O beijo doce, a conversa inconstante
O corpo frágil inteiro, coisa normal no meio
Seus lindos e suaves, fartos seios
Sua pele, inigualáveis detalhes de sonhos
Do belo que eu criei em minha mente
Seu toque, seu sexo, brincadeiras
Coisas que só nós ou um nó(s) entenderia
Coisas que eu dificilmente esqueceria
Não fosse o fato de que tudo ficou pra trás
Desde pequeno mamãe dizia
Para darmos, independente de pra quem seja
Bandeijas de ouro coberta de rosas
Ao invéz de trouxas cheias de bosta.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Construção
Vendeu seu terno
E o Erasmo cantou doído no seu peito
Essas coisas de mesquinhas, de jogo, de nada
Lhe deu um tapa na cara pra saculejar
E ver pra dentro de si mesmo e se admirar
Que mais nada ali havia
Nem certezas, nem amor, nem carinho, nem ódio
Nem dor, nem sonho, nem mesmo destino
Voltou a tona e olhou para os lados
A casa já era triste, sem ela então...
Pelo menos ela vivia independente
A liberdade limitada que possuía
Trancada e livre, viva, criança,
Mas isso em breve há de voltar
Não é o principal problema
O problema é ele!
Que nem sabe mais do que sentir saudade.
E o Erasmo cantou doído no seu peito
Essas coisas de mesquinhas, de jogo, de nada
Lhe deu um tapa na cara pra saculejar
E ver pra dentro de si mesmo e se admirar
Que mais nada ali havia
Nem certezas, nem amor, nem carinho, nem ódio
Nem dor, nem sonho, nem mesmo destino
Voltou a tona e olhou para os lados
A casa já era triste, sem ela então...
Pelo menos ela vivia independente
A liberdade limitada que possuía
Trancada e livre, viva, criança,
Mas isso em breve há de voltar
Não é o principal problema
O problema é ele!
Que nem sabe mais do que sentir saudade.
sábado, 3 de março de 2012
Nada anormal
14:45 - Se encontrou
15:00 - Se animou
16:00 - Se alimentou
16:30 - Se explicou
16:45 - Se partilhou
16:50 - Se integrou
16:55 - Se alucinou
17:00 - Se despediu
17:07 - Se convidou
17:30 - Se esparramou
19:00 - Se embebedou
19:30- Se engrandeceu
20:00 - Se reanimou
20:30 - Se divertiu
22:00 - Se inspirou
22:30 - Se questionou
23:00 - Se propôs
23:13 - Se entristeceu
23:30 - Se imaginou
23:37 - Se perdeu
23:40 - Se deitou
23:45 - Se iluminou
23:50 - Se entendeu
00:05 - Se musicou
00:15 - Se satisfês
00:23 - Se inexistiu
00:27 - Se desapareceu
00:40 - Se acolheu
1:40 - Se masturbou
1:48 - Se esqueceu
1:55 - Se manipulou
2:00- Se expressou
2:05 - Se apagou
15:00 - Se animou
16:00 - Se alimentou
16:30 - Se explicou
16:45 - Se partilhou
16:50 - Se integrou
16:55 - Se alucinou
17:00 - Se despediu
17:07 - Se convidou
17:30 - Se esparramou
19:00 - Se embebedou
19:30- Se engrandeceu
20:00 - Se reanimou
20:30 - Se divertiu
22:00 - Se inspirou
22:30 - Se questionou
23:00 - Se propôs
23:13 - Se entristeceu
23:30 - Se imaginou
23:37 - Se perdeu
23:40 - Se deitou
23:45 - Se iluminou
23:50 - Se entendeu
00:05 - Se musicou
00:15 - Se satisfês
00:23 - Se inexistiu
00:27 - Se desapareceu
00:40 - Se acolheu
1:40 - Se masturbou
1:48 - Se esqueceu
1:55 - Se manipulou
2:00- Se expressou
2:05 - Se apagou
sexta-feira, 2 de março de 2012
Sai de mim o que ganhamos do mundo
Eu canto em versos a felicidade
Do amor que transborda de mim para o mundo.
Você me questiona se amo um louco que conheci há dois dias
Respondo sim, eu amo, o amor não deve ser guardado
O amor tem que ser jorrado assim como um abraço suado
Uma risada corpo a corpo, as diferenças do coito.
O amor não deve ser limitado, nem julgado, nem esperado
Tem que ser livre como animal, prepotente como o capital.
O amor que eu espalho é pouco, vem de mim, insignificante
Mas te causa a saudade, a espera, a verdade pra nós.
O amor recebido me faz querer mais e mais loucos
Mais planos, mais vida, mais sorrisos.
