Ela caminha cuidadosamente por um terreno que amedrontada já passou
Ele nu, se arrisca por uma via escura que outrora já tateou,
E isso depois que se encontraram.
Ele antes acostumado com a indiferença da sua vida acreditava ser feliz.
Fazia as coisas que julgava certo, procurava por coisas que não sabia e nunca encontrava.
Fez alguns poucos amigos e manteve outros poucos.
Tentou procurar algo que lhe interessava e se aprimorou muito pouco em pouquíssimas coisas.
Hoje nu, e de olhos fechados nesse caminho escuro sente-se mais confortável.
Inesplicavelmente em equilíbrio, e seguro.
Ela olha o caminho pelos dois,
Conhece os obstáculos e pede para ele ajuda quando é necessário,
Carrega consigo as chaves das portas que deseja abrir e quando decide, puxa-o pela mão.
Ele não esita e de olhos fechados segue, seguro e em equilíbrio.
Ambos sabem que logo encontrarão uma porta desconhecida,
Um caminho novo e mais escuro.
Mas agora o medo é algo que ficou pra trás.
As palavras medidas, nesse nível já não existem mais.
Nesses escuros corredores só sobra espaço para duas dualidades:
Confiança e sinceridade
E elas caminham lado a lado de mãos dadas.
Uma de olhos fechados e outra indicando o caminho.
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