segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Vida
No seu seio me acalento
Mas se movia
No seu sonho me invento
Mas se esquecia
Que no momento
Tenso, singular, inverso do tempo
Penso
Que na sua boca me afogo
Morro
E morrer não traz sossego
Esquecer não tira o medo
O paralelo que se cruza no infinito
É a vontade e a esperança
Que de tão longe, o tempo
Faz da vida um sonho
Que não se esquece

Fica na lembrança

Mas que nunca se realiza

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