No nosso tempo é difícil falar de perdão, o erro está frio
Porquê se ainda sim o erro fosse sensibilizado
Haveria espaço pro amor mostrar o caminho certo
Acredito na sensibilidade e acredito no povo
Pra que haja espaço pro amor acreditar, pro amor sonho,
Pro amor arte, pro amor vida, pro amor sincero, pro amor sorriso
Pro amor abraço, beijo, corpo, lágrima, leite, suor
Pro amor nos olhos, aquele que a gente vê em todo ser vivo
Eu acredito no amor que eu dou de graça
Que mesmo que eu não cobre, recebo de volta de quem ama como eu
Está tudo nos gestos do amor, não adianta virem com aquelas caras feias,
E mesmo que tentem, no amor já me tens,
Lhes responderei todo pomposo com um sorriso.
Do amor que transborda de mim para o mundo.
Você me questiona se amo um louco que conheci há dois dias
Respondo sim, eu amo, o amor não deve ser guardado
O amor tem que ser jorrado assim como um abraço suado
Uma risada corpo a corpo, as diferenças do coito.
O amor não deve ser limitado, nem julgado, nem esperado
Tem que ser livre como animal, prepotente como o capital.
O amor que eu espalho é pouco, vem de mim, insignificante
Mas te causa a saudade, a espera, a verdade pra nós.
O amor recebido me faz querer mais e mais loucos
Mais planos, mais vida, mais sorrisos.
No nosso tempo é difícil falar de perdão, o erro está frio
Porquê se ainda sim o erro fosse sensibilizado
Haveria espaço pro amor mostrar o caminho certo
Acredito na sensibilidade e acredito no povo
Pra que haja espaço pro amor acreditar, pro amor sonho,
Pro amor arte, pro amor vida, pro amor sincero, pro amor sorriso
Pro amor abraço, beijo, corpo, lágrima, leite, suor
Pro amor nos olhos, aquele que a gente vê em todo ser vivo
Eu acredito no amor que eu dou de graça
Que mesmo que eu não cobre, recebo de volta de quem ama como eu
Está tudo nos gestos do amor, não adianta virem com aquelas caras feias,
E mesmo que tentem, no amor já me tens,
Lhes responderei todo pomposo com um sorriso.
quinta-feira, 1 de março de 2012
...
Pega três panelas, pica quatro dentes de alho
Espalha um pouco em cada panela
Joga óleo de soja, ascende o fogo
Assim que sobe o aroma de alho frito
Em uma panela joga o arroz
Na outra o feijão já cozido
Na terceira a costelinha
Deixa refogar, água, pimenta, orégano
Cebola, cebolinha, salsinha,
Comida em casa mineira
O sol de verão e o calor insuportável da cidade
Mas nada tira a fome do homem
Que graças a Deus tem um prato de comida
Logo a pouco.
Espalha um pouco em cada panela
Joga óleo de soja, ascende o fogo
Assim que sobe o aroma de alho frito
Em uma panela joga o arroz
Na outra o feijão já cozido
Na terceira a costelinha
Deixa refogar, água, pimenta, orégano
Cebola, cebolinha, salsinha,
Comida em casa mineira
O sol de verão e o calor insuportável da cidade
Mas nada tira a fome do homem
Que graças a Deus tem um prato de comida
Logo a pouco.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
O bom do ruim
Ando não conseguindo cumprir com nada que me propus
Ando tomando uma rasteira atrás da outra
Tenho decepcionado os outros e os planos
Mas no meio disso tudo emana tanta energia boa
Continua os planos e o resto que me propus
Continua os sorrisos e as surpresas
Continua a saudade, continua as coisas rápidas
O aprendizado e a ajuda que recebo
Continua a música e os sonhos
Continua eu, a pato, as gerais,
Os puxões de orelha, o telefone,
Você o horizonte e todos os horários de almoço combinados.
Ando tomando uma rasteira atrás da outra
Tenho decepcionado os outros e os planos
Mas no meio disso tudo emana tanta energia boa
Continua os planos e o resto que me propus
Continua os sorrisos e as surpresas
Continua a saudade, continua as coisas rápidas
O aprendizado e a ajuda que recebo
Continua a música e os sonhos
Continua eu, a pato, as gerais,
Os puxões de orelha, o telefone,
Você o horizonte e todos os horários de almoço combinados.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Ao apelido patentiado
Subiu no palco por um instante
Pra tentar ser o personagem
Aquele do instante, amante
Que rouba o fôlego de quem vê.
Em pensamento somente,
Já que no agora não poderia,
Impossível, não vives quem sonha
Aceita o leve fardo de sua vida.
Ela, já escolhera os passos não dados
Se livrou de alguns retratos, pecados
Se apegou a se aprimorar, com um sorriso
Leve e pronto, pra cada encontro.
Conversa com o social, real, animal
Cria, inventa, corre, briga
Luta, consegue, erra, entende
Na necessidade da mente, não mente
Sonha, sincera com o que quer
É brava e linda, tímida e não
Não quer os olho fixos a lhe rastrear
As pintas, as cicatrizes, na pele, interna
Não quer o feio, o mala, o paia,
Novamente não quer os olhos fixos
Fechados, que sonham acordados
Com o escuro que lhe permite ver com as mãos
Calmas e suaves que deslizam até o não
Não pode! É regra, sem mais
Sem mais, bem que queria
Sem mais saudade, sem mais espera,
Sem mais dor, nas costas
Sem Carnaval, sem mais semanas
Sem calor, sem mosquitos
Sem tempo para o domingo
Ah...
Porquê esse sim merecia ser infinito!
Pra tentar ser o personagem
Aquele do instante, amante
Que rouba o fôlego de quem vê.
Em pensamento somente,
Já que no agora não poderia,
Impossível, não vives quem sonha
Aceita o leve fardo de sua vida.
Ela, já escolhera os passos não dados
Se livrou de alguns retratos, pecados
Se apegou a se aprimorar, com um sorriso
Leve e pronto, pra cada encontro.
Conversa com o social, real, animal
Cria, inventa, corre, briga
Luta, consegue, erra, entende
Na necessidade da mente, não mente
Sonha, sincera com o que quer
É brava e linda, tímida e não
Não quer os olho fixos a lhe rastrear
As pintas, as cicatrizes, na pele, interna
Não quer o feio, o mala, o paia,
Novamente não quer os olhos fixos
Fechados, que sonham acordados
Com o escuro que lhe permite ver com as mãos
Calmas e suaves que deslizam até o não
Não pode! É regra, sem mais
Sem mais, bem que queria
Sem mais saudade, sem mais espera,
Sem mais dor, nas costas
Sem Carnaval, sem mais semanas
Sem calor, sem mosquitos
Sem tempo para o domingo
Ah...
Porquê esse sim merecia ser infinito!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Memórias paulistas de um amor pra todo o mundo
Sabe que você faz nascer em mim
Um amor relutante, estonteante
Que me enche os meios, arrepia os pêlos
Que eu aqui em seu seio, me esqueço
Não creio, não sou, não tenho
Que nos seus braços enlaço, me envolvo
Fico, espero, e o gozo é o sorriso póstumo
Profano e inocente, mas verdadeiro só
Somente a eternidade que lhe escapa a ser direta
Isso porquê do amor nada seria não fosse a saudade
Saudade do que já foi, passou
Para aí sim, ser verdadeiro pra sempre
Na lembrança de quem ama.
"É triste pensar que ainda usa-se conjugar o verbo Amar no passado"
Um amor relutante, estonteante
Que me enche os meios, arrepia os pêlos
Que eu aqui em seu seio, me esqueço
Não creio, não sou, não tenho
Que nos seus braços enlaço, me envolvo
Fico, espero, e o gozo é o sorriso póstumo
Profano e inocente, mas verdadeiro só
Somente a eternidade que lhe escapa a ser direta
Isso porquê do amor nada seria não fosse a saudade
Saudade do que já foi, passou
Para aí sim, ser verdadeiro pra sempre
Na lembrança de quem ama.
"É triste pensar que ainda usa-se conjugar o verbo Amar no passado"
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Particular
Masturbo a inconsciência dos meus atos
No seu corpo que eu vejo e perdi
Te quero, seu cheiro, seu ódio, meu ópio
Me perco nos cinzas, nas pratas da cidade
Estão sempre tão seguros em seus carros
Quero ver quem tem a capacidade
De atravessar as paredes coloridas
Da minha bolha de sabão.
E se manter dentro dela!
Já que está muito longe do chão, do são, do não.
No seu corpo que eu vejo e perdi
Te quero, seu cheiro, seu ódio, meu ópio
Me perco nos cinzas, nas pratas da cidade
Estão sempre tão seguros em seus carros
Quero ver quem tem a capacidade
De atravessar as paredes coloridas
Da minha bolha de sabão.
E se manter dentro dela!
Já que está muito longe do chão, do são, do não.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Sob as três
Passado, silêncio, novo, saudade,
Na casa, o frio e a realidade invade
Na cabeça os restos trituram tudo
Descartam no peito, sacodem o sujeito
Mas o novo acalma, ilumina, sorri
Convida e no colo eu deito
Pensando que o melhor a ser feito
É esperar passar.
