segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sob as três

Passado, silêncio, novo, saudade,
Na casa, o frio e a realidade invade
Na cabeça os restos trituram tudo
Descartam no peito, sacodem o sujeito
Mas o novo acalma, ilumina, sorri
Convida e no colo eu deito
Pensando que o melhor a ser feito
É esperar passar.
Mas o novo não limpa
E a sujeira estagnada do passado triturado
Bem do jeito mais quadrado
É que resolve ficar.
Passada a doença da mágoa
Que demora a cura e desgasta
E por cima ainda uma cicatriz.
Que há de se curar com a mistura
Do jeito mais estranho e com a ajuda
Do passado e do novo
Que juntando nesse engodo
Deixa a vida numa era mais feliz,
Que por enquanto nos meus 23 anos de existência
Não passaram de um mês
Mas que quando vêm, toda vez
Deixa uma marquinha de vivência.

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