos, as antigas novas fotos, meio amareladas meio esverdeadas, pensou no passado que estava imortalizado ali, as almas ali presas, viu Zac e uma menina, viu outras coisas, só não viu pessoas com movimentos automáticos.
Não viu, mas lembrou que esse dia um velhinho jogava água na frente da casa com uma mangueira de borracha na tentativa de tirar as folhas do outono e dar alguma cor viva para as roseiras.
Voltou-se ao seu mundo e percebeu que o velhinho agora aguara sua vida, viu frutas e verduras tão coloridas nas sacas, viu mulheres gordas felizes, viu pares de garotas lindas, viu um ipê duas palmeiras e um céu.
_ Queria voltar ao passado e agora parece que por um momento vejo tudo meio amarelado meio esverdeado, lindo.
Tim voltou pra casa, pegou os outros negativos no bolso e guardou-os pra se entorpecer outro dia.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Se a sede de me encontrar jogado em algo macio me dominar
Precisarei me entender com Apolo
Preciso de areia pra trazer a paz física para aproximadamente...
Cinqüenta pessoas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010



De vários tons, se vê vários aspectos...
O amarelo do dia especial,
Da pele precisando de vida,

Do sorriso que procura sinceridade,
Da camisa do menino que sorri,
Do isqueiro que comprei ontem,

O Amarelo significa pra mim vida
Vida de várias formas e vários tons,
Sem amarelo não se vê
Sem amarelo o dia especial não é especial,

Sem amarelo eu quero, sorrir mas é só.
Mas sem amarelo não quero ver.


"texto postado sexta-feira, 13 de novembro de 2009 em Polaris"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Zac & Tim - Volta, vem viver outra vez ao meu lado.

_ Não queria assumir que estou com saudade... Você sabe muito bem que por muito tempo meu orgulho me seguraria sem falar nada, mas depois de tudo que aconteceu nos últimos meses prometi pra mim que seria diferente.
To com saudade do abraço, com saudade de ver o telefone tocar e ser ela, to com saudade de ajudá-la, apesar de saber que era eu a maior fonte dos problemas, saudade de andar de mãos dadas, de pegar na cintura dela, com saudade da amiga e da amante que vivem nela, saudade do perfume, do cabelo, das pintas e dos defeitos.
_ Mas você parece tão feliz, pra quê mexer naquilo que você já enterrou?
_ Enterrei no quintal, tão próximo, parece que é pra entender que eu queria mesmo mexer.
_ E você tinha se convencido que assim seria melhor.
_ Eu não! Ela se convenceu! Muito fácil conseguir ser feliz quando percebe-se que na hora não se pode fazer nada, quando se desiste, e o outro?
_ É preciso de um tempo pra percebe onde se errou Zac, ainda mais nesse caso que você nunca vai conseguir controlá-la e outra, ela precisa te perdoar.
_ É... talvez seja Tim. Mas já faz tanto tempo, cansei desta prisão, cansei do violão, da água e do queijo. VIDA VOLTA PRA MIM!!!
_ Calma, calma cara. Ela ta por perto.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dois Palcos

Se assusta
Quando pensa no infinito e lhe falta o ar
Se espanta
Quando se ilude que a vida passa devagar
Neste caminho

Seu amor é uma cortina que tampa o espetáculo
Seu amor é minha sina
É o que me conduziu

Me conta
As histórias e seus medos para eu te ajudar
Me encontra
Às seis horas caminhando no mesmo lugar
Naquele caminho

Seu amor é uma cortina aberta pro meu show
Seu amor é minha rotina
É o que eu sou

domingo, 5 de setembro de 2010

Aos meus amigos.

Aconteceu de verdade.
Faço dessas palavras, muitas coisas que não disse
E faço do que fiz muita cosia que não aconteceu.
E digo que há de acontecer outra vez
E se acaso aconteça
Direi a vocês...

Molambo

Composição: Jayme Florence/Augusto Mesquita

Eu sei que vocês vão dizer
Que é tudo mentira
Que não pode ser
E que depois de tudo
Que ela me vez
Eu jamais deveria aceitá-la outra vez
Bem sei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo de todos vocês
Lamento, mas fiquem sabendo
Que ela voltou e comigo ficou

Ficou pra matar a saudade
A tremenda saudade
Que não me deixou
Não me deu sossego momento sequer
Desde o dia em que ela me abandonou
Ficou pra impedir que a loucura
Fizesse de mim um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser!

