quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Aura falta na falta que me faz

Chego em casa sem nenhuma surpresa
A casa é a mesma, o quarto é o mesmo
A dor no estômago e aquele cheiro ruim de ônibus

Estranho ou normal, mas há sua aura em tudo
Como se cada passo dentro deste espaço
(De tijolos, cimento, telha, tinta e mofo)
Me remetessem você

Tem sua água perfumada em cima da mesa
Tem a cama que não está desarrumada
Porquê ela ainda não foi arrumada

Tem o farol que nesse horário já é silêncio
As gaivotas estão almoçando
E as estrelas já se esconderam faz tempo

Tem o Divã que é sozinho e que sozinho não é (divã)
Tem o travesseiro, tem poesia
Tem cachecol, tem água, tem saudade

Tem ele que é sozinho e que sozinho não sou (eu)
Tem você em tudo e ainda sim te falta
Te falta em tudo aqui, menos em mim
Que insiste em doer quando penso que ainda demora

Demora, mas passa
E nós sabemos que essa dor e essa falta
Não se perde na aura
Mas se encerra num abraço



Pois é, eu te amo.

2 comentários: