quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Restos!?

Não sinto fome, nem sede
Segue ao contrário dessa regra o sono
Sinto muito sono o tempo todo
Faço cálculos inúteis, sobre coisas inúteis
E minha cabeça anda funcionando assim
Sem fome, nem sede, com sono e pensamentos vis
Fico pensando onde foi que tudo acabou
Se a culpa foi nossa de tudo isso
Será que não soubemos lidar?
Tem dia que a hora voa e eu agradeço
Outros ela se arrasta como uma lesma
Somente pra me torturar
Em pensamento pego uma arma e frito meu cérebro
Que não me da sossego, nem paz
Resolveria fácil não fosse o tremendo egoísmo
Deixaria tudo no não, simetricamente pra mim
Não comeria, nem beberia, nem pensaria, nem dormiria
Nem sofreria, nem saberia, nem erraria, nem nada.

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