Se as palavras esta noite me guiarem pro caminho da estrela.

sábado, 28 de agosto de 2010

May be loved by me.

"If i could be strong
If i could be by your side
If i only could to be

May be loved by me
May be loved by me"

Daí um dia eu termino... :}

E somos nós que vemos...

Se eu te convidar só pra poder dançar
Mais uma canção lenta
E seu eu puder ouvir e no peito sentir
A sua boca inventar

Porque nós mesmos não acreditamos na luz

Seu respirar em mim e sim posso sentir
Você se arrepiar
A sua pele em si como criei pra mim
Uma cor na cabeça

Porque nós mesmos não acreditamos na luz

E quando sol aparecer, só pra aquecer
Todas as cosias que eu possa crer
Com as minhas mãos e com meus pés que tocam o chão
Me livrarão do mal que não posso ver

Sinto uma mão em mim
Meu rosto só em ti
Você a me olhar

Aonde não há luz

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dois pontos, um texto.

Franzino e sem sua carapuça
Caiu sem perdão no sonho que encontrou
Astúcia e palavras não te libertariam
Cordas veias e nervuras te prenderiam
Como um caminho certo na escuridão

E velho como pedra, Pedra!
Tentou se encontrar na fortuna já perdida
Olhou as mãos calejadas de sofrer
Pensou, mas não conseguiu sonhar
Como um terço sem Mistérios pra contar
Orou em vão no que nunca acreditou
E acredite
Não foi por não te amar

Jogou tudo ao ar
Sentiu-se injustiçado, enjaulado, desolado
Pensou atitudes, socos e interrogações
Encheu o peito de orgulho por ser si só
Mas era só isso, só isso, só!
E por instantes foi tudo paz
Mas era só isso, só isso, só!
E acredite
Foi por te amar demais

Foi por te amar demais.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Se fosse

Quem foi que te disse meu bem
Que está tudo correto
Se por todo esse tempo
O errado era secreto

Quem foi que te disse meu bem
Pra estar onde ele for
E que ficar sempre sorrindo
É o melhor jeito de lidar com a dor

Quem foi que te disse meu bem
Que o bonito sempre é belo
Já que seu conceito de feio
Pode ser belo pra alguém

Quem foi que te disse meu bem
Que a derrota está perdida
Se a vitória toda hora
Só nos serve pra cegar a vida

Se tudo fosse perfeito
Quem iria mudar?
Se tudo fosse do seu jeito
Pra que então completar?

Meu bem me dê sua resposta
Quem esteve o tempo todo à sua volta?
Meu bem eu quero entender
Qual é o sentido disso tudo pra você?

terça-feira, 22 de junho de 2010

11 dias

Poucas palavras dizem muito querida
Agora que estou nessa vida
Procuro dizer pouco, ou digo muito que não vale nada
Ando de canto em canto pensando no tempo que não passa
Nas respostas que não vêm.

Quero pouco, não peço muito
Tudo que eu quero é que seja diferente
Que não faça parte dessa rotina que criei
E que não doa pra cicatrizar toda capa que arranquei

Tudo que peço querida é que seja sincera comigo
Se não está pronta que fale a verdade
Deixe de lado a saudade
E tentamos ficar bem

Tudo que eu posso te dar é meu tempo e meu carinho
O respeito de um eu sozinho
Que a vida nem a volta quer tão bem

Tudo que tenho querida nessa canção de voz ralenta
É a sombra de um vulto e um concerto quase mudo
Que criei pra te cantar

E com sincera verdade te digo
Tudo que quero antes de tudo que quero
É ouvir do seu murmúrio
Com um sorriso claro e puro
Poucas palavras que guardo pra você
E que pra mim, dizem muito.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Κρόνος

É isso que vejo,
Não controlo minha mão
São letras e mais letras de nada
Ao mesmo tempo que meu peito
Se enche de um ar viscoso e quente
As outroras e os cronômetros, agora,
Esqueceram de seu pai, que os vomitou pra fora
Para que pudessem ser o tempo
Afim de apensa serem
Sem ter que explicar nada.