Mas o novo não limpa
E a sujeira estagnada do passado triturado
Bem do jeito mais quadrado
É que resolve ficar.
Passada a doença da mágoa
Que demora a cura e desgasta
E por cima ainda uma cicatriz.
Que há de se curar com a mistura
Do jeito mais estranho e com a ajuda
Do passado e do novo
Que juntando nesse engodo
Deixa a vida numa era mais feliz,
Que por enquanto nos meus 23 anos de existência
Não passaram de um mês
Mas que quando vêm, toda vez
Deixa uma marquinha de vivência.
Na casa, o frio e a realidade invade
Na cabeça os restos trituram tudo
Descartam no peito, sacodem o sujeito
Mas o novo acalma, ilumina, sorri
Convida e no colo eu deito
Pensando que o melhor a ser feito
É esperar passar.
Mas o novo não limpa
E a sujeira estagnada do passado triturado
Bem do jeito mais quadrado
É que resolve ficar.
Passada a doença da mágoa
Que demora a cura e desgasta
E por cima ainda uma cicatriz.
Que há de se curar com a mistura
Do jeito mais estranho e com a ajuda
Do passado e do novo
Que juntando nesse engodo
Deixa a vida numa era mais feliz,
Que por enquanto nos meus 23 anos de existência
Não passaram de um mês
Mas que quando vêm, toda vez
Deixa uma marquinha de vivência.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Nem a vida
A vida aumenta e preenche aos poucos o espaço vazio que me habita
Vazio que aumenta se acaso seja atingido por uma pergunta do tipo:
E o seu futuro?
Tento ver beleza no meu jeito assim de sentir dor
Tento ver inocência nas atitudes bêbadas do amor
Tento ver amor nos colos de não ser eu
Nem eu mesmo,
Vejo copos vazios no vazio que me habita
E que quando volto pra casa se enche de vida
De vida, que eu nem quero mesmo saber o que vai ser
De mim, ou nada, que dá quase no mesmo lugar.
Vazio que aumenta se acaso seja atingido por uma pergunta do tipo:
E o seu futuro?
Tento ver beleza no meu jeito assim de sentir dor
Tento ver inocência nas atitudes bêbadas do amor
Tento ver amor nos colos de não ser eu
Nem eu mesmo,
Vejo copos vazios no vazio que me habita
E que quando volto pra casa se enche de vida
De vida, que eu nem quero mesmo saber o que vai ser
De mim, ou nada, que dá quase no mesmo lugar.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O velho ano novo.
O ano novo veio repleto de coisas velhas,
Memórias, saudades, espelhos, pessoas.
Veio com algumas coisas novas,
Objetos, ideias e uma vidinha,
Que eu passo o dia inteiro a observar.
Observo tanto que já começo a entender as manias,
Os medos, as carícias, os choros.
Essa vidinha peluda e desengonçada
Brincalhona, gostosa, com pintas pretas enormes
Manchando o branco predominante.
Acontece que essa vidinha também sente saudade
Sente saudade de você e isso eu vejo.
Ela nem ronrona mais.
Nós sabemos que ela há de matar essa saudade
Assim como sabemos que esse ano começou com muita coisa velha pra se jogar fora
E algumas coisas novas pra se viver, admirar.
E é com esse sentimento de vida nova
Que eu espero que os ventos do ano novo encham nossas casas de vida
De sentimentos bons, de felicidade, de novidade.
Assim como a vida, estou cheio de coisas velhas,
Algumas coisas novas e saudade, de verdade,
Mesmo sabendo que tudo está no seu lugar.
Memórias, saudades, espelhos, pessoas.
Veio com algumas coisas novas,
Objetos, ideias e uma vidinha,
Que eu passo o dia inteiro a observar.
Observo tanto que já começo a entender as manias,
Os medos, as carícias, os choros.
Essa vidinha peluda e desengonçada
Brincalhona, gostosa, com pintas pretas enormes
Manchando o branco predominante.
Acontece que essa vidinha também sente saudade
Sente saudade de você e isso eu vejo.
Ela nem ronrona mais.
Nós sabemos que ela há de matar essa saudade
Assim como sabemos que esse ano começou com muita coisa velha pra se jogar fora
E algumas coisas novas pra se viver, admirar.
E é com esse sentimento de vida nova
Que eu espero que os ventos do ano novo encham nossas casas de vida
De sentimentos bons, de felicidade, de novidade.
Assim como a vida, estou cheio de coisas velhas,
Algumas coisas novas e saudade, de verdade,
Mesmo sabendo que tudo está no seu lugar.
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