Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente não quer mudar.
Como hoje deitados frente a frente como sempre, algumas longas conversas e outras que eu não esquecerei jamais.
Há alguns dias que a humanidade do abraço vem me confortar, que eu posso sentir a pele na ponta dos meus dedos, que eu posso me rever como homem e que sinto tudo mais próximo.
Sinto uma coisa chamada amor, um sentimento que ainda não decifrei, sinto e tento entender tanta intensidade. Há alguns dias que nesse mundo reina um mundo de paz, uns mais calados, outros mais falantes, outros a procura de amizade. De onde eu venho amizade não se procura, amizade é lei entre os seres.
Nesse mesmo tempo que passara tento entender alguns sentimentos que de onde eu venho não tem nome e aqui também não. São tipos de sentimentos que os humanos não explicam, algo misturado com tristeza e solidão mesmo estando feliz e com várias pessoas por perto, algo que varia entre ansiedade e paz e que causa calafrios, apertos no estômago e aprisionamento cardíaco.
Sinto que esse sentimento não passa só por mim, mas também por um grande humano que conheci nessa jornada, grande porte e grande coração, sei disso somente por sentir pois é ele talvez o humano mais calado que conheço. Não se preocupa muito com o falar, mas tira nota dez no quesito carinho, presença e amizade. Sinto que esconde alguns sentimentos através do seu riso fácil e contagiante, mas ao mesmo tempo sinto que não precise comentar com ninguém o que sente, e que o essencial se percebe sem que se diga nada. Que fique bem claro a esse humano que, em pouco tempo, se tornou um dos motivos pra eu acreditar nesse sentimento humano, o amor e que me ensinou que o essencial é invisível aos ouvidos.
Tem coisas que a vida não muda, tem coisas que a gente quer mudar.
Quero que a loucura seja posta como estado de supra sabedoria e que não seja necessário ser normal para entender esse mundo em que a normalidade parece muito louca aos meus olhos.
Quero que que as promessas sejam feitas apenas com o intuito de cumpri-las e que os humanos sejam atenciosos na fabricação de uma, para que erros não sejam cometidos.
Quero que nenhum humano precise provar nada e que a confiança e a honestidade se cumpram em uma troca de olhares, em um abraço ou na palavra.
Quero que os momentos felizes sejam imortalizados para que os momentos de aflição não tomem espaço.
Quero ser quem eu sou neste momento, a humanidade me cai bem em dias frios com sol.
Quero não ter a necessidade de ser um bom ser humano e que as pessoas que me amam me bastem.
Quero que o sorriso seja tombado pelo patrimônio universal e que as crianças sejam fiscais e cumpram seu dever na arte de fiscalizar o sorriso.
Não quero mudar o rumo desse texto e isso eu posso fazer.
Quero acreditar no amanhã e acreditar que ele será como ontem, com noite de sono mal dormida, mas com o maior sentimento da humanidade vivo na pele, na alma.
Quero te dizer mais uma coisa,
Se isso tudo é uma brincadeira, é porquê levamos muito a sério.
"Segunda carta da séries de cartas de Oicani para os homens."
"e que me ensinou que o essencial é invisível aos ouvidos.",isso me lembra o pequeno principe quando ele se encontra com a raposa e ela lhe conta "Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.,mto bom,pra quem se identifica,e se a maioria se indentificasse,talvez o mundo seria um lugar melhor,jamais perfeito,porem bem melhor!parabéns cara,hoje em dia ,cultura,é raridade,show de bola!
ResponderExcluircaramba.. porque eu demorei tanto pra vir ler isso aqui??. Lindo e cativante seu texto Pe. E você pegou muito melhor do que eu imaginava a ideia do silêncio.
ResponderExcluirExiste muita coisa que não precisa ser dita e, sim, sentida. Desculpa a demora, espero a terceira carta ansiosíssimo.
Abração;;