"Texto de minha autoria postado em Polaris no dia 16 de outubro de 2009."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Reborn

Já faz uns dias que venho sonhando, são sonhos de todos os tipos, vários sonhos bons e ruins, não quero detalhá-los - meu subconsciente pode me reprimir - quero só falar que já faz alguns dias que voltei a sonhar e não foi só de sonho dormido foi de sonho sonhado também, sonho acordado em um monte de cosias. Vejo que estou passando por um momento de escolha e essa fase me dói, mas sei também que isso vai definir o que serei daqui pra frente. Ontem fiz uma cosia que já não fazia há meses, peguei uns filmes e assisti, observei cada detalhe, cada olhar, cada sentimento e lembrei-me de como é bom saber que eu sei ver as cosias do meu jeito. Hoje eu perdi um pouco do encanto, tudo faz parte da faze de transição é como se fosse o big-bang, vão ser uns dias de silêncio e retração, sem conversar, sem falar, sem sorrir às vezes, o silencio vai aumentando e eu vou me aproximando de mim, da minha escolha até que chega a hora de decidir e explodir de novo para um novo caminho, um novo nascer, um novo navegar. Quando esse dia chegar, vou encher o peito de ar, vou abrir os olhos, ver o sol e vou saber que ele chegou. Chegou o dia de aprender tudo do começo, daqui para frente.
Apoiando-me nas montanhas do passado e misturando isso tudo com as estrelas que eu já alcanço agora no presente.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Zac & Tim - Dia Tim.

AH!
Deu vontade de não ser nada do que pensam que ele é.
Deu vontade de escrever.
Deu vontade de tirar a casca e gritar pra todo mundo:
"EU NÃO SOU ESSE CARA! EU NÃO SOU FORTE! EU NÃO ESTOU BEM!"
É, mas realmente não ia adiantar de nada.
Não percebem, não prestam atenção.
A campainha toca e Tim se assusta ao voltar de seus pensamentos, abriu a porta e era Zac.

- Oi Tim, que tá acontecendo cara? Você tá bem?
- Ah, tudo tranquilo. Na mesma.
- Hoje vai ter Choconhaque na casa do Joe, você vai né?
- Vou sim.

Mesmo quando alguém percebia não valia a pena falar.
Já não tinha coragem, por mais que precisasse era mais fácil assim.
Ninguém precisa se importar, ninguém precisa saber.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Zac & Tim - Dia Zero

Tava tudo normal, nada de mais, nada de mal.
Não sabia o motivo, nem ao menos quando começou isso tudo, já fazia algumas semanas que Zac tinha perdido o controle, seus pensamentos voltaram a atingir seu coração e o pior de tudo é que não sabia ao certo se era sua mente que atormentava seu coração ou se era algum sinal do seu coração fazendo a mente pensar, não podia explicar por que realmente não sabia quando isso tudo começara.
Desde essa data esquecida Zac vinha se lembrando, sentindo-se desconfortável e perdendo o sono, não parava de lembrar-se do sorriso nem do motivo maior da sua felicidade, sua única verdade.
Hoje ele não quis sair, não quis se iludiur - como era de costume - e recusou o convite do Tim pra tomar o confortante e sociável Gim com Tônica.
Pegou um livro pra ler e não conseguiu - o livro lhe remetia muito a realidade e já estava tudo muito real, não precisava se lembrar disso -, tentou ouvir música mas nada lhe agradava.
O telefone tocou, era Tim, atendeu com preguiça e começou a ouvir os discursos do amigo sobre uma entrevista que estava passando na TV, enquanto ele falava começou a observar suas mãos, o cigarro entre os dedos, a fumaça que subia.
Totalmente distraído arregaçou as mangas da blusa e continuou a observar, fitou a estranha marca de nascença no seu antebraço, lembrou de quando pensou ser uma marca de outra vida, uma marca onde entrara uma flecha em alguma época distante, lembrou também quando encontrou uma marca igual perto do coração de outra pessoa.
Lembrou de tudo e voltou a esquecer porque isso tudo começara, quando voltou-se ao discurso de Tim no telefone conseguiu se concentrar em uma única frase:
- Cara, de verdade tem alguma coisa muito errada, muito errada.
- Também acho. - respondeu -
Tim apressou-se em falar que tinha acabado o intervalo comercial e desligou o telefone.
Hoje Zac não saiu, não ouviu, não assistiu, não leu e até mesmo enquanto pensava se esqueceu de quando isso tudo começara.

domingo, 23 de maio de 2010

So Naive -

Como é verdadeiro poder encontrar, ler, ouvir coisas parecidas comigo.
É estranho ter tão próximo coisas que quando encontro parecem ser pedaços de mim, do que eu sou ou fui.
Essa sensação de entusiasmo meio que como uma regra, dura um tempo maior do que as outras sensações agradáveis duram.
Dá vontade de ficar deitado no sofá por horas, abraçado a uma almofada, pensando na vida.
Pensando em todos esses pedaçinhos de mim, que esses dias tenho pegado, roubado ou só lembrado desses meios "eus".
Como palavras escritas por outras pessoas no livro do meu ser.

sábado, 22 de maio de 2010

Selo do Prêmio Dardos e Minhas Curiosidades

Fiquei lisonjeado de ter recebido a indicação para o "Selo do Prêmio Dardos", não estava entendendo muito bem do que se tratava então resolvi procurar saber. No caso, quando li a palavra "indicado" pensei então que meu blog passaria por uma seleção e depois poderia receber o tal selo, no entanto o que anda acontecendo por toda a rede é que todos os blogs que são "indicados" recebem do "indicador" diretamente o Selo do Prêmio Dardos. Onde isso tudo começou? Também percebi que é um questionamento feito por muitos blogueiros. O selo é dedicado a blogueiros que "transmitem valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc." (essa frase também está idêntica em todos os blogs, to seguindo o ritual.) e existem algumas regras pra quem recebe o selo, (Percebi que essas regras também variam desde que o tal selo foi lançado.) que são exibir a imagem do selo, o link do Blog que você recebeu a indicação, escolher blogs a serem indicados (nesta regra alguns blogs colocam números de blogs a serem indicados, 10, 15, 20, enquanto outros divulgam ser de livre escolha o número do blog) e claro avisar aos seus escolhidos sobre a indicação.
Agora depois de explicar minhas dúvidas seguirei com a "corrente".



Fico muito feliz de ter recebido essa indicação de um cara que admiro muito que é o Rafael Senra, este coordena dois blogs (que eu tenho conhecimento) muito interessantes, em um ele publica seus vários desenhos e HQs que eu particularmente adoro http://www.rafael-senra.blogspot.com/ e no outro publica seus textos com pitadinhas de seu projeto artístico e que não fica nem um pouco atrás do primeiro, neste vi um trabalho muito profissional e pra mim muito próximo de jornalístico http://esparsosideral.blogspot.com/. Obrigado pela indicação Rafa.

Eu escolhi indicar blogs sem uma padronização de números, aí vão as minhas indicações:

Blog do Gabriel Machiaveli

Blog feito pelo meu grande amigo Gabriel Machiaveli, onde ele expõe textos e poesias sobre sentimentos, pedaços de auto-biografais misturadas com ficção e matérias jornalísticas de bom gosto.

Aquela Arte

Blog extremamente sensível e inovador, May usa de todo seu bom gosto para expor nesse blog obras de artes de artistas que ela encontra pela internet e que mechem um pouco com o "eu" de todos nós.

Meu Eu

Blog bebê escrito por Piiirii e que eu aposto que nos mostrará muitos bons textos além dos já postados.

Sentimento de Desatino Completo

Blog com lindas visões sobre sentimentos e sobre a vida dirigido pelas pseudônimas Yénora e Little Janis.

Baloubet

Blog do meu amigo Léo Rigotto e que eu ainda não tive a oportunidade de ler a infinidade de todos os textos, mas que me agradou muito com os poucos que li.

São João Del Rei Alternativa

Blog do estudante de jornalismo Marcelo Alves e que traz reportagens feitas por ele e as experiências que teve com cada uma delas.

São esses.

Indicaria Vários outros se já não tivessem sido indicados. =]

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Zac & Tim - ...

Ah! Como é bom acordar - Pensou Zac ao abrir os olhos - não sabia ele o dia que lhe esperava.
Como sempre já passava da hora do almoço quando se levantara, e como sempre ia direto pra geladeira ou para o fogão, felizmente sempre havia algo preparado ou gelado para comer.
Logo que passou o prazer de se alimentar esqueceu-se de como era bom acordar, nem sempre é bom acordar, sentiu-se sozinho mesmo rodeado de gente, entediou-se mesmo havendo milhares de coisas pra fazer, se encheu de cada pessoa que ama, e ainda por cima tentou sorrir por varias vezes e por vários motivos que na hora até pareceram valer a pena. Pensou "puta cretinice! mas se eu sou cretino tem gente pior" por um momento acreditou mesmo naquilo, mas hoje toda felicidade de Zac era como uma dose instantânea de morfina, aliviava, mas COMO SEMPRE durava pouquíssimos minutos, a culpa não era dele, seus pensamentos eram atropelados por outros pensamentos que por sua vez também seriam atropelados, como numa fúria sem fim dentro de si ele mesmo destruia pensando tudo que pensava.
Olhou a sua volta e por um instante se sentiu um máximo, lembrou de algumas coisas que um par de grandes olhos verdes lhe falara um dia e sorriu tímido sozinho e imperceptível, não durou muito tempo, tentou não pensar mais no par de olhos verdes, lembrara que andava tão sem coragem de tentar, lembrou que andara vazio e que não entendia quase nunca o que os outros sentiam, tentou por um momento entender o que ele sentia, mas não conseguiu.
Hoje Zac cansou de sentir-se sozinho, hoje Zac queria só fechar os olhos e lembrar amanhã de como é bom acordar e não esquecer-se disso.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Hoje vivi momentos únicos
Uma despedida e uma nova vida
São momentos que guardo pra mim
Momentos que me fazem pensar que realmente viver vale a pena
Hoje li textos meus que não pareciam ter sido escritos por mim
Me vi antigamente e não me lembrei no escuro de tudo que era
Olhei pra mim perto do teclado e nem reparei o tanto que havia mudado
Hoje sou grande "sou mais forte vou viver bem melhor
Ontem o sonho acabou, mas a vida continua e eu vou estar sorrindo"
Um sorriso não forçado, um sorriso não completo
Mas com toda certeza vou esta sorrindo de verdade
Pra todo momento que me faz bem
Amo vocês amo e nunca vou ter vergonha de falar
Amo muito vocês que estão comigo em cada momento de felicidade ou não
Meus pilares.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Aurora

E de manhã quando em sua carruagem Apolo trouxer o sol pra banhar sua pele
E voce der mais um suspiro de vida
Quero ser o primeiro pensamento,
Egoísmo e egocentrismo eu sei
Mas se acaso for eu o seu primeiro pensamento
Que seja bom, e se não for bom
Que seja perdoável, e se acaso eu não for o primeiro
Eu poderia ser o segundo ou o terceiro, não importa
Mas quando você pensar, pense que você foi o meu primeiro
E quando o ar entrou no meu peito de manhã,
Seu perfume veio de quilômetros de distância me lembrar que você está em mim
E esse perfume aumenta minha saudade que ainda está maior que o sol
E quando abro os olhos enxergo sempre o amarelo vivo
Que você me deu de presente quando me abraçou
E quando o mundo voltou a girar do jeito certo
Foi no mesmo momento que a verdade coube em mim
E a verdade me trouxe o mais sincero amor, também de presente
E o amor me trouxe a felicidade e a vontade de fazer
Fazer por mim e fazer por você
Fazer de mim em você e fazer de você parte de mim
A felicidade me cobra todos os dias a obrigação de te fazer sorrir
A melhor das obrigações, e a mais gratificante pois o seu sorriso é mar
E sol, e a sua felicidade é a minha vontade
E a minha vontade de te fazer feliz, e de ser feliz
É o que me faz dormir todos os dias
Só pra acordar e pensar em você.


[Texto Postado em Polaris em algum dia antes do dia 17 de Outubro de 2009]

Polaris

Já tem um tempo que ando sem inspiração...
Talvez seja a vida, talvez seja eu mesmo que já não tento escrever.
Deixei guardado como presente alguns textos meus e de outra pessoa
E a partir de hoje vou postar alguns dos meus textos
São textos do passado mas que fazem parte da minha vida, fazem parte de mim.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero..."

