terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conto de um não é

Ele tinha um interesse, montou um Personagem, planejou e escreveu sua peça. Na sua peça ele inseriu outros papeis, encontrou os atores e os convenceu a participar.
Mostrou-se sempre com suas máscaras, todos os outros atores conheceram seu Personagem, mas cada um conhecia apenas uma máscara.
Cada ator sentiu-se à vontade para viver na peça, participar da peça, aceitar o Personagem, porém depois de um tempo a peça começou a ficar confusa e mentirosa, os atores não viam o Personagem da mesma forma pois as máscaras não combinavam, os vários Personagens do Personagem não combinavam.
Até que um dia um ator resolveu mudar seu roteiro, os outros entenderam e também mudaram seus roteiros. O Personagem que era múltiplo demais para entender a verdade dos outros papéis começou a revelar máscaras diferentes a cada dia, até que um dia elas se esgotaram.
Ele então apareceu como ele mesmo, eles, os atores, entenderam então a peça e que esse era o momento exato para o final.
Era dele, do Personagem, a chance de sair da atuação e ser real.
Nesse momento era dele, do Personagem, também a escolha e foi dele, nesse momento em que conheceu a realidade, a decisão de escolher outro interesse.
Criou um Personagem, planejou e escreveu outra peça.
Agora escolhe à dedo, seus atores e suas máscaras.

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