quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dois pontos, um texto.

Franzino e sem sua carapuça
Caiu sem perdão no sonho que encontrou
Astúcia e palavras não te libertariam
Cordas veias e nervuras te prenderiam
Como um caminho certo na escuridão

E velho como pedra, Pedra!
Tentou se encontrar na fortuna já perdida
Olhou as mãos calejadas de sofrer
Pensou, mas não conseguiu sonhar
Como um terço sem Mistérios pra contar
Orou em vão no que nunca acreditou
E acredite
Não foi por não te amar

Jogou tudo ao ar
Sentiu-se injustiçado, enjaulado, desolado
Pensou atitudes, socos e interrogações
Encheu o peito de orgulho por ser si só
Mas era só isso, só isso, só!
E por instantes foi tudo paz
Mas era só isso, só isso, só!
E acredite
Foi por te amar demais

Foi por te amar demais.

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