Desespero

Desesperooooooooo

Desesproooooooooooooooooooooooo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um só para os dois

Viu no espelho um cara legal
Ja tinha tempo desde a ultima vez
Parecia um dia normal
Mas não pra ele

Já que ele não pode amar
Porque ele um dia sofreu
A vida lhe tirou o desejo de se entregar

Deu uma volta quase casual
Mas num flash algo lhe atraiu
Tentou dizer palavras belas
Mas ela hesitou

Já que ela não quer amar
Porque ela também já sofreu
A vida lhe tirou a vontade de tentar

Mas se um dia o amor desabrochar
Os corações vão se partir
E as metades formarão um só
Para os dois

O medo de tentar deu lugar ao sim
E a morte se abraçou ao nascer

A vida deu pros dois
O já esquecido desejo de se entregar, de sonhar.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Zac & Tim - Regras do Sentir

- Construímos sempre regras para o que sentimos, a vida faz isso com a gente.
Construímos um jeito certo de lavar o cabelo, de dormir, de como cozinhar. Tudo isso vem do que sentimos, se achar que o cabelo fica melhor deixando o shampoo agindo por alguns minutos - mesmo que isso não seja o aconselhável - sempre deixará o shampoo agir por alguns minutos, o fato de sentir o cabelo melhor fez com que criasse uma regra de como lavá-lo.
O problema é que sempre tentaremos aplicar nossas regras a outras pessoas, e outras pessoas tentaram aplicar suas regras a nós Tim.
- Devemos sempre controlar essas regras que vem de outras pessoas então?
- Não necessariamente, alguma regra de outras pessoas pode ainda não ter sido criada por você, se aquilo te adéqua não há por que não aceitá-la. Outra coisa comum é quando você e outra pessoa compartilham a mesma regra - algo que vocês sentiram juntos e criaram pra vocês - o problema é que essas regras só servem pra vocês dois em conjunto, é um erro querer viver a mesma regra com outra pessoa, primeiro porque isso não vai ser igual nunca e segundo porque aquilo pode ser estranho para outra pessoa.
- Eu entendo como algumas regras são muito únicas entre duas pessoas, é como segredos que só se compartihla com uma pessoa e que mais ninguém no mundo inteiro precisa saber, só vocês. Zac é estranho como uma coisa tão simples que eu senti e que é fato pra mim pode ser tão diferente pra outra pessoa né? Penso que talvez seja aí que está o belo das relações humanas. Eu odeio que o vento seque meu cabelo, ele parece sujo quando isso acontece e ao mesmo tempo isso é tão comum pra tantas outras pessoas. Tantas outras regras mudam também não é Zac?
- Certamente, sempre mudam Tim, mas esses dias no banho pensei em algumas regras minhas que acabei desistindo na minha vida por causa de regras de outras pessoas que de certa forma fui "condicionado" a aceitar pelo fato de conviver com elas. Isso pode não ser um erro mas de certa forma me descaracteriza, deixei uma coisa que era minha e que eu senti pra viver uma coisa de outra pessoa, que ela sentiu.
- O apego e a convivência nos mudam Zac.
- Mas tudo isso é escolha Tim. Tudo isso é escolha de cada um.

Zac olhou pro céu enquanto Tim o observava.
Tim volta os olhos pro céu e por alguns instantes pensa nas suas escolhas.
Zac continuava olhando para as folhas daquela árvore balançando e no fundo o céu azul.

- A vida é mesmo irônica Tim.
- Como assim irônica?
- Como agora. - Esse momento foi uma boa escolha. - Pensou ele.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010



Ah...
A sensação de liberdade...
Liberdade é poder ser feliz ao olhar um pôr do sol...
Que não por acaso - foi só pra provar que posso ser livre - até agora foi o pôr do sol mais lindo do ano.
Tons de rosa e laranja... Com árvores negras que durante o dia parecem tão pequenas e que nesses momentos parecem triplicar de tamanho.
Sentar conversar... E saber que o que eu sinto é bem meu.
E o que é meu é respeitável por mim.
Me aceito e agora sou livre...
Livre do meu eu maligno que às vezes vem me torturar.
LIVRE!

sábado, 30 de janeiro de 2010

"Pouco adiantou acender cigarro
Falar palavrão, perder a razão
Eu quis ser o mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém."

