sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cinza

É a mistura em quantidade
igual
de verde, azul
e vermelho
É monte de nuvem no
Céu
Tampam o sol que
Chuva
É o cimento que rala o joelho
É cor triste da cidade
É fumaça das nossas manhãs
Somos cinzeiros:
Cheios de restos e rastros
O que sobrou do que ruiu
Adubo bom em solo fértil
A esperança que não partiu
Menino esperto não meche cinza
Que logo em baixo tende a ter brasa
Se a vida assopra cinza por cinza
Eis que há fogo
_________________E não apaga

domingo, 22 de fevereiro de 2015

No vento do peito

Nós.

Hemos de viver de engôdos
E de ficar abraçados

E se (o) acaso cortemos
Os fios que nos traçam

Então

Sinto que os varais de palavras
Partiram

Procurando sentido, voaram
Mas o coração

Não.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Quebra-cabeça

Se me falta uma peça
Acha de mim
Você

Se falta cor
Calor
A gente abraça

Se o tempo arrasta
Olho no olho
Mãos que rastreiam
Meche aqui
Arrasta ali

.

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