Fonte essa que, quando havia abundância de palavras no labirinto, criava os mais belos contos, poemas, textos. Era muito simples, bastava jogar as palavras que tinha em mãos e sentir alguma coisa, a água da fonte misturava tudo com muita delicadeza para sua criação.
Quando chegou na fonte percebera que a água havia secado, então entendera porquê não podia mais vê-la voando. Colocou-se a rodear a fonte e ali num cantinho encontrou o ultimo vestígio de água. Pegou aquela preciosidade com suas duas mãos juntas, jogou sobre as palavras que estavam agrupadas em um buraco na estrada de pedras do labirinto. Olhou as palavras se moverem, tomando cada uma seu lugar e decorou com muito carinho o texto.
Mais tarde sairia do labirinto, com um certo sentimento muito complicado de se explicar, dor misturada com felicidade de saber que nunca a perderia, triste e aliviado de saber que ela não mais sofreria.
Guardou o texto pra si e este ninguém nunca vai ler, talvez não leiam nada mais do que este aqui.
[Ou não.
"Perdi-me dentro de mim
ResponderExcluirPorque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim." Mário de Sá-Carneiro