Hoje não consegui ouvir nenhuma canção por completo. :l

Zac & Tim - Teorias

- Esta manhã pensando num fato ocorrido, me deparei mais uma vez com a teoria da atração, Tim é realmente incrível como as coisas insistem em acontecer em uma ordem.
- Da pra explicar melhor? Você me incomoda bastante com esse seu jeito indireto Zac.
-Calma, calma! Já vou explicar. Diga-me, qual a possibilidade de um maço de cigarros de palha artesanal vir com todos os 20 cigarros perfeitos? Palha fina, fumo leve e saboroso, acabamento perfeito, sem estar muito frouxo ou muito apertado, possibilitando assim uma tragada perfeita.
- Pensando pelo fato de ser artesanal a possibilidade é remota.
- Pois isso aconteceu Tim, a cada cigarro que pegávamos vinha a expectativa de ser um bom ou um ruim, e nesse maço estava todos bons. A sensação de sentir que era outro dos bons era incrível e ainda admirando aquele céu de fim de tarde era realmente único.
-Hmm, tá tá mas e a teoria da atração?
- Não entendeu? Tim isso se deve unicamente pelo momento que eu vivia, pelo que eu era e sentia, tudo de bom que me vinha a cada dia me atraia mais e mais coisas boas e raras, a teoria da atração é mesmo incrível.
- E ao mesmo tempo me da medo Zac.
- Por quê?
- Já pensou que por motivos assim, isso nunca voltará a acontecer? Você sabe, isso não voltou a acontecer e certamente não voltará nunca, do jeito que foi, não.
- Hmm. É, mas ainda sim é realmente incrível.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Hoje depois de sonhar um pouco e de sentir a água quente bater no meu rosto percebi que as coisas se endireitaram, senti pela primeira vez que a vida realmente seguiu pro lado certo e me senti mais leve por isso, talvez eu goste do que eu faço, eu posso gostar de onde eu vivo e o melhor eu ainda posso sonhar com tudo que quero conseguir.
Meio a tanta descoberta e a tanto sentimento, quando a água quente bateu em meu rosto, descobri também que não importa o tempo que passe, também não faz diferença se eu não te ver ou se eu te ver todos os dias, não te ter por perto ou ser seu amigo, apesar de estar ciente que tudo foi do jeito certo e bem melhor como foi, não faz diferença nenhuma porque não importa como seja tenho a sensação que nunca vou esquecer.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Macarrão, socos e tapas
Os três defeitos...
Me sinto vivo e só com isso
Sim, hoje me sinto iluminado.
O amor, só porque dizia que ela não acreditava.
Ela acredita sim no amor, desse jeito.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ah, quem me dera ter sono sempre.
Assim daqueles que a gente deita e dorme,
Quem me dera não querer sempre ficar acordado até tarde.
Não ter sempre que olhar pro relógio e pensar, "amanhã vai ser igual".
Quem me dera não precisar levantar, calçar meus pés de chão gelado, cobrir os olhos de luz do sol ou de outra coisa.
Só queria dormir de verdade, dormir e não ter que pensar, nem construir, nem concertar, nem acordar, nem sonhar - até o sonho me abandou meio a tanta vontade dormir -
Até ele que costuma vir de viagens longas, de ventos traiçoeiros que sopram devagar em meu ouvido algumas palavras de conforto ou de estímulo.
Dentro de mim a vontade de sumir.
Pode ser só por algumas horas, mas bem que poderia ser verdade.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A.

Como se faz estranha essa sensação de afasia, vontade de chorar engasgada por um motivo simples, a liberdade que eu não tenho, a liberdade que poucos experimentam a verdade de ser feliz.
Ser livre de forma clara e limpa, seguir seu destino sem se amedrontar com as dificuldades, viver seu caminho sem deixar que nada nem ninguém o afaste desse objetivo.
Quero ser livre como meu coração, que vive na liberdade de sentir tudo, não o impeço.
Isso me faz sofrer e me dói, mas as maiores felicidades me vem também do simples fato que ele é livre pra sentir a coisa mais linda por qualquer um. Quero ser explícito na forma de sentir, quero ser livre pra falar e ter a coragem de ouvir qualquer resposta, qualquer uma que venha de você, pra eu saber a partir de agora que caminho devo seguir.
Você tem essa resposta pra mim?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hoje transformei o que era pra ser felicidade em tristeza, sei lá isso me incomoda, mas o problema é que eu estou me incomodando, como se não pudesse controlar o tempo de ficar sentado, nem concentrar em coisas que antes eram tão simples pra mim, quase nada mais me dá prazer e a tentativa de me iludir com coisas que antes me faziam bem se foi.
Não sei onde me encontrar nesse vazio em volta de mim, é até irônico porque parece que eu me construí aqui, ergui uma torre isolada de tudo, e agora o que vejo é só o que não quero mais e não consigo mais escrever.
Nem isso mais consigo fazer.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Zac & Tim - Oprimido

- Você tem um coração apertado?
Apertado porque está empanturrado de sentimentos?
- Queria ter muita coisa pra sentir, minha dor no peito é diferente.
- Diferente como Zac?
- O meu aperto no coração vem de sentimentos externos, pra explicar melhor, não é que ele está apertado de dentro pra fora, ele está oprimido de fora pra dentro.
- Ainda não entendi o porquê.
- Mas se eu soubesse o porquê não estaria aqui.
- Mas eu preciso de saber mais cosias pra te dar uma conclusão.
- Você espera o quê?
Que eu te fale alguma coisa que te preencha?
Procura na minha vida resposta pra você?
- Não Zac não tem nada a ver com isso, minha vida ta bem menos confusa que a sua, não?
Porque procuraria confusão pra minha vida?
- Porque quem não se questiona não tem como responder coisa nenhuma, você tem todas as respostas pra tudo, mas ainda não tem resposta nenhuma pra você mesmo, se olhe no espelho Tim, quem é você além das suas resposta e análises das vidas dos outros?
Tudo que você tem, além disso, é o desejo de procurar algumas respostas nas dúvidas pesadas de pessoas como eu.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Olhou para o chão cheio de palavras dispersas e pensou em todos os momentos perdidos,
Todas as palavras que ainda não tinha dito
Tantos sonhos que nem chegara a sonhar
Tantas músicas que não foi capaz de compor naquele tempo.
Olhou para as paredes e colocou sua mão contra seu olhar
Seus dedos estavam enrugados, tocou seu rosto e uma barba estava ali e ele nem vira crescer.
Suas pernas cruzadas junto às palavras do chão se perdiam num laço eterno e sombrio.
Nas paredes muito claras via de maneira confusa as imagens escuras que tinham embaçado seu olhar há alguns minutos atrás.
Pensou e já não conseguia se lembrar nem de sonhos, nem de palavras, nem nomes
Pensou em sua vida
Misturou antes, agora e depois
Desconecto de tudo que viveu
Lembrou que colocara pra lavar meias que nem havia usado.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Tento sempre não ver o lado ruim das cosias...
Por mais que não seja dessa forma é dessa forma que me faz bem.
Aprendi tarde, mas sim aprendi, vejo agora com vontade de ver de verdade...
A verdade, que me faz bem, que não é pra fazer mal a ninguém.
Que me trouxestes e agora guardo com tanto carinho.
Sou sincero, de verdade, não quero transpor nada do que digo.
Não tento ficar só, só por mim já ta bem claro de tudo sou
Minha vida acontece e meus textos são meus e são dos outros.
Não quero provar nada, nem vou.
Agora diante de mim eu vi que sou nada mais do que eu mesmo.
Um pouco bom de cada um mas agora sei quem sou eu só.
Sou Pedro e isso faz de mim eu.
Só com um bolso cheio de coisas encharcadas de vida,
De momento em momento me vem à mão alguma dessas
"Cores garridas nas unhas pra me entreter."
Cores de furta vidas, cores minhas e suas, vida e sonho
E no momento uso ou não, mas estão sempre aqui comigo.
Guardadas com carinho e quase sempre sem maldade nenhuma.
"Quero ver você maior, meu bem
Pra que minha vida siga adiante
Pra que minha vida siga adiante"

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pretérito

É... então direi adeus
Pois é... E não fui eu que quis
Eu te falei uma vez, só depende de nós
Mas a vida não quis trazer você pra mim

E quando olhar pro céu e as estrelas, nada vai te consolar
A borboleta vai pousar no ombro de outro alguém

E com uma vida pequenina fugiu pra outro lugar
Foi procurar uma coisa intensa como aquilo que viveu
Pode não encontrar, mas vai insistir em se apaixonar

E meu coração...
Não se esqueceu...
Do bater de asas...
Dessa borboleta...
Que sou eu.


Pedro Inácio, Gabriel Machiaveli